Sonho ou Realidade?
Por Gaby Butori

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Capitulo Um. sentou na poltrona do avião e pegou no seu álbum algumas fotos que tirou em New York.
A poucos metros dali, aproximava-se um belo homem, cabelos castanho e alto, que acabara chamando a atenção dos demais passageiros.
O tal rapaz sentou-se ao lado de , que continuava a ver as fotos.
acabou percebendo que ele a olhava, e ela imediatamente olhou para o moço.
- Olá linda garota? - disse Orlando.
Por uma fração de segundos perdeu-se em seus pensamentos, pois estava diante de seu maior ídolo. Orlando olhava para ela esperando uma resposta...
- Olá! - finalmente respondeu, em um sorriso.
- Como vai? - Orlando retribuiu o sorriso para a jovem moça.
- Hum... Bem e você? - continuou a olhar as fotos e a revisá-las.
- Bem também. É fotógrafa? - perguntou Orlando, olhando para as mãos de .
- Ah... Não - sorriu - Eu pensei em ser, mas minha mãe sempre disse que paparazzis e fotógrafos quase se matam para conseguir uma foto embaçada de um artista. Ela não queria isso pra mim... - olhou para ele com cara de quem "não gostava de contrariar sua mãe".
- É! - Orlando riu. - Sei bem como é... Então, o que faz da vida?
- Tô fazendo faculdade de cinema... Quero ser cineasta.
- Adoro esse lance de cinema. - Orlando riu.
- Eu sei...
- Sabe?
- Você é ator. E um ótimo ator por sinal... - sorriu.
- Obrigado!
Orlando não conseguia conter a vontade enorme de continuar conversando com a jovem. Mas quase não tinha assunto, na verdade, Orlando nunca fora de falar muito.
- O que fazia em New York? - Orlando resolveu perguntar.
- Fui assistir a cinco dias de palestras com grandes cineastas de todo o mundo. E aproveitei para tirar algumas fotos naquela maravilhosa cidade, quer dar uma olhada? - disse mostrando as fotos e colocando um montinho de 50 fotos nas mãos de Orlando.
- Claro... - Orlando olhava as fotos com cautela, admirando-as. - Você é linda! - disse.
abaixou a cabeça e sorriu timidamente.
- Obrigada! ... O que houve com a primeira classe?
- Parece que tá com uns problemas nas máscaras de oxigênios, daí nos mandaram para cá. Mas eu nem ligo para isso.
Orlando conversou tanto com que acabou esquecendo de perguntar seu nome.
Pouco tempo depois, desembarcaram em seu destino, "Hollywood".
desembarcou primeiro que Orlando e saiu sem se despedir.
Orlando tentou ir atrás dela, mas foi barrado por um bando de fãs.
**
estava há quatro dias sem dormir e estava cansada demais, porém não podia relaxar, ainda havia o trabalho para ir.
- , amiga! - festejou , amiga e colega de apartamento de . - Que saudades!
- Oi ! - abraçou a amiga.
- Como foi a viagem?
- Foi boa, ainda não dormi. - teve receio de contar a o que acontecera no avião, pois poderia zombar dela. - , vou tomar um banho, ainda tenho que encarar a "cara de panqueca" da Sra. Carter.
- IIIIIIIIII... Então vou preparar um lanche bem reforçado pra você ter energias suficientes para aturar a "monstrenga" da Franca. - brincou.
tomou um longo banho, pensando em Orlando e tudo que conversaram no avião.
**
Orlando estava totalmente viajando na "garota do avião".
- Orlando, às quatro da tarde você tem uma entrevista para a "People" no Melrose Plazza Hotel, quarto andar... Não se esqueça. - disse Cindy.
Cindy Barrie era empresária de Orlando. Ela estava sempre na sua cola.
Mal deixava Orlando respirar sozinho.
- Tá, tá... - Orlando falou indo em direção da porta.
- Aonde você vai?
- Vou passear com o Sidi... E sozinho. - ele riu.
- Ok. Mas não esqueça...
- Ok.
**
agora trabalhava na lanchonete italiana "Prima Colazione", que em português significa "Café da manhã".
adorava aquele trabalho, ficar de patins para lá e para cá a fazia lembrar da sua infância no Brasil.
Mas como sempre, tinha o seu fardo. Franca Carter, sua patroa, tinha a neura da limpeza e sempre explorava para limpar a sujeira que ela mesma fazia ao tentar cozinhar nas suas horas de loucura.
- ! Me ajuda aqui, meu filho vai vir hoje da Itália e eu preciso cozinhar para ele, mas estou com dúvidas entre espaguete e lasanha ... - Franca estava com farinha dos pés à cabeça e com uma frigideira na mão com panquecas dentro.
- Franca! Você não precisa cozinhar, o Jack cozinha... E para quê ficar nessa dúvida se você já está fazendo panqueca? - Chirs olhou para dentro da frigideira e deu uma risadinha baixa ao pensar "iiiih olha só, ela está se cozinhando".
- Ai! - se agonizava Franca. - Eu não sei fazer panqueca. - Franca sacudiu tanto a frigideira que acabou deixando a panqueca e o monte de farinha cair no chão.
- , limpe essa sujeira.
- Mas eu já vou sair...
- E rápido.
- Tudo eu. - resmungou .
- O que disse?
- Tudo eu... Posso fazer pra você, Franca. - riu .
- Sra. Carter, para você.
se abaixou atrás do balcão para limpar a sujeira que Franca fez.
Neste instante, Orlando e Sidi entraram na lanchonete. Orlando olhou para o balcão e não avistou ninguém para atendê-lo.
Foi quando, do nada, apareceu Franca já pondo Orlando para correr dali, por causa do Sidi.
- Hey, Hey, Hey... Você... Não sabe que é proibido animais aqui?
- Desculpe-me, Senhora.
- Por favor, queira deixar o cão lá fora ou retirar-se do meu estabelecimento.
- Vou sair.
Naquele momento, levantou o rosto para ver com quem Franca conversava ou discutia. Mas Orlando já havia saído.
- Sra. Carter... Já acabei... Posso ir agora?
- Ainda tem movimento. - olhou ao seu redor e viu apenas três pessoas tomando café.
- Mas está na minha hora e só tem três pessoas.
- Tudo bem, vá menina.
tirou os patins e seu avental, pegou sua bolsa e foi para casa.
estava em seu dia de folga e havia saído mais cedo, portanto, deixara um bilhete na geladeira.
",
Johnn voltou do Canadá e me convidou para almoçar.
Não pude levar a sua cadelinha Madonna junto, desculpa.
Beijos, "
" sempre avoada com esse Johnn" - pensou .
- Madonna, meu amor! - riu ao ver a filhote de dálmata dormindo no sofá. - Vem, vou te levar pro Pet Shop. - Madonna lambia o rosto de .
**

Enquanto andava pelas ruas de Hollywood, Orlando lembrava-se da "Garota do avião", que não saía do seu pensamento. De repente Orlando parou e a viu.
- Sidi, é ela... - disse Orlando, vendo através do vidro da loja. Sidi latiu.
- Vou até lá...
Orlando entrou na loja com o olhar fixo na garota.
continuava contando a Kendra as bagunças que Madonna fazia no apartamento.
Orlando aproximou-se de , que estava de costas, e falou em seu ouvido.
- Olá Linda "Garota do avião"... Será o destino que nos coloca neste Pet Shop de Hollywood?
virou-se rapidamente.
- Orlando?!
- Hum... Sabe meu nome então?... Eu ainda não sei o seu.
- . Mas pode me chamar de . Na verdade não gosto do meu nome. - ela riu.
- Um nome tão bonito, , o que faz aqui?
- Vim trazer a Madonna... Pra ela não ficar sozinha em casa.
- A Madonna está aqui? - perguntou Orlando.
- A Madonna é a minha dálmata. - apontou para a Madonna que estava na outra sala.
- Ah, tá! - ele riu. - Quer almoçar comigo, ?
- Ah! Desculpe... Não posso...
- Por quê?
- Por... Por...
- Por...? - ele olhava pra ela.
- Tudo bem! - ela soltou seu sorriso tímido.
Orlando deixou Sidi no Pet Shop e saiu junto de . Ele sugeriu almoçarem em um restaurante tranqüilo que havia no outro lado da rua. Sentaram-se na mesa do canto, sugerida por .
- O que vão querer? - perguntou a garçonete, tentando equilibrar-se naqueles patins, o que chamou a atenção de .
- Qualquer coisa que tiver peixe... - respondeu .
- Para mim pode ser o mesmo. - disse Orlando, fitando sempre seu olhar em , o que a deixava sem jeito.
A jovem garçonete retirou-se, deixando eles a sós.
- Me fale de você , você não é daqui, não é?
- Sou brasileira.
- Ah! Brasil? Já fui lá, é um lugar muito bonito.
- Yes! - sorriu.
- Você veio para cá só estudar?
- Vim para trabalhar também. Minha amiga conseguiu para mim um emprego na Lanchonete italiana "Prima Colazione", conhece?
- Não sabia que trabalhava lá, há umas 3 horas eu estive nesta lanchonete, mas não me deixaram ficar por causa do Sidi. - Orlando riu.
- Então foi você... - deu um sorriso.
- Você viu?
- Eu ouvi, estava atrás do balcão limpando a sujeira que a minha patroa fez.
- Puxa! Que pena. Ela te explora muito?
- Nossa! Ela é gente boa sabe, mas tem dias que ela fica louca e me trata como sua escrava.
- Ela tem jeito de ser bem louca. Ela só faltou me bater por causa do Sidi. - Orlando riu. Neste instante o prato de peixe que pediram chegou.
- Obrigada! - disse virando-se para a garçonete dos patins.
- Posso saber sua idade? - Orlando largou o garfo apoiou-se na mesa, e aproximou seu rosto de .
- Vinte e quatro. - tremia por dentro. - E você? - na verdade, sabia muito bem.
- 31. - Orlando voltou a comer. - O que você vai fazer depois? - ele perguntou.
- Tenho faculdade daqui uma hora, vou direto pra lá. - respondeu ainda nervosa e com medo. Ela não entendia o porquê daquele medo.
- Hum... Onde fica a universidade?
- Duas quadras daqui, virando a esquina. - respondeu.
- Posso te acompanhar?
sentiu um arrepio e estava certa de que queria ele por perto, mas nunca sentira tanto medo como sentia agora.
O que Orlando estava fazendo com ela?
Ela nunca pensara que pudesse sentir uma atração mais forte por Orlando do que só atração de fã. agora tinha certeza de que estava atraída por Orlando como uma mulher e não mais só como fã. Mas por que o medo?
E Orlando se fazia as mesmas perguntas...
"O que está fazendo comigo?", "Como uma garota que conheci ontem no avião me faz ficar assim?" "O que será que ela pensa de mim?".
Ficaram uns 3 minutos em silêncio, foi quando acordou pra realidade a tempo de responder a pergunta de Orlando.
- Ah, sim! Desculpe... Eu acho que tive um devaneio - Ela riu. - Claro que pode, assim você me faz companhia até lá. - ela sorriu irradiante.
Saíram da lanchonete e foram caminhando tranqüilamente com altos papos até a universidade onde estudava.
Antes, Orlando havia passado no Pet Shop para pegar o Sidi. Agora aqui estavam na frente da faculdade.
- ?! - Orlando tocou suas mãos na mão dela.
- Sim...
- Posso ficar com o número do seu celular? - Orlando e Sidi estavam com "cara de cachorro sem dono", por assim dizer.
- Me dá o seu também?
- Dou... Claro. - disse Orlando pegando no bolso da calça seu celular.
Os dois trocaram números de celulares e entrou.
- Vou te ligar. - gritou Orlando de onde estava para , que entrava na escola.
apenas fez sinal de Ok com a mão.

Quatro longos dias se passaram e nada do Orlando ligar...
A saudade agonizava . "Ele vai ligar... ele vai ligar", repetia ela em seus pensamentos. "Por que ele ligaria pra mim?", a segunda mente perturbava. brigava com seus pensamentos.
Naquela tarde de domingo, estava deitada em sua cama, olhando as fotos que tirou em sua última visita ao Brasil, sua terrinha natal, quando seu celular vibrou em cima da escrivaninha.
"ORLANDO BLOOM! Me ligando? Eu disse que ele ia ligar"
- Oi. - disse ela, contendo a euforia.
- Olá linda... Como vai?
"Melhor agora, muito melhor" - pensou ela.
- Bem e você?
- Muito bem. Quer dar uma volta comigo na praia?
- Hum... Quero... Quero sim. - respondeu ela.
- Como não sei onde você mora, me encontra na frente da lanchonete, Ok?
- Ok, Orli.
Por sorte, aquela tarde de domingo era um dos poucos dias do inicio da primavera que estava verdadeiramente muito quente, excelente para pegar uma praia.
tomou um banho, vestiu uma blusa branca com estampas floridas, uma saía jeans com o biquíni por baixo e uma rasteirinha de madeira. Perfumou-se toda e como combinado foi à espera de Orlando na lanchonete.
Não demorou muito Orlando chegou com seu carro para pegá-la. Ele saiu de dentro do carro e foi até .
- Você está linda! - disse Orlando, em português, beijando seu rosto.
ficou encantada com o português dele e com o beijo, claro.
Orlando abriu a porta do carro para ela entrar.
- Obrigada! - sorriu.
No carro conversaram vários assuntos e riram bastante, até sobre o tempo e as mudanças climáticas da Terra conversaram. acabou confessando a Orlando que tinha um sonho de "ir à lua".
Ao chegar, Orlando estacionou seu carro em frente a uma loja de roupas de banho, onde tinha vaga.
caminhou até o mar, pois fazia tempo que não ia à praia, Orlando por trás a abraçou. assustou-se com o abraço. Orlando não entendera muito, mas a abraçou de novo.
o puxou pelo braço e começou a correr na beira da praia, fazendo ele rir.
Aquilo chamou a atenção de muitos ali, inclusive de paparazzis, mas tudo bem. Orlando estava tão envolvido em que nem ligava mais para fotógrafos.
Os dois se divertiram à beça naquela tarde, até enterrar Orlando na areia enterrou, deixando só a cabeça e os pés para fora.
Mas pena que a tarde estava no finalzinho.
Orlando e sentaram na areia para ver o pôr-do-sol e dividir um milkshake grande de creme com chocolate.
***
- Obrigada pela tarde, Orlando. - disse , já no carro.
- Eu que agradeço, me diverti muito. - ele sorriu. - Onde você mora, ?
- No distrito de Outpost Drive, logo no inicio.
- Eu também moro lá, um pouquinho mais pro meio.
- Sim, a sua casa é preta, estou certa?
- Sim... - ele riu. - Você já viu?
- Não ainda... - arrependeu-se de ter usado esse termo - Mas li numa revista.
- "Não ainda"? - Orlando sorriu. - E pretende ver? - abaixou a cabeça, estava vermelha.
- Brincadeira, não precisa responder.
Orlando estacionou seu carro na frente do apartamento onde morava.
- Obrigada, Orli. - Orlando imediatamente saiu do carro e abriu a porta para sair.
- Obrigada de novo...
- Ah, que isso ... Não precisa agradecer.
- Bem, aqui estamos - sorriu. - Preciso entrar, amanhã cedo ainda tenho que aturar a "cara de panqueca" da Franca Carter na lanchonete. - riu .
- Aiaiai... Coragem menina! - brincou Orlando.
- Tchau, Orli. - deu um sorriso leve e tímido. Orlando não conteve e aproximou-se da "garota do avião".
- Orlando... - ele não deixou terminar a frase e a beijou, aquele beijo?
Hum... Foi longo e intenso. mal conseguia respirar.
- Eu preciso subir... - disse sem fôlego, interrompendo o beijo.
- Ok... - Orlando a puxou pelo braço e a beijou novamente. Depois deixou ela subir.
sentia-se nas nuvens, mas achava que ainda não era hora de contar a sobre Orlando, ela nem tinha certeza do que Orlando pensava e sentia por ela. E se fosse só zoação?

Continua...