Um Conto de Fadas
Por Kildare

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Capítulo 1:

era uma grande Química e há alguns meses fora transferida para Los Angeles pela empresa onde trabalhava. Ela não conhecia muito bem a cidade e nem as pessoas que moravam ali, mas estava feliz por ter conseguido a tão sonhada promoção. Naquela semana, tinha um relatório muito importante para entregar e estava atolada de trabalho, então resolveu ir a uma cafeteria para aliviar um pouco o estresse. Levou consigo o laptop e alguns papéis para revisar. Ao chegar à cafeteria estacionou logo na frente e entrou. Pediu um capuccino e quando estava caminhando para sua mesa esbarrou em um rapaz alto, forte, moreno, que para sua surpresa, logo a agarrou para que não se machucasse. Quando ele a tomou em seus braços ela sem nem perceber soltou os papeis junto com o capuccino e infelizmente todo seu trabalho de dias foi estragado. Ela ficou irritada e logo começou a brigar:
- Você não olha por onde anda seu... seu...
- Calma moça! Por favor, deixe-me ajudar. – disse Orlando percebendo que ela não o reconheceu.
- Não posso ficar calma, pois você arruinou meu trabalho de semanas que deveria ser entregue daqui a dois dias. – respondeu .
- Mas você não fez cópias? – perguntou Orlando, que a essa altura já se sentia muito culpado pelo ocorrido.
- Sim. Mas não desse último material. – respondeu quase aos prantos.
- Qual é o seu nome? – perguntou Orlando.
- . E me desculpa pela minha falta de educação, é que estou muito estressada. – disse .
- O meu nome é Orlando Bloom. E é um prazer conhecer uma jovem tão bela.
Logo depois que se apresentaram, pediu desculpas novamente e se despediu rapidamente de Orlando. Ao sair da cafeteria, percebeu que o pneu do seu carro estava furado – E agora?!- pensou , conseguir um táxi as 1hr da manhã é bem difícil. Quando estava pensando no que ia fazer para ir para casa, foi surpreendida por uma voz que lhe perguntava: Posso te ajudar? . Quando virou-se, viu Orlando oferecendo-se para ajudá-la.
sorriu e respondeu:
- Se você puder me dar uma carona seria ótimo.
E Orlando respondeu:
- Claro que posso! Assim vou poder me desculpar pelo incidente que causei. Onde você mora?
- A três quadras daqui. Num prédio que fica no inicio da Beverly Hills quase em frente ao Beverly Center Shopping. – respondeu .
- Nossa você mora bem perto da minha casa. Eu moro no fim da Beverly Hills, que coincidência. – comentou Orlando.
- Bem, vamos? – falou Orlando, enquanto abria a porta do carro para .
Durante o caminho, e Orlando conversaram muito pouco. Ao chegar à frente do prédio, Orlando desceu e abriu a porta para que ficou encantada com seu gesto.
- Obrigada! – diz .
- Foi um prazer – responde Orlando que ainda estava intrigado por ela não o reconhecer.
- Quer subir para tomar um café? – pergunta .
- Pode ser. – responde Orlando.
morava numa cobertura com piscina e uma vista única da cidade de Los Angeles. Sua promoção realmente valera à pena. Ao entrar em casa, foi logo tirando o casaco e as sandálias deixando a mostra seu corpo bem definido e suas curvas bem brasileiras. Ela logo percebeu que Orlando a olhava de cima a baixo admirando sua beleza. Então Orlando pergunta:
- Você não é inglesa? Nem francesa? De onde você é?
- Sou brasileira. Estou aqui a trabalho. – responde .
- O que você faz? – pergunta Orlando.
- Sou química e no momento trabalho para uma empresa daqui que fabrica perfumes e cosméticos. Acabei de ser promovida a chefe-geral da área de produção, ou seja, tenho que fiscalizar todos os testes dos produtos para que eles tenham a melhor qualidade possível. E você o que faz da vida? – pergunta .
- Eu sou ator, e sinceramente acho incrível você nunca ter me visto ou ouvido falar de mim. – responde Orlando.
- É que infelizmente eu não tinha muito tempo para ir ao cinema – responde .
Nesse instante Orlando se sente meio ofendido, pois acha que estava a fim de curtir com a cara dele. Ele se levanta e caminha em direção a porta. Então fala:
- Não vá embora, por favor, eu não quis ofende-lo é que eu realmente não sabia que você era famoso, pensei que você era apenas um cara comum.
- Mas eu sou um cara comum. – responde Orlando.
- Ok, vamos deixar isso de lado. Vou fazer um café para você. - diz .
- Você mora sozinha? - pergunta Orlando.
- Não, moro com minha prima. É que ela viajou de férias. - responde .
Ao acabar de fazer o café, os dois se sentam na varanda para admirar a noite e conversar um pouco mais. De repente começa a chover bem forte e os dois se molham. Como estava usando uma camisa branca dava para ver bem os contornos dos seus seios fartos e sua cintura bem modelada. Orlando a olhava de uma forma bem provocativa. Os dois correram para a sala e começaram a rir. Então foi buscar uma toalha para que Orlando pudesse se secar.
- Que pena que choveu. A noite estava linda! – diz .
- Pois é. – concorda Orlando enquanto tira a blusa para se secar. Ele começa a perceber que o olha meio encabulada.
- Meu Deus! Já são 3 horas da manhã. – diz totalmente assustada com o horário.
- É o tempo passou e nós nem notamos. Tenho que ir.- responde Orlando.
- Nessa chuva? Acho melhor você ficar por aqui enquanto a chuva não pára. Por que você não dorme aqui? Se não houver nenhum inconveniente para você, é claro. - diz .
- Se você não se incomodar. – responde Orlando.
- Claro que não me incomodo. Você pode dormir no quarto da minha prima, vou arrumar a cama para você. – diz .


Capítulo 2:

Enquanto arrumava o quarto para Orlando, ele observava as fotos que tinha sobre sua mesinha da sala. Quando ela voltou, ele perguntou:
- Você também é fotografa?
- Não! Eu só faço isso como hobbie. – responde . - Sua cama já está arrumada, venha comigo vou te mostrar onde fica o quarto. – diz enquanto caminham em direção ao quarto.
mostrou o quarto para Orlando e o desejou uma boa noite.

Ao acordar, ligou para seu trabalho e inventou uma desculpa para não ter que ir naquele dia. Depois foi ao quarto e observou que Orlando ainda estava dormindo e resolveu fazer o café da manhã para eles. Como estavam em pleno verão, resolveu tomar banho de piscina depois de fazer o café da manhã. Ao acordar, Orlando a procurou por toda casa até que ouviu o barulho que vinha da cobertura e decidiu ir até lá. Quando chegou, Orlando viu usando um biquíni bem sensual, tomando sol. Ao perceber que Orlando a observava, falou:
- Bom dia dorminhoco!
- Bom dia – respondeu Orlando ainda com o queixo caído.
- O café já está pronto. Tem frutas, biscoitos, cereal, e tudo mais que você imaginar. Só estava esperando você para comer. – disse .
- Então vamos lá. – responde Orlando.
Durante todo o café, Orlando não tirou os olhos de , eles não conversaram sobre nada. Mas ao saírem da cozinha e irem até a sala, Orlando resolveu perguntar:
- Você tem compromisso com alguém hoje?
Ela o olha meio encabulada e responde:
- Não. Por quê?
- Porque eu gostaria de te convidar para sair. Sem segundas intenções sabe? Só para me desculpar melhor pelo o que aconteceu ontem. – respondeu Orlando.
- Infelizmente não posso sair com você. – diz .
- Por que não? – indaga Orlando.
- Não é que eu não tenha gostado de você e da sua companhia, o problema é que estou atolada de trabalho atrasado e ainda tenho que terminar o relatório. - responde, percebendo que Orlando ficou triste com sua negativa.
- Ok. Agora tenho que ir. – diz Orlando enquanto se levanta e caminha até a porta.
- Até logo. – diz .
- Posso te pedir só mais uma coisa? – pergunta Orlando.
- Pode. – ela respondeu.
- Me dá o número do seu telefone?! – pede Orlando.
- Você não precisa dele, pois você já sabe onde eu moro e sempre que quiser pode passar por aqui e nem precisa avisar. - respondeu com um sorriso no rosto.
- Então pode ter certeza que venho te visitar em breve, . – ele falou com um sorriso ainda maior que o de .
Eles se despedem e Orlando vai embora. Depois começa a refazer seu relatório, mas não consegue parar de pensar em Orlando.


Dias depois...


Já havia se passado três dias e não tinha mais visto ou ouvido falar de Orlando. À noite quando chegou do trabalho aproveitou o tempo livre e resolveu cozinhar para ela mesma. Antes de ser uma pessoa tão ocupada cozinhava diariamente. Resolveu fazer um risoto para acompanhar um vinho que tinha ganhado de um amigo do trabalho. Quando já estava se servindo escutou alguém bater a sua porta. Ao abrir, se deparou com um buquê enorme de rosas vermelhas e o mais interessante: Orlando trazia esse buquê.
- Boa noite! – disse Orlando observando a cara de assustada de .
- Boa noite Orlando. - responde ela enquanto recebia o buquê das mãos de Orlando e fazia um gesto com a mão o convidando para entrar.
- Você está ocupada? Podemos sair para jantar hoje?- perguntou Orlando.
- Hoje eu resolvi cozinhar, se você não se importar de comer aqui mesmo, podemos sim jantar hoje. – respondeu .
- Ok. Vamos jantar aqui mesmo então, mas eu não tinha idéia que você sabia cozinhar. – fala Orlando.
- Pois é, você ainda vai se surpreender comigo. – ela fala.
arruma a mesa enquanto Orlando abre o vinho. Eles jantam em total silêncio só observando um ao outro. Depois do jantar, Orlando se oferece para ajudá-la a lavar a louça, mas ela diz que a ajudante depois limpa e arruma tudo. Então eles resolvem terminar de beber o vinho na sala.
Orlando pergunta:
- Sua prima já voltou?
- Ainda não. Estou ansiosa para que ela volte logo, pois me sinto sozinha neste apartamento. – responde .
Orlando se aproxima um pouco mais de e a abraça. Ela sente que ele quer beijá-la, quando ele tenta, ela se afasta dele.
- O que foi? – pergunta Orlando.
- Nada. É que eu não quero isso para mim neste momento sabe. Pensei que podíamos ser só amigos. - responde.
- Se é o que você quer, por mim tudo bem. Sejamos amigos então. – diz Orlando sorrindo para . - Então agora que somos amigos me conte mais sobre você. – ele pede, super curioso.
Ok. – responde .
conta a Orlando que veio da Paraíba, um estado maravilhoso, com muitas praias e com um clima bem tropical. E que estava morrendo de saudades de lá, principalmente de seus familiares e amigos.
Eles ficaram conversando por horas até que Orlando interrompeu a conversa e disse que precisava ir embora, pois iria gravar um comercial no dia seguinte. Quando eles estavam se despedindo, Orlando perguntou:
- Você não quer ir comigo amanhã?
- Quero sim, amanhã será minha folga. - respondeu .
- Então está combinado! Amanhã venho te buscar as 09:00. – ele fala.

Pela manhã, arrumou-se e ficou aguardando a chegada de Orlando. Às 9:00 em ponto ele bateu à sua porta. Ao abrir, deparou-se com mais um belo buquê de rosas vermelhas e, novamente escondido atrás dele, estava Orlando com um sorriso contagiante.
- Bom dia! – disse Orlando.
- Bom dia! E obrigada pelas flores realmente não precisava ter se incomodado. – respondeu, sorrindo.
- Vamos. – chamou Orlando.
- Claro.

Durante o caminho para as filmagens resolveu quebrar o gelo perguntando:
- Sobre o que vai ser esse comercial?
- Você já vai descobrir. – respondeu Orlando com um ar misterioso.


Capítulo 3:

Após alguns minutos, Orlando estacionou o carro em frente a uma bela casa, desceu, e abriu a porta do carro para . Ao entrarem na casa, pode observar que ali não havia nenhuma equipe de gravação, então resolveu perguntar:
- Você vai gravar aqui? Cadê a equipe?
Orlando responde:
- Eu menti para você. Na verdade não haverá nenhuma gravação. Eu só queria passar o dia com você, por isso inventei essa história de gravação e trouxe você aqui para minha casa. Você gostou da surpresa?
ficou calada. Ao perceber isso, Orlando disse:
- Você quer ir embora? Ficou chateada comigo?
- Bem, na verdade você poderia ter falado que queria que eu conhecesse sua casa. Eu teria aceitado com prazer. Não fiquei chateada nem quero ir embora. Podemos ficar por aqui. Mostre-me sua casa – responde enquanto sorrir para Orlando.
Orlando mostrou a casa a . Quando chegaram à porta do seu quarto, ele disse em tom de brincadeira:
- Está preparada para ver o seu futuro quarto?
- Meu futuro quarto? – indagou , sem entender bem o que Orlando queria dizer com aquilo.
- Isso mesmo, seu futuro quarto, pois quando casarmos você dormirá aqui comigo. – disse Orlando com um tom mais sério, enquanto a olhava bem nos olhos.
- Pare com essa brincadeira! Mostre-me logo seu quarto. Já imagino a bagunça que deve ser. – disse rindo dele.
Ao abrir a porta, percebeu que o que imaginou não era verdade, pois o quarto estava muito bem organizado e, além disso, era lindo. Tinha uma cama enorme, uma varanda com uma vista maravilhosa e até um mini-escritório. Orlando percebeu que tinha ficado admirada e perguntou:
- Mudou de idéia sobre se casar e dormir comigo aqui todos os dias?
respondeu imediatamente:
- Não, já disse que só quero sua amizade. No momento não tenho interesse em namorar e muito menos em casar.
Orlando não se conformou escutando aquilo, então resolveu insistir e tentou beijá-la. até tentou fugir, mas dessa vez não teve como. Eles se beijaram ardentemente. pode sentir cada batida do coração de Orlando e vice-versa. Orlando começou a percorrer suas mãos pelo corpo de , encostou-a contra a parede, ele sentia o cheiro delicioso da pele dela, seus lábios tinham um sabor doce, seus cabelos eram tão sedosos. Mas quando percebeu o que estava fazendo, ela se afastou dele e saiu correndo.
- ! – gritou Orlando, enquanto tentava alcançá-la.
foi embora correndo como uma louca. Orlando não conseguiu alcançá-la, então decidiu ir até sua casa. Ao chegar lá, bateu várias vezes na porta gritando por , mas ela não o atendeu.
Quando ele finalmente desistiu, , que estava encostada na porta, caiu em prantos sem saber o que fazer naquele momento. Ela rezava para que sua prima voltasse logo de viagem. Enquanto pensava, ela escutou um barulho vindo da porta. Quando olhou, era sua prima que estava entrando.
- , finalmente! – gritou .
- Eu também estava morrendo de saudades, . O que aconteceu? Por que você está chorando? Quem era aquele homem que vi passando por mim? – disse enquanto abraçava .
- Vou te contar o que aconteceu nesses últimos dias. – falou soluçando.
Enquanto desfazia as malas, a contou tudo o que havia acontecido naqueles dias. Então perguntou:
- Você gostou do beijo?
- Claro que gostei, mas devo confessar que naquele momento tive um pouco de medo. – respondeu .
- É normal você sentir medo, principalmente porque você nunca se apaixonou de verdade . Mas você não pode fugir dele para sempre. - disse .
- Sei disso, mas tenho medo dele não me entender. – respondeu .
- Eu sei, . Na minha opinião, você deve dar uma chance a ele, e caso se torne necessário, contá-lo você sabe o que. – disse .
- Vou procurá-lo amanhã e tentar pedir desculpas pela minha criancice boba. – disse .
- Ok, mas preciso descansar. Até amanhã. No café conversamos mais. - disse .
- Boa noite! E amanhã não vou tomar café com você, pois quero fazer uma surpresa ao Orlando. – respondeu .
acordou logo cedo. Ficou em dúvida sobre qual roupa deveria usar e acabou escolhendo um vestido lilás de cetim muito lindo que havia comprado, mas nunca havia tido coragem de usar. Ao sair, fez uma parada em uma floricultura e comprou um buquê de rosas vermelhas. Quando chegou em frente à casa de Orlando ficou em dúvida se deveria ou não fazer aquilo, mas lembrou-se do que sua prima havia dito e resolveu entrar. Tocou a campainha e aguardou. Para sua surpresa, quem abriu a porta foi Orlando. Então ela falou:
- Bom dia, Orlando!
- Bom dia, . – respondeu Orlando ainda meio assustado pela presença dela depois de tudo que havia ocorrido.
- Bem, eu vim aqui para pedir que você me perdoe por tudo que eu fiz. Você me perdoa? – perguntou entregando-lhe o buquê.
Orlando não respondeu. Ela percebendo que ele não iria perdoá-la, virou-se e fez menção de ir embora quando, de repente, ele a puxou e a beijou. Ficaram ali mesmo na porta de entrada aos beijos e caricias sem se importar se alguém estava vendo. Quando pararam de se beijar, Orlando falou sorrindo:
- Claro que te perdôo. Sinceramente não sei o que você fez comigo, pois não consigo parar de pensar em você.
- Então você quer namorar comigo? – perguntou .
- Quem deveria fazer essa pergunta não seria eu?! – indagou Orlando.
- Então me pergunte logo! – respondeu , sorrindo daquela situação.
- , você aceita namorar comigo? – perguntou Orlando.
- Sim! Claro que aceito. - respondeu .
- Então vamos entrar, eu estou com fome. Você já tomou café da manhã? – perguntou Orlando enquanto a envolvia em seus braços.
- Não. Também estou com fome. – respondeu .
- Venha comigo então. A empregada acabou de servir meu café. – disse Orlando enquanto eles entravam. - O que você gosta de comer? Se quiser algo diferente pode pedir. – disse ele, puxando a cadeira para que ela se sentasse.
- Na verdade pela manhã só como frutas. – respondeu .
- Bem, então você comerá mais que frutas hoje, pois ninguém resiste ao bolo de cenoura da minha mãe. – disse Orlando enquanto fazia um aviãozinho para .
não recusou o bolo, apesar de não comer nada muito pesado no café da manhã. Quando terminaram de comer disse:
- Orlando preciso ir. Vou trabalhar hoje. À noite eu te ligo ou se você quiser pode passar lá no meu apartamento, pois finalmente minha prima chegou. – disse .
- Por que você tem que trabalhar hoje? Não dá para inventar uma desculpa e ficar aqui comigo? – perguntou Orlando, fazendo uma cara de cão sem dono.
- Hoje infelizmente não vai dar. Tenho que entregar o relatório hoje à tarde sem falta. – ela responde.
- Então tá. À noite você pode jantar comigo, outro dia eu conheço sua prima. O que você acha? – perguntou Orlando enquanto a acariciava e dava beijinhos no pescoço.
- Pode ser. – respondeu.
Eles namoraram mais um pouco, ela se despediu e foi trabalhar.

Capítulo 4:

À noite, quando chegou do trabalho, percebeu que sua prima não estava em casa. Ela quase entrou em desespero pensando em quem iria ajudá-la a escolher uma roupa para o seu encontro, mas pensou um pouco e após várias horas provando roupas, acabou optando por um vestido preto de seda e sandálias prateadas de salto (já que ela era mais baixa que o Orlando, o fato dela usar um salto alto não iria incomodá-lo e, além do mais, ela ficava muito bonita com aquela roupa).
Bem depois de escolher a roupa, ficou em dúvida se deveria usar uma jóia ou não. Depois de horas pensando, resolveu usar um colar de brilhantes que tinha ganhado de sua mãe. Pronto. se sentiu radiante quando terminou de se arrumar. Agora era só ir ao encontro do seu amor.
Assim que chegou à casa de Orlando, sentiu um frio na barriga e pensou consigo mesma: “– Essa é a primeira vez que janto com um namorado em sua casa”.
desceu do carro e tocou a campainha. Não esperou muito e a empregada veio abrir a porta. entrou e sentou-se na sala a espera de Orlando, que não demorou muito a descer as escadas.
- ! Você está linda. – disse Orlando.
- Obrigada. – respondeu, encabulada.
Orlando a puxou para junto de si, envolvendo-a em seus braços, acariciou seu rosto, passou as mãos em seus cabelos macios e a beijou ardentemente. sentiu suas pernas ficarem bambas e sua cabeça dando voltas. Quando Orlando parou de beijá-la, nem conseguia respirar direito.
- Estava morrendo de saudades do seu beijo. – disse Orlando.
- Eu também. – respondeu Sophie enquanto tentava recuperar o fôlego.
- Então vamos jantar? – perguntou Orlando.
- Vamos. Mas nós não vamos sair? Ir a um restaurante? – indagou ao perceber que Orlando não estava arrumado.
- Não. Você sabe que sempre que saio tem muitos fotógrafos atrás de mim, então resolvi que era melhor a gente comer aqui mesmo. Você não acha? – disse Orlando.
- É. Com certeza aqui ninguém vai incomodar a gente. – concordou .
Eles se dirigiram para a sala de jantar. se surpreendeu com a decoração super romântica que Orlando havia feito. Velas, flores e tudo mais que uma noite romântica pede.
- Gostou? – ele sussurrou no ouvido de .
- Adorei. – respondeu, virando-se e lhe dando um beijo.
Como Orlando não sabia do que gostava, optou por uma salada como entrada, risoto como prato principal e sorvete de chocolate como sobremesa. Depois do jantar, Orlando abriu uma garrafa de champanhe para comemorar o inicia do namoro. Eles beberam algumas taças na sala de jantar e resolveram terminar de beber na sala. Ao chegarem à sala, Orlando acendeu a lareira, pois a noite estava ficando fria.
- Que noite maravilhosa! – disse .
- Também achei a noite maravilhosa, mas acho que ela pode ficar ainda melhor – respondeu Orlando enquanto se aproximava ainda mais de , a envolvendo em seus braços e beijando-a. Orlando estava ardendo de desejo, queria que fosse sua por completo. Quando percebeu que o clima começou a esquentar, afastou-se rapidamente de Orlando dizendo:
- Não!
- Desculpa , não quis te assustar. – disse Orlando.
- É que acho que estamos indo muito rápido sabe, afinal, começamos a namorar hoje. – respondeu .
- Tudo bem, sem problemas. Desculpe-me. Pode ter certeza que não vou tentar novamente. – disse Orlando.
percebeu que Orlando tinha ficado um pouco “agitado” e achou melhor ir embora. Mas o que ela não podia imaginar era que naquele instante um temporal começaria e ela sabia que agora não poderia mais ir embora, pois os temporais de Los Angeles são perigosos e além disse ela tinha medo de raios, trovões e relâmpagos.
- Que droga! Logo agora quando eu ia embora. – disse olhando a chuva pela janela.
- Não tem problema amor, você pode dormir aqui. – disse Orlando enquanto a abraçava.
- Você já percebeu que sempre que a gente se encontra chove? – perguntou .
- Isso é verdade. Devem ser os Deuses que querem nos unir ainda mais. – respondeu Orlando com um sorriso malicioso.
- Com certeza. – concordou . - Você tem quarto de hóspedes? No dia em que você me mostrou a casa não me lembro de ter visto.
- Tenho, mas é que uso como depósito. Você pode dormir no meu quarto. Prometo que vou me comportar. A cama é grande e a gente pode fazer uma barreira de travesseiros se você quiser. – respondeu Orlando.
- Ok, não tem outro jeito mesmo. – respondeu .
e Orlando foram para o quarto e começaram a arrumar a cama. Por prevenção, decidiu colocar alguns travesseiros entre eles. Quando terminaram de ajeitar tudo, perguntou a Orlando:
- Você tem algum blusão bem comprido que possa me emprestar? Eu não queria dormir com esse vestido.
- Lógico que tenho. – respondeu Orlando enquanto pegava o blusão. - Pronto aqui está. - disse ao entregar o blusão a garota.
- Vou me trocar no banheiro. - disse .
Enquanto se trocava no banheiro, Orlando resolveu trocar de roupa ali mesmo no quarto. Quando estava saindo do banheiro sentiu um pequeno tremor de terra. Ela não pensou duas vezes: correu e agarrou-se em Orlando. Ele não acreditava no que estava vendo: um baita mulherão daqueles, morrendo de medo de um pequeno tremor de terra. Neste instante ele não pode conter o riso. percebendo que ele estava rindo dela, perguntou com um tom bravo:
- Posso saber do que você está rindo? Qual é a graça?
- É que você fica tão bonita quando está com medo. – ele falou dando-lhe beijinhos.
- Sei... Sei. – disse fingindo que acreditava naquela desculpa. - Vamos dormir logo porque tá ficando tarde. – disse .
- É vamos.
Eles deitaram e cada um virou-se para um lado. Ao contrário de Orlando, não conseguia dormir por causa da chuva. então começou a lembrar-se de quando era criança e dormia agarrada com a sua mãe. Mesmo com todas essas boas lembranças ela não conseguia dormir, então decidiu ir para sala ver um pouco de TV para se distrair. Ela não teve coragem de acordar Orlando, pois ele dormia como um bebê. Ela desceu silenciosamente, ligou a TV e deitou-se no sofá. Alguns minutos depois ela já estava dormindo. Ao acordar, Orlando procurou por e não a encontrou no quarto. Chegou a pensar, por um momento, que havia sonhado com tudo aquilo, mas percebeu que tudo era real quando viu a roupa de . Resolveu então descer para procurá-la. Quando chegou à sala, encontrou dormindo no sofá, agarrada com as almofadas e a TV ligada. Ao ver aquela cena, Orlando lembrou-se de quando era criança e fazia isso. Desligou a TV e levou nos braços até o quarto. Como Orlando não tinha certeza se ela iria trabalhar resolveu deixá-la dormir um pouco mais. Ele aproveitou enquanto ela ainda dormia para fazer uma caminhada com seu cachorro Sidi. Quando retornou da caminhada, a garota ainda estava dormindo, então ele resolveu acordá-la.
- , amor está na hora de acordar. – falou, sussurrando ao ouvido de .
levantou-se espantada. Havia esquecido por um momento que tinha dormido na casa de Orlando.
- Calma querida.
- Que horas são?
- 10:30.
- Droga! Não acredito que perdi a hora de trabalhar. – falou, levantando-se e indo em direção ao banheiro para se trocar.
- Se soubesse que você iria trabalhar, teria lhe chamado antes. – Orlandofalou, sentindo-se culpado.
- Não tem problema querido, vou dizer que foi por causa da chuva ou que o pneu furou. – disse .
- Você quer comer algo antes de sair? – perguntou Orlando.
- Não obrigada. – respondeu enquanto saia do banheiro e procurava suas sandálias.
- Você pode me levar até em casa? Preciso trocar de roupa e pegar alguns documentos.
- Claro que posso.

Capítulo 5:

Assim que puseram os pés fora de casa, Orlando e foram atacados por flashes que vinham de todos os cantos. Orlando puxou para dentro da casa e fechou a porta rapidamente. - O que diabos é isso? - perguntou sem entender como os fotógrafos sabiam que ela estava ali. - Não sei como eles nos descobriram. - respondeu Orlando. - E agora, como vou para casa? E para o trabalho? - indagou assustada. - Calma querida. - disse Orlando enquanto a abraçava. - Eu tinha me esquecido dessa parte chata. Sempre que começo a namorar é isso, um monte de fotógrafos loucos na minha porta. - Isso é muito chato mesmo. Mas já que não vou poder sair, vamos aproveitar e namorar um pouco. - disse enquanto se preparava para dar um beijo em Orlando. - Você realmente não se importa em ver seu rosto em todas as revistas de fofocas? Fora sua vida que vai ser investigada? - perguntou Orlando. - Sinceramente, não. Não tenho nada para esconder de ninguém. - respondeu . - Você sabia que eu estou me apaixonando ainda mais por você? - perguntou Orlando. - É?! Engraçado, eu também. - respondeu . Os dois se beijaram ardentemente e ficaram ali mesmo na sala namorando. Orlando e sentaram-se no sofá. Eles começaram a se beijar, Orlando começou a beijar o pescoço de e a escorregar as mãos por baixo do seu vestido, ela o agarrou pela blusa passando suas mãos em seu tórax forte. Nesse instante Orlando não se conteve e deitou-se por cima de . Eles trocavam caricias. sentiu que Orlando estava fora de si e pediu novamente para ele parar, mas ele a beijou novamente. De repente o celular de tocou e ela aproveitou para sair daquela situação.
- Alô. - disse .
- Oi . Onde você dormiu menina? Por que não ligou avisando? Quer me matar de angústia? - perguntou aos gritos.
- Calma, . Eu dormir aqui na casa do Orlando. Estava chovendo muito ontem e você sabe que eu não gosto de chuva. - respondeu ainda ofegante.
- Ok, mas por que você não veio ainda para casa? Você não vai trabalhar hoje? - perguntou .
- Porque na hora em que eu estava saindo apareceu um monte de fotógrafos aqui na casa do Orlando e ele achou melhor que eu não saísse. - disse .
- Certo, então vou ligar para o seu chefe dizendo que você está indisposta.
- Obrigada . Assim que puder vou para casa. Beijos.
- Beleza. Vou querer cada detalhe viu. - disse antes de desligar o telefone.
Assim que desligou o celular Orlando perguntou:
- Quem era?
- Minha prima, . Ela estava preocupada comigo, queria saber onde eu passei a noite. - respondeu . - O que vamos fazer agora?
- Tive uma idéia. Vamos almoçar e depois podemos ficar lá na minha cama assistindo filmes o dia todo. O que você acha? - disse Orlando.
- Boa idéia.
Eles almoçaram e subiram para o quarto. Orlando escolheu um filme bem romântico para eles assistirem. Enquanto isso foi buscar a pipoca e um suco para eles. Quando ela chegou, Orlando já havia colocado o DVD, então ela perguntou:
- Que filme você escolheu amor?
- Um Amor para Recordar. - respondeu Orlando.
- Eu já assisti a esse filme. - disse .
- Quer que eu troque?
- Não. Esse filme é lindo.
Os dois deitaram-se na cama. escorou-se no ombro de Orlando enquanto ele fazia carinhos no seu rosto. Ficaram assim durante todo filme. Quando o filme terminou, Orlando desligou tudo e ficou ali deitado meio pensativo. então disse:
- Um beijo pelos seus pensamentos.
- Estava aqui pensando em tudo que aconteceu nesses últimos dias. - disse Orlando. - Mas agora você pode me responder uma coisa?
- O que? - perguntou .
- Quando é seu aniversário? Não que eu queria saber sua idade, não é isso. É só curiosidade. O meu, por exemplo, é dia 13 de janeiro e nasci no ano de 1977.
- Mesmo que você quisesse saber minha idade não seria problema algum. O meu aniversário é dia 02 de janeiro e nasci em 1982. - respondeu .
- Nossa! Você só tem 26 anos? Sem querer ofender é claro. É que você é muito mais nova do que eu. E ainda por cima também é de capricórnio.
- Que bobagem! Você só é 5 anos mais velho. E o fato de sermos do mesmo signo é bom, pois já sabemos nossos defeitos e nossas qualidades. - respondeu . - Bem, vamos deixar isso de lado e namorar mais um pouco, por que daqui a pouco vou embora.
Orlando nem a deixou terminar a frase direito e já foi a puxando para perto dele. Ele a beijou tão intensamente que ela ficou sem ar. sentia que Orlando a desejava por completo. Quando sua mão começou a percorrer novamente seu corpo ela não teve dúvidas, afastou-se dele rapidamente. Orlando percebendo disse:
- Desculpa. Sei que tinha dito que iria me controlar, mas é que no calor das coisas eu não penso.
- Ok, sem problemas. Eu tenho que ir. - disse enquanto se recompunha.
Eles se despediram, observaram que os fotógrafos haviam desistido e finalmente pode ir embora. Quando entrou, já estava na sala a sua espera.
- Oi ! Finalmente você chegou, já estava morrendo de curiosidade. E ai, está namorando? - perguntou .
- Oi . E sim, já estamos namorando. - respondeu .
- E ele beija bem?
- Eu nem deveria responder essas perguntas, mas como você está muito curiosa só posso dizer que ele beija muito, muito bem mesmo.
- E quando vou conhecê-lo? - perguntou .
- Eu acho que ele vem aqui ainda hoje. - respondeu .
- Para o jantar? - indagou .
- Ainda não tenho certeza, mas acho que sim. - disse .
realmente estava apaixonada e não conseguia parar de pensar em Orlando, em seus beijos e suas caricias. A noite não demorou muito para chegar e apesar de não estar chovendo, o frio começou a aumentar. foi até a varanda e ficou observando as estrelas. Ela estava só de roupão, pois achou que como já era 21:00, Orlando não viria mais vê-la hoje. E realmente ela estava certa, naquela noite ele não foi vê-la. foi para seu quarto tentar dormir, mas só pensava em Orlando.
Na manhã seguinte e foram fazer compras. Ao chegar em casa, encontrou Orlando sentado em frente à porta de seu apartamento com mais um buquê de rosas.
- Oi amor! - disse Orlando enquanto se levantava.
- Oi! Por que você não entrou?
- Achei melhor te esperar aqui. - respondeu Orlando dando-lhe um beijo.
- Querido, essa é . , esse é o Orlando. - disse fazendo as apresentações.
- Oi é um prazer conhecê-la. - falou Orlando.
- Oi Orlando! O prazer é meu. - disse enquanto o cumprimentava com um aperto de mãos.
- Deixe-me carregar essas sacolas. - disse Orlando pegando as sacolas de e .
- Uau! Vocês compraram muitas coisas, hein?! - disse Orlando.
- Só umas coisinhas básicas de mulher. - respondeu .
- Isso porque não tinha quase nada interessante no shopping. - completou .
- Bem, vou para o meu quarto. Foi um prazer te conhecer Orlando, e até a próxima. - disse .
- Até . - respondeu Orlando.
Assim que saiu da sala, Orlando agarrou e a beijou intensamente. Os dois ficaram ali por vários minutos se beijando e trocando caricias, até que Orlando disse:
- , quero que você venha jantar na minha casa hoje.

Capítulo 6:

- Hoje infelizmente não vou poder, amor. Tenho que ajudar com os preparativos do casamento dela. - respondeu .
- vai se casar? Com quem? Por que você não me contou, ?
- Amor, eu também fiquei sabendo hoje. Ela vai se casar com um amigo que trabalhou conosco lá na filial do Brasil e acabou de ser transferido para cá. - explicou .
- E quando será o casamento?
- No dia 20 de janeiro. Ai como só faltam dois meses vamos ter que correr com tudo. - respondeu .
- Qual o nome do coitado... Digo, felizardo ?
- Amor não fala assim! Até parece que você não pensa em se casar. E o nome dele é . - disse rindo das trapalhadas de Orlando.
Enquanto eles estavam namorando, a campainha tocou e foi atender. Ao abrir a porta ela quase desmaiou com o susto que teve.
- Oi querida! Quantas saudades de você. Trouxe os papéis do divórcio para você terminar de assinar. E adivinha quem veio comigo?
- Mamãe! - disse enquanto pulava nos braços de .
Orlando estava em choque com a cena que via: um homem na porta dizendo ser o marido de e ainda por cima uma filha. Ele não pode conter sua raiva naquele instante e foi em direção à dizendo:
- Você pode me explicar o que é tudo isso? Você é casada e tem uma filha? Como você pode fazer isso comigo?
- Orlando, calma. Não é o que você imagina. Deixe-me explicar. - disse .
- Não precisa , eu já entendi tudo. Não se preocupe comigo, pode ficar com sua filha e seu... Seu... Marido. - disse Orlando enquanto ia embora.
Naquele momento não podia correr atrás dele, pois não entenderia o porquê de sua mãe correr atrás de um moço desconhecido e tudo que ela menos precisava naquele momento era de mais confusão.
- Bem, entrem. - disse .
- Desculpa , não sabia que você estava namorando. não comentou nada comigo, senão eu teria ligando antes de vir. - disse .
- Sem problemas, depois resolvo essa confusão com o Orlando. E você fez bem em vir, estava morrendo de saudades da .
.....
Já em sua casa, Orlando não conseguia acreditar em tudo que estava acontecendo. Como podia ser tão falsa com ele depois dele se declarar várias vezes para ela? E o pior de tudo, renegar a própria filha. Como ela era mau caráter e dissimulada. Durante todo esse tempo se fazendo de pura e inocente. Era incrível o jeito que fingia ser recatada. Orlando sentia ódio dela.
.....
- Mamãe, por que você não foi me visitar? - perguntou .
- É que a mamãe tava muito ocupada, meu amor. Mas prometo que vamos brincar muito. Vem cá me dar outro beijo e outro abraço bem apertado.
Enquanto abraçava , e conversavam sobre os detalhes da cerimônia religiosa. Até que os interrompeu:
- Gente, a tá cansada e precisa dormir um pouco. Eu vou levar ela pro meu quarto ai vocês podem namorar mais à vontade.
- Ok, . Olha, o me contou o que houve com o Orlando. Você não acha melhor ir logo à casa dele? - perguntou .
- Não. Eu acho melhor esperar até amanhã. Hoje nós estamos de cabeça quente e com certeza só iríamos discutir. Amanhã logo cedo eu vou procurá-lo e esclareço tudo. Não se preocupe com isso.
levou para o quarto e a pós para dormir. Quando ela finalmente pegou no sono, ligou para o celular de Orlando, mas ele não atendeu. ficou triste.
Durante o jantar...
- , você já assinou tudo? - perguntou .
- Já.
- Eu estou tão ansiosa para ouvir os sinos e a música tocando. - disse .
- Que bom que você está feliz, . Agora eu quero dar meu presente de madrinha. - disse .
- Não precisa, prima. Você ter aceitado ser nossa madrinha já foi um presente. Pena que a não poderá ser a minha dama de honra.
- Precisa sim, . Você foi e sempre será a irmã que eu nunca tive. E como presente, eu quero que você, o e a fiquem aqui neste apartamento. - disse .
- Mas e você prima, onde vai morar?
- Vou me mudar no próximo mês para um apartamento menor. Já está quase tudo pronto e o melhor é que fica à duas quadras daqui. - disse .
- Você é muito legal, sabia? Eu te adoro de coração. - disse abraçando .
- , você é um anjo. - complementou .

Orlando estava trancado em seu quarto. Não conseguiu comer quase nada durante o jantar. Ele olhava para um caixinha de presente que estava em cima do criado mudo e pensava: "Como eu fui idiota. Eu ia pedi-la em casamento. Como ela pôde ser tão... Tão... Imunda, safada, falsa? Como ela pôde brincar com os meus sentimentos?".

Ao ir se deitar, tentou falar com Orlando mais uma vez, mas seu celular continuava desligado. Então ela decidiu ligar para o telefone residencial. Tocou duas vezes até que atenderam.
- Alô? O Orlando está? - perguntou .
- Não senhorita. Ele já foi dormir. Quer que eu acorde o Sr. Bloom?
- Não, não precisa. Muito obrigada e me desculpe pelo horário. - disse desligando o telefone e caindo em um pranto profundo.
Já eram 2:00 da manhã e ainda não tinha conseguido dormir. Ela só pensava no que o Orlando estava passando naquele momento, achando que ela era a pessoa mais perversa desse mundo. Como a noite demorava a passar.
Pela manhã, se acordou muito cedo, preparou o café, tomou banho e arrumou-se. Mas quando ia saindo acordou-se e a chamou. Ela voltou e deu um beijo nela e explicou que tinha que ir trabalhar.
Ao chegar à casa de Orlando, foi atendida por uma das empregadas que logo a reconhecera. Ela disse que o Orlando ainda estava dormindo e que se ela quisesse podia subir ou esperá-lo na sala. não pensou duas vezes e subiu como um raio para o quarto de Orlando. Ao abrir a porta, teve a mais bela visão da sua vida (até aquele momento). Orlando estava dormindo só de cueca e abraçado ao travesseiro. Era tão fofo e ao mesmo tempo tão sexy. Ela se aproximou dele e o beijou suavemente. Orlando acordou espantado e a afastou bruscamente dele.
- O que você está fazendo aqui? Quem foi que te deixou entrar e subir até meu quarto? - perguntou Orlando furioso por vê-la.
- Orli, amor. Deixa eu te explicar tudo. Garanto que você não vai se arrepender de me ouvir.
- Não quero mais ouvir mentiras! Chega! Vá embora! - disse Orlando aos gritos.
- Você vai me ouvir queria ou não! - disse , aumentando o tom de voz.

Capítulo 7:

- Já disse que não quero ouvir nada! Sai daqui agora - gritou Orlando a segurando forte pelo braço.
- Você está me machucando. Me larga. - disse .
- Desculpe, não queria machucá-la. - falou Orlando enquanto a soltava.
- Orlando, pelo amor de Deus, me escuta. Aquela menina não é minha filha. - nesse momento Orlando interrompeu .
- Como assim? Eu a vi te chamando de mãe. Você vai negar?
- Eu adotei a . Tive que me casar com o para poder... - Orlando a interrompeu novamente.
- ? O noivo da sua prima é seu marido? Que família é essa? - indagou Orlando espantado.
- Sim. , o meu ex-marido, é o noivo da . Eu vou te contar tudo. - disse enquanto se sentava na cama e ficando de frente para Orlando.
- Vamos, fale logo. - disse Orlando meio ignorante.
- Bem, eu tinha acabado de me mudar para o Rio de Janeiro junto com a quando eu conheci o e a Samantha, mãe da . Eles trabalhavam na filial da empresa e já namoravam há alguns meses. Ficamos amigos rapidamente e começamos a sair de vez em quando para um barzinho ou uma festa. Depois de alguns meses, a Samantha descobriu que estava grávida, e ela foi afastada do emprego e nós ficamos ajudando ela e o nas despesas, pois apesar de estar trabalhando e ganhando muito bem, meu pai sempre me mandou um dinheiro extra. Com o passar dos meses, nós montamos o quarto do bebê e eles deram entrada na compra do apartamento. No último mês de gestação, Samantha se sentia muito isolada das pessoas por que ela ficava o dia todo sozinha em casa. Decidimos sair com ela para um barzinho para que ela pudesse se distrair. Ninguém bebeu nada alcoólico. Na volta para casa, um carro bateu de frente com o nosso e a Samantha ficou gravemente ferida. A principio, os médicos acharam que o bebê também não ia sobreviver, mas depois de horas na sala de cirurgia a veio ao mundo. - começou a chorar. - Aí os médicos disseram que a Samantha talvez não sobrevivesse e que ela estava chamando pelo meu nome. Eu consegui uma autorização do médico e pude falar com ela. Ela estava muito mal, sangrava muito. Quando eu me aproximei dela, ela me pediu para que eu me casasse com o e cuidasse da como se ela fosse minha filha e que eu nunca em hipótese alguma, poderia contar a verdade para ela. Quando ela acabou de me pedir isso, ela morreu ali na minha frente. Eu não podia negar aquele pedido feito por ela. No dia seguinte, procurei a assistente social do hospital e contei tudo a ela. Ela me aconselhou a me casar o mais depressa possível e entrar com o pedido de guarda da criança, e foi o que eu fiz no dia seguinte depois do enterro da Samantha. Eu me casei com o e registrei a com minha filha. Foi isso que aconteceu - disse . - Eu entendi, mas isso não explica o fato de você não ter me contado tudo antes. - disse Orlando.
- Eu sei, mas o que você não entendeu é que entre o e eu nunca houve nada nem sequer um beijo ou algo do tipo. Nós somos só amigos. Minha família não imagina que eu sou casada e muito menos que eu tenho uma filha. Se meu pai ao menos sonhar com essa história, eu acho que ele me mataria. Quando eu fui promovida e vim para cá, o deu entrada no divórcio e começou a namorar a . Eu quero que ele fique com a guarda da e a a crie com se fosse sua filha. Eu sei que ela a ama tanto ou até mais do que eu e que ela será uma ótima mãe. Eu não te contei antes porque eu tive medo.
- Medo? Medo do que, ? - indagou Orlando.
- Medo disso que está acontecendo agora. Olha só como você me tratou e como você reagiu. Eu não queria passar por isso. - começou a chorar novamente.
- Me desculpe, meu amor. É que naquele momento eu fiquei cego de ciúmes e raiva. Eu sou um idiota. Me perdoa por pensar mal de você. - disse Orlando enquanto se aproximava de e enxugava suas lágrimas.
- Você ainda vai querer namorar comigo? - perguntou um pouco insegura.
- Eu te amo! - disse Orlando a beijando vorazmente. Como esperava por aquele beijo, era tão intenso, tão gostoso. Orlando começou a beijá-la com mais intensidade, deitou-se sobre o corpo de e começou a beijá-la no pescoço, no colo e ia descendo aos poucos, ele a queria por completo ali naquele momento. passava as mãos pelo peito dele, arranhava as costas e o prendia pelos cabelos aos seus beijos. Como estava quente! Ela sentia um calor absurdo subindo pelo seu corpo, nem conseguia pensar direito. Orlando deslizava suas mãos por baixo da blusa de e lhe beijava o ventre. não estava conseguindo resistir a tanto tesão, queria que Orlando a tomasse para si, mas tinha tanto medo.
- Orlando, por favor, para. - disse ofegante.
- Tem certeza? Quer que eu pare?
- Eu acho melhor. - disse meio sem jeito.
- Ok. - disse Orlando totalmente decepcionado por não poder ir mais além.
- Amor, não fica com raiva de mim. - disse olhando nos olhos de Orlando - é que eu quero que seja de um jeito muito especial sabe...
Orlando agora pode confirmar o que pensava há algum tempo. ainda era virgem. Como isso era estranho. Uma moça tão bonita e com 26 anos.
levantou-se da cama e estava indo em direção a porta, quando Orlando a puxou pelo braço agarrando-a pela cintura e lhe tascou mais um beijo daqueles. sentiu suas pernas ficarem bambas e o seu coração bater fora do ritmo. Ela sentia que não ia conseguir resistir por muito tempo. Afastou-se de Orlando delicadamente e saiu do quarto.
Orlando tomou um banho gelado e desceu para tomar café com , mas ela já tinha ido embora.
...
Durante toda manhã, não conseguiu se concentrar no trabalho só pensava na grande sorte que tinha por Orlando a compreender e amá-la. Pela tarde ela estava no laboratório fazendo alguns testes nos produtos, quando se distraiu e deixou um frasco cair. Ao tentar juntar os cacos, sofreu um corte terrível na mão. Ela foi levada diretamente para o hospital da fábrica. Durante o caminho, ela telefonou para e pediu que ela fosse para lá.
...
Depois de algumas horas, foi liberada, mas estava com a cara mais triste do mundo.
- O que foi, ? Tá doendo muito? Levou muitos pontos? - perguntou aflita em vê-la daquele jeito.
- Não tá doendo quase nada por causa da anestesia. E levei 12 pontos. Meu Deus, como isso aconteceu comigo? Eu nunca quebrei nada, sou tão cuidadosa. - disse ainda inconformada com o que houve.
- Calma , afinal de contas, não foi nada tão grave assim.
- Como não? Vou ter que ficar um mês afastada do trabalho por causa desse corte. Ai que ódio!
- Pense positivo! Você terá um mês para relaxar e namorar sossegada. - disse , rindo dela. - E você e o Orlando? Entenderam-se?
- Sim. Está tudo bem agora. - respondeu .
- Que bom! Mas como eu tava em dúvida, eu liguei pra ele contando do seu acidente. Fiz mal?
- Ai . Como você pode incomodar o Orlando com uma besteira dessa? Mas ainda bem que ele não veio. Não quero que ele me veja assim. - disse , sem perceber que Orlando estava entrando na sala dela.
- Me incomodar?! - disse Orlando a surpreendendo.
- Não acredito que você veio até aqui. - disse . - Não precisava. Você está tão ocupado com seu novo projeto.
- E você acha que esse projeto é mais importante do que você?
- Não sei... - nesse momento é interrompida por Orlando.
- ! Você é a coisa mais importante da minha vida. Eu te amo! Como você pôde imaginar que eu não viria correndo te ver? E olha sua mão como está! Se eu pudesse, te curaria para você não sentir dor, porque não gosto de te ver triste. - disse Orlando vendo que começava a chorar.
se retirou da sala e os deixou a sós.
- O que foi meu amor? Por que você está chorando?
- É que o que você falou foi tão lindo que eu me emocionei. Eu te amo, sabia? - disse enquanto acariciava o rosto de Orlando.
Ele sentou-se ao lado dela e beijou suavemente a mão machucada. Depois a beijou na face e acariciou lentamente seus lábios. adorava quando ele a tocava daquele jeito tão sutil. Ela sentia um arrepio tomar contar do seu corpo. Orlando roçou seus lábios nos dela e a beijou suavemente, depois começou a aprofundar mais seu beijo. De repente, lembrou-se que ali era seu local de trabalho e afastou-se de Orlando bruscamente.
- O que foi. O beijo não tava bom?
- Tava, mas é que aqui eu não posso. Você entende, né?
- Claro que sim. Me desculpe. - disse Orlando rindo da situação.
- Vamos para casa. Eu acabei de um mês de férias. - disse enquanto se levantava e pegava suas coisas.
Ao saírem da sala de , tinha uma fila enorme de funcionárias querendo um autógrafo do Orlando. Ele atendeu a todas com muita paciência e um belo sorriso no rosto, enquanto ia buscar sua ordem médica.

Capítulo 8:

Orlando levou até seu apartamento. Ao chegarem, estava com preparando o jantar, enquanto brincava com suas bonecas. Ao ver entrando, ela correu em sua direção.
- Mamãe, você chegou! O papai e a tia disseram que você se machucou no trabalho.
- Oi meu amor! Sim, mamãe se cortou, mas não foi grave. - disse enquanto a abraçava - , esse é o Orlando. Ele é um amigo da mamãe.
- Oi Orlando, muito prazer, meu nome é .
- Que menina linda! Você é muito parecida com a sua mãe, sabia? - disse Orlando.
- Você quer jantar com a gente? - perguntou.
- Não. Acho melhor eu ir embora para que você possa conversar melhor com a menina. Me leva até a porta?
- Claro!
levou Orlando até a garagem e aproveitaram para namorar um pouco. Antes de ir embora, Orlando perguntou se ela iria mesmo contar a menina sobre a separação dela e . respondeu que sim, que era o melhor a ser feito. Eles se despediram e ela subiu.
pensou durante todo o jantar em como contar para sobre a separação. Apesar dela já ter sete anos, seria um choque terrível para ela, mas não tinha outra opção. Depois do jantar, foi para o seu quarto e deixou , e na sala conversando.
- , mamãe quer que você preste bastante atenção, certo?!
- Ok, mamãe! Pode falar.
- , eu e seu pai - começou , olhando de vez em quando para o - nós resolvemos nos separar.
- O quê? Por que papai? Vocês não se amam? - começou a perguntar sem entender nada.
- Filha, eu gosto muito da sua mãe, mas eu não amo mais ela. Eu amo sua tia . E sua mãe não me ama mais, ela gosta do Orlando. - disse .
- E eu? Com quem eu vou ficar? Vocês não me amam mais?
- Claro que te amamos querida. - disse sorrindo para a menina - e por enquanto você vai ficar morando com a tia , mas sempre venho te visitar e você vai poder me visitar também sempre que quiser.
- Eu te amo mamãe, e também amo você papai. - disse abraçando os dois.
...
Na manhã seguinte, foi visitar Orlando para lhe contar a novidade, mas ele tinha ido viajar e só voltaria em duas semanas. No final de semana aproveitou que seu apartamento já estava desocupado e mudou-se. Enquanto ela ainda estava arrumando as coisas, já no seu novo apartamento, ouviu a campainha tocar e quase desmaiou ao abrir a porta e se deparar com seu pai ali parado, só esperando o convite para entrar.
- Pai! O que o senhor está fazendo aqui?
- Vim lhe fazer uma surpresa, mas acho que você não gostou muito. - disse o pai de .
- Claro que gostei pai, mas é que você e a mamãe só costumam vim nas férias, ai eu estranhei. Mas cadê a mamãe?
- Ela não veio. Eu estava em Nova York ai pensei em aproveitar para ficar alguns dias com você. Posso ficar aqui?
- Pode, lógico. Só não repare a bagunça. É que eu me mudei hoje de manhã.
terminou de arrumar tudo bem mais rápido com a ajuda de seu pai, que era super organizado. Também pudera, ele era juiz. Depois de arrumar tudo e fazer a faxina, eles se arrumaram e saíram para jantar num dos melhores restaurantes. Quando já estava quase dormindo, ouviu seu celular tocar e levantou-se para atender.
- Alô?
- Oi meu amor! Estou morrendo de saudades de você. Desculpe por ter viajado sem te avisar, mas é que o produtor ligou e disse que era urgente.
- Sem problemas. E ai, deu tudo certo?
- Sim. Eu já vou voltar amanhã.
- Amanhã?! - disse apavorada em pensar no que seu pai iria achar de Orlando.
- Por que esse espanto todo? O que está acontecendo ?
- Nada amor.
- Tem certeza? - insistiu Orlando.
- Não, não tenho.
- Essa eu não entendi. Você pode me explicar o que está havendo, por favor?
- É que meu pai tá aqui em casa, e na verdade eu ainda não contei sobre nós dois a ele. Estou com medo que ele não goste de você. - disse um pouco receosa.
- Mas por que você acha que ele não vai gostar de mim? - perguntou Orlando.
- Amor, meu pai é muito, muito, muito rígido em questão de namorados. É que eu sou a única filha dele, e ele me trata como se eu fosse de porcelana, não, melhor ainda, me trata como um cristal.
- E ele está certo, querida. Você é muito preciosa para qualquer um querer namorar você.
- Para de gracejos, Orlando! A situação é séria. E se ele não gostar de você? O que vamos fazer? - disse com angústia só em pensar nessa possibilidade.
- Nós podemos fugir! Aí nós casamos e depois tentamos dar um jeito.
- Você realmente não está me levando a sério. - disse chateada.
- Ok. É melhor conversarmos amanhã pessoalmente. Estou louco para te beijar.
- Eu também.
Pela manhã, levantou-se e preparou o café, pois sabia que seu pai logo, logo acordaria também. Ela ainda nem tinha tomado banho, estava de robe, descalça e com os cabelos meio desarrumados. Quando ela estava terminando de arrumar a mesa para o café, a campainha tocou. se perguntou quem poderia ser tão cedo, e ela então pensou que só podia ser a que queria matar a saudades do tio. Ela prendeu rapidamente os cabelos e resolveu abrir a porta do jeito que estava.
- Oi, meu amor! - disse Orlando enquanto a agarrava pela cintura e a beijava.
parou o beijo por um instante e perguntou:
- O que você está fazendo aqui a essa hora? - mas Orlando nem lhe deu atenção e voltou a beijá-la só que com mais volúpia e desejo. Orlando passou a mão por dentro do robe de e percebeu que ela só estava de calcinha e sutiã. Como aquilo o excitou. Mas sua alegria foi interrompida por uma voz grave e em tom furioso que gritou:
- !
Quando ela virou-se ficando de costas para o Orlando viu seu pai ali parado e chocado com o que estava vendo. Ela percebeu que seu robe estava meio aberto e o fechou rapidamente.
- Que pouca vergonha é essa aqui, menina?! E quem é ELE? - perguntou seu pai furioso.
sentiu um pouco de medo e ficou em choque sem responder ao seu pai.
- Eu falei com você! Não vai me dizer quem é ele? - perguntou seu pai novamente aos gritos.
- Pai, esse é o Orlando Bloom. Ele é meu namorado. - enfim, respondeu.
- E desde quando eu te dei autorização para você namorar um cara que não conhecemos?
Nessa hora, Orlando não agüentou e falou:
- Senhor, com todo respeito, mas eu não sou nenhum bandido. Garanto-lhe que minhas intenções para com sua filha são as melhores.
- Já percebi que tipo de intenção você tem para com ela.
- Pai! Por favor! Que coisa, até parece que você e a mamãe nunca deram um beijo mais ardente. - disse em sua defesa. - Eu tenho juízo e sei manter o limite da decência.
- Me respeite, sua pirralha! E você - disse ele apontando para o Orlando - mantenha suas mãos longe dela. Eu proíbo você de sair com ele, !
- Mas infelizmente essa proibição eu não irei cumprir. - disse encarando seu pai - Eu amo o Orlando e vou me casar com ele mesmo que seja contra sua vontade.
- Você vai me obedecer ou senão...


Capítulo 9:

- Senão o que pai? Vai me bater? Me por de castigo? O senhor sabe muito bem que não tenho mais idade para ter medo dessas ameaças.
- Vocês não precisam brigar por isso. , acalme-se. Não brigue com seu pai por minha causa. Eu te amo, mas não ia suportar a idéia de que te separei da sua família. É melhor esperar seu pai esfriar a cabeça e ai sim vocês conversam. - disse Orlando.
- Não Orlando! Eu quero resolver isso agora. Eu não sou nenhuma criancinha para meu pai querer me impor às vontades dele.
- Mas você ainda me deve obediência sua pirralha insolente. Vou ligar para sua mãe e contar esse seu comportamento. Até parece uma... Uma...
- Vai, termina a frase pai! Me chama de vagabunda. Né disso que você quer me chamar e não tem coragem porque sabe que eu não sou isso? - disse começando a chorar.
- Me desculpa, . Me perdoa. Agora eu sei que passei dos limites. É que não suporto a idéia de você não ser mais a minha menininha. Minha pequena .
- Eu sei disso. Mas isso não justifica você sai por ai gritando comigo e com o Orlando. Além de achar que eu namoraria uma pessoa de índole duvidosa.
- Me desculpe você também Orlando.
- Não tem problema, senhor. E volto a lhe garantir que respeito muito a sua filha e o senhor pode ter certeza que eu nunca fiz e nem farei nada que a envergonhe diante da sua família. - disse Orlando.
- Bem, agora que já estamos mais calmos, deixe-me apresentá-los - disse enquanto tentava conter seu choro - Orlando esse é meu pai, o Juiz Rodolfo . Pai, esse é o Orlando Bloom. Ele é ator e muito famoso, mas nos tempos livres é meu namorado.
- Muito prazer, rapaz. - disse o pai de estendendo a mão para o Orlando.
- O prazer é meu senhor.
- Bem, agora que já se conhecem vou deixá-los a sós enquanto me arrumo. Comportem-se. Ah, e por favor, não falem mal de mim. E pai não me envergonhe com histórias da minha infância. - disse indo em direção ao quarto.
- Sente-se rapaz.
Enquanto Orlando se acomodava no sofá e tentava digerir tudo pelo que havia passado, o pai de foi buscar um café para eles. Quando voltou, ele começou o interrogatório:
- Você é ator e faz mais o que da vida?
- Eu também trabalho na produção de filmes, faço comerciais para algumas marcas.
- Como vocês se conheceram?
- A gente literalmente se bateu numa cafeteria aqui perto. Eu acho que me apaixonei de imediato por ela. Mesmo ela tendo um gênio meio forte. - disse Orlando percebendo que o pai dela concordava plenamente com o fato dela ser geniosa.
- Realmente a é mais geniosa que os irmãos. Ela sempre batia neles e se fazia de inocente. Ela sempre adorou estudar, nem quando estava noiva de um dos filhos de um amigo da família ela parava. Ficava fazendo os preparativos e estudando. No fim, acabou desistindo do casamento por causa do trabalho. Mudou-se para o Rio de Janeiro e depois para cá. Espero que dessa vez seja sério, que vocês se casem e que você a convença a ter filhos, pois quero muitos netos.
- Eu também espero que ela aceite se casar comigo. E por que ela não quer ter filhos? - indagou Orlando.
- Ela não gosta muito dessa idéia, pois você sabe que ela trabalha com substâncias perigosas para a gestação, e se ela quiser ser mãe ela tem que pedir demissão. Não é querendo te assustar, mas ela desistiu do último casamento por isso. Ela não aceitou o fato do noivo querer ter filhos e ela ter que deixar o emprego para isso. Ela é muito independente.
Orlando ficou muito pensativo com o que o pai de acabara de lhe contar. Será que não mudaria de idéia por ele? Orlando sabia que caso isso acontecesse ele nunca iria realizar o maior sonho de sua vida: ser pai. voltou linda. Estava com um vestido vermelho de algodão bem leve e botas caramelo.
- Você está linda! - disse Orlando enquanto beijava sua mão delicadamente.
- Realmente filha, você caprichou.
- Pai, você não quer ir com a gente? - perguntou .
- Não. Eu espero vocês para o almoço. Bom passeio.
Eles saíram. estava muito feliz por seu pai ter se entendido com o Orlando. Durante todo o caminho para a casa do Orlando eles não conversaram nada. Quando chegaram, resolveu quebrar o gelo perguntando:
- E, ai gostou do sogro? Te disse que ele era difícil.
- Bem, depois de tudo ele se mostrou bem legal. - respondeu Orlando meio desanimado.
- O que foi amor? Eu fiz alguma coisa? Foi meu pai? O que foi que ele te disse?
- Você não fez nada. Mas seu pai me disse uma coisa muito preocupante para mim.
- O que? - disse meio aflita.
- , você sabe que meu sonho é ser pai, e o seu pai me disse que você não quer ter filhos porque não quer deixar seu emprego. Isso é verdade?
- É. Orlando você tem que me entender. Eu lutei muito por esse emprego e gosto muito dele, não quero perde-lo por nada.
- Te entender? - indagou Orlando - Isso é loucura ! Você não querer ser mãe por causa de um emprego? Isso é tão egoísta. Nunca pensei que você pudesse ser assim. Sinceramente, estou decepcionado.
- Orlando. - disse olhando-o nos olhos - Eu penso em te dar um filho, mas agora não posso. Depois que a gente casar podemos esperar mais uns dois anos ou três, ai sim eu prometo que te darei um filho. Nós somos jovens ainda. Se você quiser casar realmente comigo vai ter que ser assim, nessas condições.
- E se você ficar grávida antes? - indagou Orlando - Você não pensar em abortar? Pensa?
- Claro que não! Como você pode pensar que eu faria uma coisa dessas? Caso eu fique grávida antes, coisa que eu garanto que não vai acontecer, eu peço a minha demissão. Eu juro.
- Então posso comprar as alianças?
- Já?! Por que tanta pressa? Você não quer esperar um pouco mais? Só mais uns três meses ou quatro.
- Isso tudo? Impossível!
- Por quê?
- Primeiro porque eu quero você por completo, segundo porque eu tenho o meu projeto em Londres e não quero viajar antes de nos casarmos e terceiro quero que você fique grávida logo e peça demissão para ir morar comigo em Londres. - disse Orlando rindo.
- Bem, pra primeira coisa não precisamos casar - nesse momento Orlando a olha espantado - para a segunda também não, pois você pode ir para Londres sem mim, mas para a terceira com certeza vamos precisar casar. - disse dando selinhos rápidos entre as opções.
Orlando adorou o fato de ela ter dito que na precisava casar para que eles enfim pudessem se amar com ele tanto desejava e não perdeu tempo, a ergueu em seus braços e começou a beijá-la. Primeiro beijos suaves e depois foi intensificando os beijos cada vez mais. Ele percorria todo o corpo de com suas mãos, começou a passá-las por baixo do vestido dela. A deitou no sofá e deitou-se por cima dela. Como ela era perfeita, cabelos encaracolados, olhos azuis e um corpo perfeito. Orlando descia os beijos pelo pescoço, pelo colo... Tentou desabotoar o vestido dela, mas o deteve. Então trocaram de posições. Ela deitou-se por cima dele e começou a desabotoar a camisa dele, passando suas mãos pelo tórax forte de Orlando, ele estava tão ofegante e embriagado de desejo, assim como ela. Ela começou a beijar a orelha de Orlando e com isso ele começou a se excitar ainda mais. Ela percebeu que não devia ter feito aquilo e que talvez agora não tivesse mais com voltar atrás. Orlando percebeu que ela estava um pouco arrependida de ter lhe excitado tanto e resolve
u parar. - É melhor pararmos por aqui. - ele disse meio ofegante.
- É. Me desculpe. Eu não queria fazer isso. - disse . - Não que eu não queira sabe, mas é que acho que ainda não estou pronta.
Mas uma vez ela se enrolava toda para pedir desculpas por uma coisa da qual ela não devia.
- Calma , está tudo bem. - disse Orlando enquanto a dava selinhos.
- Bem, eu já vou nessa.
- Eu vou te levar. Assim aproveitamos para tirar a medida para as alianças.
- Ok, já que você insiste.


Capítulo 10:

Na joalheria, Orlando e escolheram o modelo das alianças, optaram por um modelo trabalhado em ouro branco. Cada um mandou gravar uma mensagem secreta.
O pai de já estava ficando impaciente pela demora dos dois. Ele tinha que ir embora, mas antes queria se despedir deles. Depois de alguns minutos, eles finalmente chegaram.
- Como vocês demoraram. Pensei que ia perder meu vôo ou iria embora sem me despedir.
- Você já vai? Por quê? Você chegou ontem.
- Filha, houve uns problemas em alguns processos e vou ter que voltar para o Brasil. Mas espero que você vá pelo natal ou pelas férias. E você também Orlando. Acho que você vai adorar as praias.
- Claro, vai ser um prazer. - disse Orlando. - E boa viagem.
- Até logo, pai. Manda um beijo para a mamãe, diz a ela que eu estou bem e muito feliz.
O pai de fora embora e o Orlando também. Agora ela tinha que terminar de ajudar a com a organização do casamento e ainda tinha que tentar convencer o Orlando a esperar um pouco mais para marcar a data do casamento deles.
...
À noite foi visitar para tratar da cerimônia, que apesar de simples seria linda.
- Eu quero que seja na praia com um clima bem tropical e durante o pôr-do-sol. O que vocês acham?
- Por mim, pode ser o que você quiser querida. - disse .
- Eu acho que vai ser lindo prima. Você toda de branco, com uma tiara de flores e um buquê de flores silvestres. Vai ser o casamento do ano. - disse super animada.
- E você e o Orlando, quando vão se casar?
- Bem, ele falou em casar e até escolhemos a aliança hoje, mas o pedido mesmo ele ainda não fez. Eu espero que ele demore um pouco mais para fazê-lo, pois nesse momento não estou disposta a largar tudo que conquistei.
- Por que você teria que largar tudo? Ele não quer que você trabalhe?
- Não, não é isso. É que ele tá com um projeto em Londres e vai ter que mudar pra lá no final do mês de janeiro. Por isso ele quer casar antes de se mudar. E se a gente casar, eu terei que ir com ele porque não iríamos suportar a distância. E vocês sabem que a empresa não tem filial lá.
- Não acredito ! - disse - você vai adiar sua felicidade ao lado da pessoa que ama por causa do seu trabalho? Você tá pensando nisso?
- Não sei. Sinceramente acho que ainda não estou pronta para escolher entre o Orlando e o meu emprego.
- Quem você ama mais?
- O Orlando, com certeza!
- E então por que você não se casa logo? Para de esperar, boba, porque alguém pode aparecer e tira-lo de você.
- Acho que você tem razão. Assim que ele fizer o pedido e marcarmos a data eu entro com o pedido de demissão.
...
Alguns dias depois...
...
e Orlando estavam passeando pelo jardim quando ele tirou uma caixinha do bolso, ajoelhou-se e disse:
- , você aceita se casar comigo?
não acreditava no que estava ouvindo e muito menos no que estava acontecendo. Ela ficou paralisada. Então Orlando repetiu a pergunta:
- , você aceita ser minha esposa e a mãe dos meus filhos?
- Aceito.
Orlando colocou o anel no dedo de e beijou-a levemente. Ela estava tão emocionada que não conteve o choro.
- Amor, não chora. Você deveria estar feliz. - disse Orlando a abraçando.
- Eu estou feliz! Por isso estou chorando.
Orlando a beijou de forma carinhosa, acariciando seu rosto suavemente. Como era bom poder estar perto dela e saber que muito em breve seria para sempre. Orlando interrompeu o beijo e disse:
- , eu marquei um jantar aqui em casa amanhã com meus pais, minha irmã e alguns amigos íntimos para comemorar-mos o nosso noivado. Você tem algo contra?
- Não. Por mim tudo bem. Mas agora tenho que ir, porque vai fazer a primeira prova do seu vestido de noiva.
- Hum, você pode aproveitar para pensar no modelo do seu, pois quero que você fique ainda mais linda. Se é que isso é possível.
- Que data você escolheu para o nosso casamento?
- Ainda não pensei. Quero que você escolha.
- Então o que você acha daqui a uns quatro meses...?
- Não! Quatro meses é muito tempo. Podia ser depois do casamento da , no dia 30 de janeiro. O que você acha?
- Acho que não vai dar tempo para preparar tudo. Tem a cerimônia, a festa, o vestido das madrinhas, o meu vestido e muitas outras coisas. E além do mais se a gente casar correndo vão dizer que estou grávida.
- Ok, você venceu. Mas tem que ser pelo menos no inicio de março. Você sabe que tenho que ir para Londres.
- Certo. Então será no dia 2 de março.
- Perfeito.
se despediu e foi embora. No dia seguinte, ela estava tomando banho quando escutou a campainha tocar. Ela enrolou-se na toalha e correu para abrir a porta. Quando abriu a porta não viu ninguém, só havia uma caixa com um bilhete em cima. Ela pegou e entrou. Ao abrir a caixa, viu que era um vestido preto lindo com aplicações de pequenos cristais, então resolveu ler o cartão.
"- Amor! Comprei esse lindo vestido para que você use hoje. Sei que ficará radiante nele, estou ansioso para vê-la. Não se atrase. A festa começa as 18:00. Beijos do seu noivo, O.B."
adorou a surpresa. Assim que terminou seu banho ela se arrumou e foi para o salão. Passou o dia quase todo lá. Quando chegou em casa já eram 17:00, estava atrasada só para variar. Ela tomou um banho rápido e vestiu-se, colocou um jogo de esmeraldas que havia ganhado da sua mãe e uma sandália verde com detalhes pretos. Estava linda, apesar do atraso.
Ao entrar na festa, todos a olharam curiosos. Orlando estava junto de alguns amigos, e ao ver que tinha chegado, ele foi ao seu encontro.
- Oi querida. Você está... Muito linda. - Orlando disse depois de lhe beijar.
- Obrigada! Adorei seu presente, só não entendi por que você não entrou e nem foi me ver hoje.
- É que a Kate chegou hoje de Londres e eu fui buscá-la no aeroporto.
- Quem é Kate?!
- É a filha do produtor do meu próximo filme. Nós ficamos amigos em Londres e como o pai dela não pode vir, mandou ela.
- Sei... E onde ela está?
- Ela está se trocando no quarto de hóspedes.
- O que? Ela vai se hospedar aqui? Por quê?
- É. Mas só por alguns dias.
- Ok. Onde estão seus pais e sua irmã?
- Na outra sala, vamos.
Orlando ofereceu sua mão a e conduzindo-a até seus pais, então ele disse:
- Querida, essa é minha mãe Sônia, meu pai Colin e minha irmã Samantha.
- Muito prazer. Meu nome é . - disse sorrindo.
- Ela é muito bonita. Você não exagerou em nada filho. - disse Sônia.
- Realmente, você teve muito bom gosto Orlando. Ela parece ser perfeita para você. - disse o pai de Orlando.
- Obrigada. - disse meio encabulada.
- Seus filhos serão lindos, Orlando. - disse Samantha.
Orlando levou para conhecer alguns dos seus amigos. Ela se sentia um pouco incomodada com aquilo, mas tinha que se acostumar com esse tipo de coisa. Enquanto estava conversando com algumas pessoas, viu uma mulher alta e loira abraçando e tocando o Orlando de forma insinuosa. Ela sentiu uma raiva profunda. Respirou profundamente tentando se acalmar e caminhou em direção a eles.
- Oi amor! Essa é a Kate. - Orlando disse fazendo as apresentações. - Kate, essa é minha noiva, .
- Muito prazer, . - Kate disse dando-lhe um abraço.
- O prazer é meu, Kate. - disse secamente.
Depois do jantar todos foram embora. Kate subiu para o quarto, pois estava cansada da viagem. Orlando percebeu que estava um pouco estranha e perguntou:
- O que foi? Não gostou dos meus pais, da festa?
- Não. Não é nada. Acho que estou cansada. Eu já vou, depois nos falamos.
- Não . Você está diferente e isso não é só cansaço. Vamos, me diga o que houve.
- É que... Eu não gostei de saber que essa tal Kate vai dormir aqui com você.
Orlando não pôde conter o riso, mas controlou-se e disse:
- Não acredito que você está com ciúmes. E a Kate não vai dormir comigo, ela vai dormir no quarto de hóspedes. E eu nunca te dei motivo para desconfiar de mim.
- Eu sei, me desculpe. É que... Sei que você está um pouco carente e que a Kate é tão bonita e atirada pro seu lado, e que vocês vão ficar sob o mesmo teto por dias e talvez a tentação seja grande...
- , eu nunca te trairia. Você sabe que eu te amo e que só tenho olhos para você. Além do mais, eu posso controlar meus instintos masculinos. E de onde você tirou essa história que a Kate é atirada pro meu lado?
- Ah, não! Você é cego ou o quê? Não me diga que você não percebeu que ela está dando em cima de você. Eu vi como ela te abraçava e ficava o tempo todo te tocando na festa. Isso você não pode negar.
- Você deve estar imaginando coisas. A Kate só é um pouco carinhosa. E foi um abraço de amigos. Ela é noiva.
- Imaginando! Eu sei muito bem qual é o carinho que ela quer de você. E o fato dela ser noiva ou casada não afeta em nada. Eu não quero que ela fique aqui. Por que você não a manda para um hotel?
- Eu não posso expulsar ela.
- Por que não?
- Porque isso não tem lógica, . Você quer que eu a trate mal só por causa dos seus ciúmes?
- Certo. Faça o que quiser. Eu vou embora. Estou com dor de cabeça.
- Eu te levo.
- Não precisa, eu vou chamar um táxi.
- Não. - disse Orlando a segurando forte pelo braço.


Capítulo 11:

- Você está me machucando. Me larga, quero ir embora. - disse com voz de choro.
- Desculpe, não queria machucá-la. Vamos. - disse Orlando enquanto pegava as chaves do carro.
Durante todo o caminho para a casa de eles ficaram calados. Quando Orlando estacionou o carro, desceu rapidamente. Mas Orlando conseguiu alcançá-la antes que ela entrasse.
- Não vai me dar um beijo de despedida?
- Claro que vou. - respondeu dando-lhe um selinho rápido.
Orlando a puxou de volta e deu-lhe um beijo ardente. Ela soltou-se dele e subiu correndo pelas escadas. Ele foi atrás dela. percebeu que Orlando estava subindo. Tentou correr, mas ele a alcançou. Ela sentou-se nas escadarias e começou a chorar. Orlando sentou-se ao seu lado enxugando suas lágrimas.
- O que foi? Por que você está chorando? O que está acontecendo com você? Por que todo esse ciúme de mim agora? - perguntou Orlando sem entender.
- Não sei. Me desculpa? Eu estou com a cabeça cheia, de TPM e essa garota dando em cima de você. Isso tudo me deixou meio transtornada. Por favor, não me deixa. Me perdoa. - disse soluçando.
- Eu não tenho do que te desculpar.Você é quem deve me perdoar. Amanhã eu vou pedir para ela ficar em algum hotel. E eu nunca vou te deixar. Eu te amo. - disse Orlando beijando-a.
Orlando a abraçou e eles subiram até o apartamento de .
- Você não quer ficar aqui hoje? - perguntou.
- Não. Acho melhor eu ir para casa, você está cansada. E além do mais, seria muito tentador passar a noite tão perto de você sem poder...
- Me desculpa. Mas é que...
- Eu sei, . Você ainda não está se sentindo preparada, mas não precisa se sentir pressionada. Eu te amo, quero te ver feliz e vou esperar até que você se sinta pronta.
- Eu também te amo.
Os dois se beijaram.
...
Algum tempo depois...
estava acordada, mas com preguiça de se levantar, ouviu a capainha tocar e estranhou o fato de alguém a visitar tão cedo. Correu de camisola em direção a porta. Ao abri-la, viu Orlando com um buquê enorme de rosas vermelhas e uma sacola da Victoria's Secrets na mão.
- Oi amor! O que você faz aqui tão cedo? Entra logo.
- Oi! - disse Orlando dando-lhe um beijo - Eu vim te dar os parabéns. Não me diga que você se esqueceu do seu próprio aniversário?
- Não. Esse presente é meu?
- Sim. Pode abrir, sei que está muito curiosa.
- Que lindo! - disse ao abrir a caixa e ver um vestido preto na altura dos joelhos, com um decote um pouco exagerado e um conjunto de lingerie preto com aplicações em cristais.
- Você aceita jantar comigo hoje?
- Claro que aceito.
- Ótimo! Quero que você use o vestido que acabei de te dar de presente. Mando te buscar às sete.
- Você já vai? Não quer tomar café da manhã comigo?
- Hoje não vai dar. Tenho uma reunião agora. Te vejo à noite.
Orlando deu-lhe mais um beijo e foi embora. achou um pouco estranha a atitude dele, mas resolveu não dar tanta importância para isso. Estava tão empolgada, pois esse era o seu primeiro aniversário ao lado dele. Depois de tomar café, ela arrumou-se e foi para o apartamento de .
- Oi, !
- Oi prima, parabéns! O que você está fazendo aqui hoje? Cadê o Orlando?
- Ele me deixou um presente maravilhoso logo cedo e foi para uma reunião com o produtor. Mas acho que ele está aprontando algo...
- Por que você acha isso?
- Sei lá. Ele estava tão estranho, será que ele tá organizando uma festa surpresa?
- Pode ser. Quem sabe?!!
- Você sabe de alguma coisa? Me conta, por favor.
- Não posso estragar a surpresa que ele planejou por dias. Mas só posso dizer que você nunca se esquecerá desse aniversário.
- Como você é mal , sabe de tudo e não me conta nada. Bem, onde estão a e ?
- Eles foram para o Brasil. Já que falta tão pouco tempo para o casamento, eu pedi a ele que fosse primeiro e cuidasse da organização. Semana que vem eu também vou ter que ir para terminar tudo.
- Não sei porque você faz tanta questão de se casar lá, mas fazer o que, né?!
- Você sabe que toda a nossa família e a do moram lá. Não teria lógica a gente se casar aqui.
- É verdade. Eu ainda não comprei as passagens. Nem sei se o Orlando vai, ele está tão ocupado com esse projeto.
- É melhor você comprar logo, você é minha madrinha e vou precisar muito de você.
- Eu sei. Ah, eu quero te fazer um pedido.
- Pode pedir.
- Quer ser a minha madrinha?
- Claro! Ai que lindo, seremos madrinha uma da outra.
e saíram para almoçar. Depois foram para o apartamento de . Ela estava muito ansiosa. Arrumou-se e ficou aguardando a chegada do motorista. Alguns minutos depois, ela já estava entrando na casa do Orlando. Ele mesmo veio abrir a porta.
- Oi querida! Você está linda.
- Você também. - disse reparando que ele estava mais arrumado que de costume. - E ai, vamos para onde?
- Nenhum lugar. Quero ficar com você aqui. Já preparei tudo. Venha comigo. - disse Orlando a pegando pela mão e a conduzindo pelas escadas até a porta do seu quarto.
não entendeu o porquê de ele levá-la até seu quarto. Mas quando Orlando abriu a porta ela teve uma surpresa maravilhosa. Um tapete de pétalas de rosas vermelhas e brancas que levava até mesa da varanda, onde havia uma bandeja com frutas, vinho e algumas outras guloseimas. O quarto estava repleto de velas aromáticas e buquê de flores.
- Gostou? - Orlando sussurrou no ouvido de .
- Amei. Está muito lindo.
Ela virou-se e o beijou. Orlando desfez o beijo suavemente e a conduziu até a mesa. Jantaram sob o belo luar. Tudo estava tão romântico. Enquanto se deliciava com a sobremesa, Orlando ligou o som, estava tocando uma das músicas prediletas de , "The Way You Look Tonight" do Rod Stewart. Ele a tirou para dançar. Ela abraçou-se ao corpo dele e encostou a cabeça sobre seu ombro. Ficaram assim por algum tempo. Ao fim da música eles se beijaram intensamente. Então Orlando rompeu o beijo e olhando bem no fundo dos olhos de lhe perguntou:
- Você quer fazer amor comigo? - ele disse com a voz doce.
- Quero... - disse emocionada, e então ele começou a beijá-la novamente.
Sem romper o beijo, ele pegou nos braços e a levou até a cama. Ele a colocou com cuidado e muita delicadeza, tirou os sapatos dela e beijou levemente seus pés, acariciando suas pernas enquanto tirava-lhe as meias. Ela sentou-se e o beijou de forma carinhosa, mas depois os beijos foram ficando mais ardentes e longos. Ela desabotoou a camisa dele, enquanto ele abria o zíper do seu vestido. estava morrendo de vergonha e sua primeira ação após Orlando tirar-lhe o vestido foi de tentar se cobrir com as mãos. Ele percebendo que ela estava muito envergonhada e apagou as velas, deixando o quarto iluminado apenas pela luz da lua. Ele a beijou com ardência e desejo, enquanto percorria com as mãos todo o seu corpo, fazendo com que ficasse excitada. Orlando deitou-se sobre o corpo de admirando cada parte dele. Ele beijou primeiramente o pescoço, depois o colo, os seios e cada centímetro do seu corpo. Ela já estava tomada de desejo, sentia como se seu coração fosse parar a cada toque dele. Ele a beijava com possessividade e volúpia. Ele estava controlando-a, a possuindo, e ela estava se deixando levar, send
o guiada por ele naquele momento tão lindo. Ele tirou sua calça, e ficou apenas de cueca box preta. sentiu-se ainda mais excitada ao vê-lo só de cueca.
- Eu te quero, te desejo, e eu te amo - ela dizia dando leves mordidas na orelha dele, e logo ele a segurou com força dando-lhe um beijo quente, mas cheio de carinho, e ele disse- lhe sussurrando no ouvido:
- Eu também te desejo muito, e te amo mais ainda. - ele continuou a beijando, e começou a deslizar suas mãos sobre suas coxas, e apertá-las. Ele foi tirando delicadamente a calcinha de , e logo depois parou para admirá-la completamente nua e disse sorrindo:
- Como você é linda! - ficou sem palavras e morrendo de vergonha, até que ele voltou a beijá-la, e em seguida tirou sua cueca, ela tremeu toda naquele momento.
Ele deitou-se por cima dela, e a disse em seu ouvido:
- Eu te amo.
- Eu também te amo. - ela respondeu e logo começou a sentir algo a penetrando, também começou a sentir uma dor, mais era uma dor prazerosa, e começou a gemer com isso, e então o Orlando perguntou:
- Estou te machucando? Você quer continuar? - ele disse parando os movimentos, preocupado.
- Não, continua. - ela disse e o beijou ardentemente.
Depois de alguns minutos os dois alcançaram o céu. Estavam felizes e exaustos ao mesmo tempo.
- , eu te amo, sabia?! - ele disse fazendo-a deitar a cabeça sobre o seu peito. Ele pegou o lençol e a cobriu, a noite estava começando a esfriar. Ela viu uma mancha de sangue em cima da cama, e apavorada disse:
- Ai meu Deus, o que foi isso? - ela disse se esquecendo de que na primeira vez isso sempre acontecia.
- É normal, já que você era virgem... - ele disse sorrindo para , e acariciando seu rosto.
- Que vergonha, me desculpe.
- Não precisa ter vergonha disso. Na verdade, você deveria se orgulhar por ter se entregue ao homem da sua vida. - Orlando disse sorrindo.
- Você tá muito convencido, sabia? - ela disse o encarando - Mas esse foi o melhor aniversário da minha vida.
Os dois começaram a rir. Orlando a beijou e ficou fazendo carinho em seus cabelos até ela adormecer em seus braços.
Assim que os primeiros raios de sol bateram no quarto, acordou. Ficou observando por alguns instantes Orlando dormindo. Depois tomou um banho, vestiu-se, escreveu um bilhete para ele e foi embora.


Capítulo 12:

"...Amor adorei nossa noite, você me fez a mulher mais feliz desse mundo. Como você não acordou tive que ir trabalhar. Te amo muito. Beijos da sua ."
- Não acredito que ela foi trabalhar e me deixou aqui sozinho. Que mulher! Vou ligar para ela. - Orlando pegou o celular e discou o número de .
- Oi amor, bom dia!
- , por que você foi embora e nem me chamou?
- Ah, Orli. Você estava dormindo tão profundamente que resolvi deixar só um bilhete. Você leu?
- Li. Mas você poderia ao menos ter se despedido de mim né?! Estou morrendo de saudades de você, do seu cheiro...
- Eu também meu amor, mas tinha que vir hoje porque estou preparando as coisas para viajar.
- Viajar? Para onde você vai?
- Vou ter que viajar para o Brasil ainda hoje.
- Hoje? Por que ? Você vai me deixar?
- Não amor, nunca! Mas é que a empresa precisa que eu vá intermediar um contrato no Rio de Janeiro. Não tenho escolha. É meu trabalho.
- E como eu fico? Vou passar o meu aniversário longe de você?
- Não. Eu volto em dois dias. E depois do seu aniversário temos que ir de novo para o Brasil, porque temos o casamento do e da .
- Tudo bem, já que não posso ir com você, vou te levar ao aeroporto. Posso?
- Claro que pode. Me pegue as 16:00.
- Ok. Beijos, querida.
- Beijos!
Orlando ficou furioso, mas não podia fazer nem dizer nada, pois não queria discutir com ela. Enquanto isso, arrumava suas malas. Às 16:00 em ponto Orlando chegou. Eles ficaram calados durante o caminho para o aeroporto. ligou o som para se distrair um pouco. Quando chegaram, ela despachou a bagagem e eles fora para sala de espera.
- O que foi, Orlando? Pensei que você tivesse entendido a minha situação.
- Eu entendi, mas é difícil ficar longe de você. Eu te amo. E queria ficar com você.
- Eu também te amo. Prometo que assim que voltar eu vou resolver essa situação.
Quando eles estavam se beijando ouviram o chamado do vôo. deu-lhe um beijo mais ardente e foi embora.
Depois que embarcou, Orlando foi para casa e, para sua surpresa, seu produtor ligou pedido que fosse urgentemente para Londres, pois queria conversar sobre o filme. Ele arrumou suas malas e foi.
...
Uma semana depois...
estava ansiosa para rever Orlando e poder matar a saudade da boca dele, do cheiro, do corpo, afinal de contas a viagem tinha durado mais do que o previsto. Assim que chegou, deixou as malas em casa e foi correndo para casa dele. Como estava muito cansada, resolveu ir de táxi. Durante o caminho, ela pegou uma das revistas de fofocas da semana para ler, mas ao abrir, teve a maior decepção da sua vida: uma foto do Orlando beijando a Kate e com o seguinte título: "A nova paixão de Orlando Bloom". Ela não se conteve e começou a chorar. Sentia uma dor enorme em seu coração. Ao chegar a casa dele, ela entrou furiosa com a revista na mão.
- Oi amor. Estava morrendo de saudades. - Orlando disse, indo em sua direção.
- Sinceramente é uma pena que você não morreu. O que significa isto, Orlando? Que palhaçada foi essa?
- O que você tem? Do que você está falando? Eu não estou entendendo.
- Jura que você não sabe nada sobre isso? - disse mostrando-lhe a revista.
- Eu posso te explicar. Isso foi um mal-entendido.
- Mal-entendido? Não me diga que ela te agarrou a força, ou melhor ainda, que esse cara da foto não é você, deve ser um dublê ou uma montagem, né?
- Ela me agarrou e eu não tive como impedir. Eu não te trai, eu juro.
- Fotos não mente, pessoas como você, sim. Eu só viajei por alguns dias e você me trai desse jeito. Mas eu devia ter imaginado que isso ia acontecer, se é que essa é a primeira vez. O que vocês não fizeram na noite do nosso noivado aqui sozinhos? Foi por isso você não quis ficar comigo, não foi? Vocês devem ter rido muito de mim durante todo esse tempo. E eu ainda fui burra o suficiente de ir para cama com você.
- Não. Eu juro que nunca toquei nela. Você precisa acreditar em mim, . Eu te amo e sempre fui fiel a você. No dia dessa foto ela estava bêbada e me agarrou, mas ela pediu desculpas no dia seguinte.
- Bêbada? Que desculpa mais esfarrapada. Ela te agarrou porque gosta de você. Eu imagino o que vocês fizeram depois desse beijo. Como eu sou burra…
- me escuta, eu não dormir com ela, eu estou te falando a verdade.
- Acabou, Orlando. Eu não quero mais casar com você. Você é um canalha, um cafajeste, um safado. - dizia enquanto o batia - Eu vou embora, não quero ficar mais nenhum minuto perto de você.
- Ah, não! Você só vai sair dessa casa quando me perdoar e acreditar em mim. Eu não vou te perder. - disse Orlando trancando a porta e colocando a chave no bolso.
- Você não pode me prender aqui. Eu quero ir embora. Abra essa porta!
- Não vou abrir. Já disse. Agora se sente e me escute.
- Não quero sentar, quero ir para minha casa. Abra a por...
ficou pálida repentinamente e desmaiou.
- ! Querida acorda, ai meu Deus! , acorda. ! - Orlando dizia enquanto a pegava no colo e colocava no sofá.
Depois de alguns minutos, acordou.
- Minha cabeça, como dói.
- Graças a Deus você está bem. Que susto você me deu, chamei até um médico. Fique quieta aqui porque ele já deve estar chegando.
- Eu não tenho nada, estou bem. Acho que minha pressão caiu. Não quero ficar aqui. - disse tentando se levantar, mas sentiu-se tonta e desmaiou novamente.
- !
Minutos depois o médico chegou e a examinou.
- Então. o que ela tem Robson?
- Orlando, não posso afirmar nada, mas acho que a pressão dela caiu. Seria bom que você a levasse ao hospital para que eu possa realizar alguns exames e lhe dar um diagnostico mais completo.
- Claro. Amanhã sem falta a levarei até sua clínica. Obrigado por ter vindo.
- De nada. Acho de daqui a alguns minutos ela irá acordar um pouco tonta e com dor de cabeça, mas logo que tomar um analgésico se sentirá melhor.
Orlando acompanhou o médico até a porta e voltou para ver se já tinha acordado, mas ela ainda estava dormindo. Ele resolveu levá-la para o quarto. Ao deitá-la na cama ele percebeu que ela já estava voltando a si.
- Que bom que você já está melhor, me deu um susto e tanto.
- O que eu estou fazendo aqui na sua cama? Eu só me lembro de estar na sala e de repente tudo ficou escuro.
- É, você desmaiou, ai resolvi te trazer para cá depois que o médico te examinou.
- Médico?
- Sim, eu chamei um quando você desmaiou da primeira vez. Eu te disse, você não se lembra?
- Ah, foi. Mas quero ir embora, não pense que eu esqueci tudo.
- , por favor, não comece de novo, você já passou mal e não deve se aborrecer mais.
- Por isso mesmo quero ir embora, a sua presença me faz mal, me incomoda, me causa ânsia de vômito.
- Por que você não acredita em mim? Eu te amo e sei que você também me ama, vamos esquecer isso...
- Não. Eu nunca vou esquecer e eu não te amo mais. Tome, - lhe entregava a aliança. - pode dar para a Kate. Espero que seja feliz com ela.
- Por favor, não me deixe... - Orlando disse aproximando-se dela. - Eu te amo.
- Não encoste em mim! Chame um táxi para mim, por favor.
- Eu te levo. Você não deve ficar sozinha, pode passar mal novamente. Onde está a ?
- Ela já foi para o Brasil. E eu posso ficar muito bem só, qualquer problema eu tenho o número da emergência.
- , deixa de ser teimosa. Eu vou passar a noite com você, quer você queira ou não. - Orlando disse alterado.
- Ok. Mas depois quero que você desapareça da minha vida e me deixe em paz.
- Ok. Vamos.


Capítulo 13:

Durante todo o caminho para a casa de , eles não conversaram sobre nada. |Às vezes trocavam alguns olhares e quando seus olhares se encontravam, eles disfarçavam. Assim que entraram no apartamento, foi direto para o seu quarto. Orlando a seguiu.
- O que foi? Vai ficar me vigiando agora, é?
- Não. Só queria saber onde eu posso dormir.
- Pode ficar aqui na minha cama, eu vou terminar de arrumar alguns papéis no escritório e vai demorar um pouco. Eu me ajeito por lá mesmo quando me der sono.
- Você não vai trabalhar mais hoje. Você deve ficar em repouso, amanhã tem que ir ao hospital fazer alguns exames.
- Orlando, você não manda em mim. E eu tenho que trabalhar. Pode dormir sossegado que eu estou muito bem.
- Como você é teimosa. Você não está em condições de trabalhar, está pálida e visivelmente cansada. Descanse só por hoje. Amanhã, depois que voltarmos do hospital, você termina o que tiver pra fazer.
- E quem disse que eu vou ao hospital? Eu estou ótima, não preciso fazer nenhum exame, só preciso que você desapareça da minha vida.
- Você vai sim ao médico, nem que eu tenha que te levar a força. - Orlando disse se alterando.
- Não vou. - gritou - Nem amanhã e nem nunca. Principalmente com você.
saiu do quarto batendo a porta com toda a força que podia. Ela resolveu descansar um pouco no sofá da sala. Estava tão cansada que adormeceu em poucos minutos. Orlando, assim que viu que ela estava dormindo profundamente, a levou para sua cama, tirou suas roupas, colocou sua camisola e a cobriu. Pegou um travesseiro e alguns lençóis e foi para o sofá tentar dormir um pouco também. Durante a madrugada começou uma tempestade horrível. Vários raios, trovões e principalmente relâmpagos. acordou super assustada, gritando. Não demorou muito e o Orlando veio ao seu encontro.
- , você está bem? O que houve? - perguntava Orlando enquanto a abraçava.
- Estou. Só me assustei por causa dos raios e trovões. Você sabe que odeio essas tempestades. Mas já estou bem, pode voltar a dormir tranqüilo.
- Você tem certeza? Quer que eu fique aqui com você?
- Não. Obrigada por se preocupar comigo, mas pode voltar para o sofá.
- Ok, você é quem sabe. Qualquer coisa é só me chamar.
Orlando levantou-se da cama e voltou para o sofá. Quase uma hora depois, ainda não tinha conseguido dormir. A cada relâmpago ou trovão ela dava um salto na cama. Ela levantou-se, pegou seu travesseiro e um lençol e foi se deitar no sofá junto ao Orlando, apesar de estar com ódio dele. Ela teve que engolir seu orgulho, pois não agüentava mais ficar sozinha estava com muito medo.
- É... Orlando posso me deitar aqui com você?
- Claro que pode, meu amor!
- Olha Orlando, eu não te perdoei, só estou aqui por que estou morrendo de medo dessa chuva. Então, por favor, para sua própria segurança não tente nada comigo.
- Ok, ok. Eu entendi. Eu só sirvo pra isso, né?
- Você que provocou isso, então não reclame. Agora se afasta que eu quero me deitar.
- Ok. Mas você não acha melhor irmos para a cama? Quer dizer, lá é bem maior que esse sofá.
- Não. Quero ficar aqui mesmo. Por quê? Você está com medo de mim?
- Não. É que você disse que não quer que eu encoste em você, e bem, aqui será bem difícil de não fazer isso, você não acha?
- É. Mas vamos dormir logo, porque estou ficando agoniada com essa chuva.
- Quando nos encontramos sempre chove, né?!
- Pois é. E pelo visto a chuva escolheu um péssimo momento. Maldita chuva.
deitou-se bem colada ao corpo de Orlando, ela até conseguia ouvir os batimentos do seu coração. Como estava acelerado. Ela encostou a face em seu tórax e pode sentir a sua pele quente e o seu cheiro, por um momento até se esqueceu de tudo que ele tinha feito, mas logo lembrou e afastou-se dele. Ela começou a chorar silenciosamente, mas Orlando percebeu.
- Amor, por que você está chorando? Tá com medo?
- Não. Eu não estou chorando.
- Se você não está chorando, por que não me olha quando eu falo com você?
- Ok, Orlando. Eu estou chorando sim. Nem pergunte o motivo...
- Me perdoa, por favor. - Orlando implorava, agora a olhando nos olhos - Eu juro , pelo amor que sinto por você, que eu não te trai. Acredite em mim. Eu te amo...
- Eu também te amo, mas... Mas...
Orlando a interrompeu com um beijo ardente e carinhoso. Como era bom poder beijá-la, tocar a sua pele, seu cabelo, seu corpo. não conseguiu resistir e começou a tocá-lo também. Ela arranhava as costas e o puxava pela nuca, fazendo com que o beijo ficasse mais profundo e longo. Assim que o beijo se desfez, eles se olharam por alguns minutos e voltaram a se entregar ao amor que sentiam. Depois de alguns beijos, o clima começou a esquentar cada vez mais. Eles estavam ofegantes. Orlando começou a tirar a camisola de , mas ela não permitiu.
- Orlando, - ela dizia ofegante, quase sem ar - é melhor não.
- Por quê? Você não quer? Eu prometo que vou ser carinhoso. - Orlando sussurrou em seu ouvido.
- Não é isso. É que eu ainda não sei se devo te perdoar ou não. Estou com tantas dúvidas.
- Me deixe acabar com elas.
Ele a beijou novamente de forma carinhosa, começou a tirar sua camisola e dessa vez não mostrou nenhuma resistência. Aos poucos, foram se despindo e fizeram amor ali mesmo no sofá.
- Eu te amo. - Orlando sussurrou no ouvido dela enquanto a amava.
- Eu também.
Pela manhã, Orlando acordou primeiro e levou para a cama. Ela estava em um sono profundo e com um rostinho de felicidade. Ele tomou um banho, preparou o café da manhã e foi acordá-la.
- , amor, está na hora.
- Me deixa dormir, vai embora! - ela disse atirando um travesseiro nele.
- Não senhora, temos hora marcada com o médico e não podemos nos atrasar.
- Que médico? Eu não marquei nada.
- Eu marquei para você. Vamos levante-se, quando voltarmos você dorme mais.
levantou-se, tomou um banho rápido e foi para a cozinha.
- Bom dia, querida! Está se sentindo melhor?
- Sim, só estou um pouco enjoada, acho que é porque não comi quase nada ontem.
- Deve ser. Mas você só vai poder comer quando voltarmos, você tem que ficar em jejum para fazer os exames.
- Ok. É... Orlando, eu sei que ontem a gente fez amor, mas eu quero te pedir um tempo. Quero pensar melhor em tudo isso que aconteceu. Foi tudo tão rápido, brigamos a tarde e a noite você me seduziu de um jeito que eu cedi por impulso.
- Eu não te seduzi. Por favor , você sabia muito bem o que estava fazendo. E você permitiu porque me ama, eu não te forcei a nada. Não foi, senhorita?!
- Não. Ah, não sei bem. Eu gosto de você, na verdade eu te amo, mas estou muito confusa. Minha cabeça tá parecendo uma montanha-russa.
- Ok. Vou te dar um tempo para pensar. Não quero ficar ao teu lado sem saber se você me quer ou não.
- Orlando, eu te quero e quero muito mesmo, nunca duvide disso. Acho que ontem você percebeu isso, mas tente entender que essa história da Kate me deixou confusa, insegura.
- Ok. Eu te entendo. Mas é melhor irmos, porque senão vamos chegar atrasados. Depois continuaremos essa conversar.
- Tá, então vamos.
Durante o percurso até o hospital, eles não conversaram sobre nada, só ficaram ouvindo música. Assim que chegaram, a atendente os levou até a sala do Doutor Robson. Esperaram uns 5 minutos até que ele finalmente chegou.
- Bom dia, Senhor e Senhora Bloom.
- Bom dia. - eles responderam juntos.
- Bem, a senhora , queira acompanhar a minha assistente até a sala de exames para que possamos coletar um pouco do seu sangue. Depois vou querer que faça uma ultra-sonografia, uma ressonância e alguns outros exames de rotina.
- Ok Doutor. Mas por que vou fazer uma ultra-sonografia?
- Bem, , posso chamá-la assim?
- Claro.
- Você desmaiou ontem e teve uma queda de pressão, é possível que você esteja grávida e a ultra-sonografia serve para confirmar.
- Grávida? Eu não posso estar grávida. Isso é impossível.
- , querida. Não é impossível. - Orlando disse com um sorriso maroto - e um filho seria ótimo.
- Bem, vamos fazer os exames primeiro. A gravidez por enquanto é só uma hipótese. - disse o médico.


Capítulo 14:

Enquanto fazia os exames, rezava para que aquela hipótese absurda do médico estivesse errada. Orlando quis acompanhar a ultra-sonografia, mas ela não deixou. Durante a ultra-som, o médico não se manifestou. Quando acabaram, ele a chamou.
- , meus parabéns! Você está grávida.
- Não acredito. Isso é mentira, né?
- Não. Estou falando sério. Tenho certeza que o Orlando ficará muito feliz, pelo que sei, ele é louco para ter um filho. - disse o médico.
- Eu não quero que ele saiba. Por favor, não diga nada a ele.
- Mas , ele tem o direito de saber.
- Por favor, não conte. Pelo menos não agora. É que brigamos e eu não quero voltar para ele só por que estou grávida.
- E seu exame de sangue? E a ultra? Ele vai querer ver. - disse o médico.
- Quando tudo vai ficar pronto?
- Daqui a dois dias.
- Perfeito. É o tempo que eu preciso para me organizar e contar a ele.
- Ok, vamos. - disse o médico.
- E ai Dr. Robson? O que ela tem? - Orlando perguntou aflito.
- Por enquanto ainda não sabemos Orlando. Os exames ficam prontos em dois dias.
- Então nós voltaremos daqui a dois dias para pegar os resultados.
- Eu ficarei aguardando por vocês. E , se alimente bem, tome cuidado e evite se aborrecer. - disse o médico enquanto eles saiam.
- Pode deixar, doutor.
Durante o caminho de volta, Orlando puxou a conversa:
- E ai , qual foi o resultado da ultra-sonografia?
- Não deu em nada, Orlando.
- Tem certeza absoluta do que você está dizendo? Você está tão tensa.
- Claro que tenho, é impressão sua. Você pode me levar até meu trabalho?
- Você não está de folga hoje?
- Estou, mas eu não tenho nada para fazer em casa, então vou adiantar o meu trabalho para poder viajar em paz na próxima semana. Você vai para o casamento da ?
- Se você quiser que eu vá. Eu iria adorar viajar com você.
- Se você quiser ir. Eu sei que ela te mandou o convite.
- Mandou sim, mas eu só vou se for com você. Quero ir como seu noivo, futuro marido e padrinho da noiva, e não como um convidado qualquer.
- Padrinho? Ela te convidou?
- Sim. Ela não te contou?
- Não. Ela disse que seria alguém especial. Só não podia imaginar que esse alguém era você.
- Você não gostou da surpresa?
- Gostei.
- Bem, chegamos. Venho te pegar mais tarde.
- Não precisa. O que vou fazer aqui é bem rápido, depois eu chamo um táxi e vou para casa.
- Eu posso te esperar, porque assim te levo para casa.
- Ok. Se você quiser pode ficar na minha sala me esperando.
- Tá.
Eles entraram e foram direto para a sala de . Era uma sala bem espaçosa e organizada, tinha uma mesa, um computador comum e um laptop. Um banheiro, um sofá enorme, uma geladeira, um microondas e algumas poltronas. Até parecia um mini-apartamento.
- Bem, você pode ficar a vontade. Tem suco, frutas e sanduíches naturais na geladeira se você quiser comer algo. Eu vou à sala do meu chefe e já volto.
- Ok.
pegou seu celular na bolsa e saiu. Ela entrou numa sala que estava vazia e ligou para a .
- Oi, ! Como você está?
- Mal, muito mal, prima.
- O que houve?
- Orlando me traiu com a Kate.
- Não acredito. Como ele pode, depois de tudo.
- E tem mais.
- O que foi agora?
- Eu estou grávida.
- Não acredito. Vocês não tomaram cuidado, não usaram camisinha?
- Não. Eu sei que devia ter usado, mas como era a primeira vez eu não dei tanta importância para esse detalhe.
- Logo você ? Você é tão ajuizada. E agora, o que você pretende fazer?
- Não sei. Ontem brigamos e à noite dormimos juntos outra vez. Ele me seduziu de um jeito que eu não resisti e cedi. Estou tão confusa, já pensei até em tirar essa criança.
- Pelo amor de Deus! Olha a merda que você falou. Nem pense em fazer isso, me ouviu? , um filho é um presente de Deus. Tá certo que veio na hora menos apropriada, mas ele não tem culpa das coisas que vocês fazem.
- Eu sei . Mas se coloca no meu lugar, eu estou grávida de um filho cujo pai me traiu com a primeira vadia que apareceu. Meus pais vão morrer quando souberem que estou grávida e não estou casada, e ainda por cima tenho que pedir demissão porque não posso trabalhar grávida no laboratório. Resumindo, eu estou ferrada! Agora me diz que merda eu faço da minha vida?
- Primeiramente se acalme, se você ficar nervosa pode prejudicar seu filho. Você já contou pro Orlando?
- Não. Acho que não vou falar nada.
- Como assim não vai falar nada? Ele tem que saber.
- Eu estou pensando em voltar para o Rio, e com o dinheiro da venda do meu apartamento e do meu carro eu compro um lá. Depois que tiver meu filho, eu posso voltar a trabalhar.
- Estou impressionada com a sua idéia. Você é imbecil ou se faz? Você pensou nisso sozinha ou consultou algum louco antes? Como você pode pensar em fugir do Orlando? Ele tem que saber que vai ser pai. Você sabe que não é fácil criar um filho sozinha. Você já passou por isso com o e ainda não aprendeu a lição? Olha, vou ter que desligar, mas te ligo a noite. Conte ao Orlando logo, senão eu ligo e digo tudo a ele, viu? Beijo, se cuide, e por favor, não faça nenhuma besteira.
- Ok. Beijos para todos. E pode deixar que eu vou tentar resolver tudo.
respirou fundo e voltou para a sua sala.
- Orlando, já podemos ir.
- Certo. Vamos?
- Vamos.
Entraram no carro e foi logo ligando o som. Ela não queria conversar com ele, mas Orlando desligou o som e começou a falar:
- O que você tem? Você nem me olha direito desde que saiu daquela sala de exames. O que houve?
- Orlando, eu não tenho nada, só não estou afim de conversar.
- Certo. Você quer ir para minha casa?
- Não. Quero ir para o meu apartamento, quero tomar uma ducha e dormir um pouco.
- Ok.
Durante o resto do caminho, nenhuma outra palavra foi pronunciada. Quando chegaram, Orlando fez questão de acompanhar até a porta do seu apartamento.
- Pronto, está entregue!
- Obrigada. É... Você não quer entrar?
- Tem certeza? É que você me pediu um tempo...
- É que eu tenho uma coisa para falar com você.
Ele entrou e sentou-se no sofá. Ela sentou-se do seu lado e começou a falar:
- Orlando, depois do casamento da eu vou ficar um tempo no Brasil para colocar minhas idéias em ordem. Mas não quero que você pense nisso como uma despedida e sim como um recomeço.
- Ok. Espero que quando você voltar esteja menos confusa e mais segura daquilo que você realmente quer.
- Eu também espero isso.
- Bem, quando você vai?
- Eu reservei as nossas passagens para amanhã as 9:00. Espero que não se importe de passar seu aniversário por lá.
- Não. Para mim, basta estar ao seu lado.
- Então amanhã embarcamos para o Rio de Janeiro!
- Para o Rio de Janeiro? O casamento não vai ser na Paraíba?
- Sim. Mas quero passar alguns dias no Rio. Quero matar as saudades daquele lugar e aproveitar para ver como a está. Estou morrendo de saudades da minha florzinha.
- Ok. Você já reservou o hotel?
- Não. Se você não se incomodar, eu vou ficar no apartamento que era meu e do . Não gosto muito de ficar em hotéis. Se você quiser pode ficar comigo.
- Então está tudo combinado. Amanhã eu venho te pegar as 7:00, ok?
- Ok. Até amanhã.
Orlando deu-lhe um beijo na bochecha e foi embora. foi para o seu quarto e começou a arrumar suas malas. A noite ela passou muito mal, sentiu enjôos constantes, só conseguiu dormir as 3:00 da manhã. No dia seguinte, Orlando pegou suas malas, colocou no carro e foi para o apartamento de . Ele tocou a campainha várias vezes e não obteve resposta, então lembrou-se que tinha feito uma cópia da chave. Ele abriu a porta e começou a procurar por . A encontrou caída no banheiro.


Capítulo 15:

- , , acorda. - ele a chamava, mas ela não reagia. Orlando a levou para cama e pegou um pouco de álcool para que ela pudesse inalar.
- Orlando?
- Calma . Você se lembra do que aconteceu ontem? Do porque de você estar desmaiada no banheiro?
- Eu, desmaiada? Eu não me lembro de nada.
- Você está se sentindo bem? Acho melhor levar você ao hospital.
- Não. Não precisa, eu estou bem.
- Precisa sim. Você está pálida e com orelhas.
- Orlando, por favor, não me leve a um hospital. Eu estou bem e se formos ao hospital perderemos o vôo.
- Que se dane o vôo. Eu vou sim te levar ao médico. Troque de roupa.
- Eu não vou. Daqui não saio.
- Eu não estou pedindo, estou mandando. Se troque logo! - Orlando ordenou.
- Você não manda em mim! - gritou, mas logo sentiu mais um enjôo e saiu correndo as pressas para o banheiro.
Orlando a seguiu para ver se ela estava bem.
- Ai meu Deus! Você está vomitando e tem um pouco de sangue. - Orlando disse desesperado ao vê-la naquela situação. - Você realmente não está bem e muito menos em condições de viajar, eu vou ligar pro médico e avisar que estamos indo para lá.
- Sai daqui, Orlando. - isso foi tudo que ela conseguiu dizer e voltou a vomitar.
Orlando saiu do