Autobiografia Dos Meus Três Melhores Meses
Por Flávia
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Capítulo 1
Caro Senhor Orlando Bloom;
Convido você para minha despedida de solteiro.
Faço questão da sua presença nesse momento tão especial pra mim! No dia 18 de Outubro às 21:30.
Um grande abraço;
Leví.
Orlando fecha o papel e rir.
-Agora ele se amarra.
~
-Que história é essa de que você vai participar de uma despedida de solteiro, ?
-Por que não, ? Eu sou igual a qualquer garota aqui! Nem pior, nem melhor!
-Aí que você se engana! Eu não quero que você faça esse tipo de trabalho!
-Ah, ! Você me obriga a fazer coisas piores com os SEUS clientes!
-Mas isso não é pra você, !
-Me deixa em paz, ! Devia era agradecer! 50% da renda que eu ganho é sua, seu ladrão!
-Que seja a última vez que aconteça isso!
-Ah... Não enche, ok?
pega seus óculos que estava em cima de um jornal que dizia:
"Astro de Hollywood Orlando Bloom irá se casar com modelo Miranda Kerr!"
~
-Orlando, o que acha dessa cama? - Miranda senta em uma cama de uma loja no shopping.
-Ah... Está ótima! - ele fala sorrindo, mas não prestando muita atenção na conversa.
Orlando gostava de Miranda! Já tinha um relacionamento de um ano e meio com ela. Mas sabia que não havia se precipitado com relação a ela. Ela estava ali, linda como sempre. Pronta para amar e ser amada. Tinha certeza de seus sentimentos.
-Recebi o convite da despedida de solteiro do Leví. - Orlando fala sem muito entusiasmo.
-Foi? E você vai?
-Não sei! Estava esperando sua opinião!
-Eu não tenho nenhuma objeção. Se você quiser ir... Leví é uma boa pessoa! Quando vai ser essa festinha?
-Amanhã. Eu vou ver se vou ainda!
-Por mim... - ela parecia não se preocupar.
-Hum...
Eles passam toda a manhã comprando móveis para a casa nova para onde iriam em Janeiro. E a casa... Era um luxo só. Um casarão em um condomínio em um bairro da alta sociedade. Eles chegavam na casa nova. Miranda estava numa "pilha" só.
-Adoro quando almoçamos aos sábados na nossa futura casa, Orlando!
-É... Eu gosto muito! - ele sorri para sua noiva e puxá-a pelo braço dando um beijo apaixonado.
-Pára Orlando! A comida vai cair... - ela larga-o com dificuldade.
Eles almoçam sentados no chão em uma mesinha oriental. Podiam viver ali, felizes, para toda vida...
~
-... Já vai se arrumar, idiota? - pergunta Luiza zombando.
-Vou! - fala ela fria.
-Você se acha de mais, não é? Só porque é a preferida do !
-Olha aqui... Eu quero é distância de você e dele! Vocês são maus! Eu quero ficar bem longe!
-Você é uma idiota! Nunca vai sair daqui!
-Eu vou sim! Eu não sou que nem você! Eu não gosto. Você que adora se vender por mixaria.
Luiza dâ uma gargalhada de zombaria.
-É! Você tem razão! Eu gosto. Ou melhor, não... Eu não gosto. EU ADORO!
sai de perto de Luiza e corre para um dos quarto que tinha no primeiro andar. Começa a chorar.
-Por que meu Deus? Por que está acontecendo isso comigo? Se eu pudesse voltar atrás... Se eu pudesse mudar o passado...
entra no quarto e vê sua amiga chorando.
-Calma ! - ela corre para abraçá-la.
-... - ela já gaguejava de tanto chorar. - Eu não... Não agüento ma... Mais. Eu que... Quero voltar... Por fa... Favor...
-, eu entendo você! Mas seja forte! Logo esse pesadelo vai acabar!
Houve um forte estanco e porta se escancara. entra no quarto.
-O que houve com você, ? Por que ainda não se arrumou?
-Ela não está bem ! Não vai trabalhar hoje.
-Quem é você pra dizer se ela vai ou não trabalhar? Sai !
abraça e fala:
-Tudo vai acabar bem! Não fique...
-Fora ! - ele não grita, mas fala com autoridade.
-Tá, tá... Já vou!
sai do quarto e fecha a porta.
O quarto estava bem escuro e precário. estava sentada na cama e olhava um espelho antigo que estava pregado (literalmente) em uma parede suja.
-Você tem que trabalhar hoje!
-Ah... Já sei! Já tem um cliente, não é?
-Ele é importante.
-Quem é?
-Sr. Tolbby. Um cara da alta sociedade. - disse com indiferença.
levanta e vai até a janela. Vê alguns homens chegando. Imaginou a quanto tempo esperavam pelo sábado, todos com muito dinheiro no bolso. Talvez em casa a mulher não dê conta para eles procurarem um bordel. Bom... Pelo jeito parecia. Pelo menos todos estavam com um sorriso no rosto. Prontos para vagabundear. Coitadas das esposas. Talvez estejam em casa cuidando dos pequenos filhos. Pobrezinhas... Talvez até pensem que seus maridos estejam trabalhando. Ou não... Talvez até saibam onde estão.
"voava" nesses pensamentos quando uma voz quebra eles:
-Você sabe que eu sou louco por você!
Ela vira para que agora a encarava.
-Que forma engraçada de gostar, não é?
-Se você não fosse tão orgulhosa, você não faria o que faz.
-Se vai falar que eu deveria ficar com você, esquece! Você me enganou! Isso não tem perdão!
Ela atravessa o quarto, abre o guarda-roupa e pega o vestido e o espartilho.
-Então morra nisso! Porque não vou deixar você sair! Você não vai fugir de mim!
-Grande coisa! Você já acabou com minha vida mesmo!
sai do quarto batendo a porta.
limpa seu rosto e começa a se maquiar. Coloca o espartilho e o vestido preto.
Ao descer, viu que o salão estava cheio. Homens novos, velhos, senhores. Todos com paletó, gravata e sorrisinho no rosto.
O salão estava bem animado. andava até o balcão onde estava Joy, um gay que servia bebidas.
-Amigaa... Hoje está bombando. Tem muito BOFE!!
ria, mas dentro daquele sorriso havia uma tristeza.
-O que foi amiga?
-Nada Joy, é que...
-JOANA!
Ela olha para trás e vê o sorriso cínico de .
-Quero que conheça o Sr. Tolbby.
via um homem mediano. Aparentemente de uns 50 anos. Usava paletó e gravata. Seu rosto era de poucos amigos. A antipatia estava estampada. Ela sorriu e ele fez um grande esforço para sorrir de volta.
-Ele vai levá-la até o apartamento dele e...
-Já disse o que precisa? - corta .
-Sim, sim... Camisinha e nada de beijo na boca.
~
Ao entrarem no carro, Sr. Tolbby fala:
-Não quero que pense que sou igual a todos. Eu sou diferente.
-Tenho certeza! - "Idiota. É igual a todos sim. Após 'tocarem no céu' nos tratam que nem cachorra" pensava ela.
-Eu não quero transar com você!
Ela se assusta ao ouvir aquilo.
-Eu quero fazer outra coisinha com você!
Ela nada fala. Tudo era melhor do que transar com um cara que nem conhecia direito.
Ao chegar no apartamento, ele abre o quarto e fala:
-Tire a roupa!
Ela, obediente, tira sem nenhuma objeção. Ele pega nos seus braços e a amarra em uma coluna. Quando ele faz isso, ela entra em pânico. Lembrara-se de uma vez em que acontecera isso. Um cara lhe espancara tanto que ela ficou sem andar por dois dias. Ele pega um chicote e começa a bater nela. Ela não conseguia dizer uma palavra. Apenas gritava de tanta dor.
Capítulo 2
Orlando acordava lentamente. Logo percebeu que Miranda estava ao seu lado.
-Bom dia, amor! - fala ele ao ver que ela também acordava.
-Bom dia, querido - ela ri. - Sabe que já me sinto casada?
-Logo estaremos casados. Só alguns meses.
-Já confirmou sua ida na festinha do Leví?
-Ah... Falei com ele ontem. Disse que ia.
-É... Hoje vai ter o chá de panela da Line. Também disse que ia.
-Já comprou alguma coisa?
-Sim. Comprei um quadro original do Portinari. Ela vai amar. E você?
-Ainda não! Estava pensando em comprar uma calcinha com gosto para ele.
Eles riem.
-Queria zoar com a cara dele.
-É uma boa idéia! - ela o abraça. - Vou levantar. Tenho que passar o dia na casa de Line. Prometi.
Ela levanta. Ele fica alguns minutos na cama e ao ouvir o barulho do chuveiro, corre para o banheiro. Ao saírem do banho, tomam café e saem. Miranda para a casa de Line e Orlando, para o shopping.
~
Parecia que aquela noite de terror nunca iria acabar. Após Tolbby terminar o "serviço", leva de volta. Ela ao entrar em um dos quartos, adormece e pesadelos vão e vêm em sua cabeça. Ao acordar totalmente, toma um banho. Havia várias marcas em suas costas. Quando a água passava, ardia e sentia a pele afundada. Ao se trocar, vai até sua casa, pois não morava com as outras. Toma café e sai para procurar roupas para o showzinho particular daquela noite.
Vai ao shopping e entra em uma lojinha espaçosa, com uns três corredores longos com estantes decoradas com lingeries de todas a cores e estilos. Ao entrar, encontra algumas mulheres em um balcão cor-de-rosa e uma grande agitação de clientes. Conhecia duas delas: Phabianne e Laura. Duas brasileiras que trabalhavam na loja.
-Oi Phaby. - diz ela sorrindo. - Como vai Laura?
-Hei ! Estamos bem. E você? - fala Phabianne.
-Vou indo...
Laura era muito calada. No começo, até achou que ela era muda.
-Tudo bom ? - pergunta Laura.
-É... Na medida do possível...
-O que vai querer hoje?
-Uma coisa diferente! Showzinho particular. Despedida de solteiro. Aquele desgraçado do me deu 225 Euros para comprar a roupa completa. Vou ter que fazer milagres.
-Que nada, fofa. Aqui temos algumas roupas que dão certinho e nem saem tão caro.
Phabianne começou a mostrar algumas roupinhas. Variava de acordo com os personagens. gostava de ir naquela loja por que era um dos poucos lugares que se sentia bem. Podia passar a tarde inteira com as duas.
já estava pagando quando um homem atraente, moreno, olhos negros e muito chamativo entra na loja. As mulheres que estavam na loja bateram os olhos nele. se virou e reconheceu na hora. Era o ator Orlando B
loom. O galãzinho de Londres. No mesmo instante ela virou-se para as garotas e falou:
-Vou indo garotas! Acho melhor eu ir...
-Não precisa se incomodar por minha causa. - o homem fala, chegando ao seu lado.
-Hã? Não, não. Você que não se incomode! Já estava de saída mesmo. - ela dá um largo sorriso. - Tchau garotas! E obrigada pela dica maravilhosa que me deram. Beijinho!
se despede das garotas e sai da loja. Orlando vira para as duas funcionárias da loja e fala:
-Vocês têm calcinha com gosto por aqui?
~
estava toda maquiada. Só faltava a fantasia de chapeuzinho vermelho que havia comprado naquela tarde. Vestiu a roupa e Joy entrou no quarto apressado.
-Vamos , querida! Você tem que entrar no bolo!
-Já estou indo, Joy!
Ela prende o cabelo para cima e corre para o lado de Joy.
~
-Você é maluco Orlando! Uma calcinha de gosto? - Leví ria enquanto examinava a calcinha.
-Achei apropriado. Prova!
-Sai pra lá, Orlando. - ele empurra seu amigo. - Já vai começar o show. O tema é "Chapeuzinho vermelho". - ele ri. - A mulher é um avião!
Orlando ria da conversa de Leví.
Eles sentam em uma mesa e logo em seguida o show começa. Uma onda de luzes invade o salão e um grupo de dançarinas aparece no palco. Uma onda de assovios invade o salão. Pouco tempo depois o bolo se abre revelando uma bela mulher.
Mas era bela mesmo! Era alta, um corpo lindo, os olhos eram verdes e estava com uma capa vermelha. Ela começa a dançar e tira a capa vermelha. Quando ela solta os cabelos, Orlando tem a impressão que já havia visto aquela mulher.
Ela agita todos os homens. Ao descer do palco, senta no colo de Leví e ele fica levemente corado. Era uma cena bem engraçada. A mulher vai em direção a Orlando e faz uma dança sensual. Orlando podia estar ficando louco, mas sentia seu sangue subir a cabeça e seu corpo ficar quente. Quando ela sentou de frente para ele, ele lembrou quem era ela e disse:
-Eu conheço você!
-É? - ela não pára de dançar.
Ela pega uma parte da fantasia e dá a ele e volta a dançar no palco. Orlando sorria. Tinha uma blusinha que ela havia dado a ele. Mas era ela mesmo. A garota da loja.
~
No final da festa, Leví estava levemente bêbado. Orlando conversava com alguns amigos quando viu a moça saindo de uma porta com uma mochila nas costas. Ele pede licença e corre para falar com ela.
-Oi... - fala ele chegando perto.
-Olá... - ela não olhava para ele. Parecia procurar alguma coisa na bolsa.
-Eu lhe vi na loja hoje! Lembra?
-Lembro sim! - mas ainda não olhava para ele. Agora parecia se preocupar com alguma coisa. Olhava para os lados. - Olha... Vou ter que ir. Foi um prazer ver você! Tchau.
Ela sai do local deixando Orlando sozinho.
Capítulo 3
As semanas passaram lentamente. Os dias estavam ficando frios por causa do inverno. Miranda havia comprado praticamente todos os móveis da casa. Orlando uma vez ou outra, dava sua opinião. Mas no final, quem sempre decidida era Miranda. Num desse dias que eles faziam compras, o celular de Miranda toca.
-Oi! Sim. Oh... É mesmo? Eu... Eu te ligo até o final da semana, ok? Beijo!
-O que foi Miranda? - pergunta Orlando.
-Bom, Orlando... Era a agência de modelos. Eles querem que eu assine um contrato milionário para que eu desfile para Vitoria's Secret.
-Isso é bom! - ele sorri.
-Mas é durante três meses!
-Onde você tem que ficar?
-Em Tókio.
Orlando pensa um pouco e sorri.
-Isso não vai atrapalhar o nosso casamento que é em janeiro. Vai dar tempo, e já compramos quase tudo para nossa nova casa. E o pouco que falta, posso pedir para mamãe e Samantha.
-Duvido que elas vão nos ajudar!
-Por que isso Miranda?
-Porque você sabe muito bem que elas não gostam de mim!
-Isso é por pouco tempo. Logo elas verão a pessoa maravilhosa que você é.
Miranda sorri para ele. Ela o amava sim. E o que mais queria era esse casamento.
-Não tem problema! - Orlando fala. - Sua mãe pode comprar para nós. Ela tem o mesmo gosto que você, não é?
-É! Melhor mamãe comprar. Dona Sonia é muito antigona.
Às vezes Orlando tinha que agüentar certos comentários de Miranda com relação a sua família.
-Você acha que devo assinar o contrato?
-Sim... Você não pode deixar de trabalhar.
Ela sorri.
-Ok... Vou ligar para a agência.
~
-Vai chover! Miranda, trabalhar? - perguntava Samantha pelo telefone.
-Sam, pare com isso! Ela é minha noiva.
-Não sei o que você viu nela, Orlando. É tão magra...
-Pare Sam... Eu gosto dela!
-Ok, ok... Quem não vai gostar da história de "antigona" é mamãe!
-Olhe lá, Sam! Não conte nada a ela.
-Claro Orli. Eu não sou ruim, esqueceu?
-Ok.
-Quando ela viaja?
-Amanhã cedinho.
-Hum...
~
olhava as roupas nas vitrines do shopping. Tinha tirado aquele dia de folga e aproveitara para passear pela cidade. Aqueles dias haviam sido normais. Nada de interessante. O mês de Outubro já estava acabando. vai à praça de alimentação e senta em uma mesinha pequena. Logo em seguida, um garçom chega perto dela e pergunta:
-Vai querer alguma coisa, senhorita?
-Ah... Sim! Um suco de laranja e um sanduíche.
-Ok... Com licença.
Ele anota o pedido e sai.
olhava um panfleto de uma faculdade. Pensava muito sobre o assunto naqueles dias.
~
Orlando caminhava sozinho naquele dia. Acabara de deixar Miranda no aeroporto e fora à procura de uma geladeira para a nova casa. Ao ver a praça de alimentação, se lembrou que não comeu nada naquele dia. Estava com muita fome. Caminhou até uma mesinha e quando ia se sentar viu uma moça na mesa ao lado da dele. Reconheceu na hora. Era a mulher que havia visto naquele dia da loja e na despedida de solteiro do Leví.
Como num impulso ele não senta, e caminha até a mesa onde a moça estava sentada.
-Oi! - fala ele sorrindo. - Posso sentar?
olha para o homem e reconhece. Era Orlando, aquele ator.
-Oi! - ela sorri animada. - Como vai?
-Vou bem! - ele sorri.
-Claro! Senta aí!
Ele senta e pergunta:
-Já pediu algo para comer?
-Ah sim! Já.
Ele chama o garçom.
-Pois não, Sr.?
-Me veja um sanduíche e uma coca-cola.
Ele anota o pedido.
-Com licença! - fala o jovem garçom.
-Você fez quase o mesmo pedido que o meu. Só que eu pedi suco.
Ele ri.
-Naquele dia você parecia preocupada.
-Estava era cansa, isso sim! Não queria ver o !
-Seu chefe?
-É...
-A propósito... Meu nome é Orlando Bloom. - ele estende a mão.
-Oh... - ela rir e cumprimenta. - Lima.
-Nome legal! Você é daqui?
-Não, não! Sou do Brasil.
-Oh... Terra maravilhosa...
-Nem me fale! Estou morrendo de saudades de lá!
-E como veio parar aqui?
-Você quer saber como eu virei quem sou?
Orlando fica levemente corado.
-Eu não queria...
ri.
-Tudo bem, Orlando! Eu não me envergonho disso. Acho que quem devia ter vergonha é quem rouba, mata, se aproveita dos outros...
-Eu concordo.
-Bom... Eu vim do interior de Minas Gerais. Desde pequena, eu sonhava em ser modelo. Aos 14 anos uma agência me viu e se interessou. Minha mãe gastou até o último centavo que não tinha pra me colocar na agência. Eu exerci minha profissão de modelo até os meus 19 anos. Depois perdi o gosto e voltei para casa. Havia conhecido praticamente todo o mundo. Passou algum tempo, minha mãe adoeceu. Não sabiam o que ela tinha. Pouco tempo depois detectaram câncer de mama nela. Fiquei desesperada. Precisava ajudá-la. Ela também tinha me ajudado. Mas eu não sabia como. Algumas meses depois, chegou na minha cidade falando que no exterior tinha ótimas oportunidades de emprego. Eu, na minha inocência, acredite. - o garçom nessa hora serve a comida. - Obrigada.
-Obigado! - fala Orlando para o garçom.
-Bom... - continua . - Quando cheguei aqui, vi que não era nada que ele falava. Tive que trabalhar para me sustentar. De certa forma foi bom. Estou conseguindo pagar o tratamento dela. Mas depois não acreditei que cai num golpe tão velho desse. Pensei que era um bom homem. Mas depois vi que de bom ele não tem é nada!
-Que coisa. - Orlando estava meio tonto com aquela história.
-A maioria das meninas que vem de outros países para trabalharem como prostitutas, não sabem que vão ser isso aqui. Infelizmente, o Brasil é o país que tem maior índice de garotas menores de idade que vem trabalhar aqui como garota de programa.
-Mas você não é menor? Não é?
-Não! - ela ri. - Eu tenho cara de menor?
-Não... Mas posso chutar que você tem vinte anos.
-Vinte? - ela ri. - Não! Eu tenho vinte e seis.
-Sério? - pergunta ele surpreso.
-Sim! - ela dava um largo sorriso caloroso. Quem a olhasse assim, não adivinharia qual era sua profissão. - Fiquei sabendo do casamento. Parabéns! Miranda é uma ótima modelo. E muito bonita!
-Ah... Obrigado! E aliás... Acabei de deixá-la no aeroporto. Vai passar três meses em Tókio.
-Legal! - dá um último gole no suco. - Vou indo, Orlando. Foi um prazer conversar com você!
-Ah... Não! Foi ótimo falar com você também!
Ela se levanta e cumprimenta ele.
-Até? - fala ela.
-Até!
sorri, abre sua bolsa e pega o dinheiro. Coloca em cima da mesa e sai.
Capítulo 4
Os primeiros dias de Novembro estavam bem frios. andava uma pilha de nervos. Se tudo desse certo ela voltaria para o Brasil em Janeiro, já que o tratamento de sua mãe iria acabar nesse mês.
No bordel, não faltavam clientes para ela. cada dia ganhava mais dinheiro. Até parara de perturbar o juízo de . Por outro lado, não tinha mais noticias do tal Orlando Bloom. Ela podia jurar de pés juntos que não tinha sentido nada por ele. Mas ele havia mexido com seus sentimentos. Por menores que fossem. Mas já tirara essa idéia da cabeça. Ele era noivo. E por mais que ela fosse o que era, tinha criado uma "barreira" com relação a ele.
já conseguira se mudar para um apartamento maior. Apesar do tempo de trabalho estar instável, ela ainda sentia raiva do que escolhia seus clientes.
Um dia, andava por algumas ruas. Era de manhã. Estava caminhando quando viu uma lojinha de CD. Resolveu entrar para ver se tinha um CD do Bon Jovi que queria há muito tempo. Ao entrar na loja, olhou os cd's e encontrou o que queria. Quando já estava pagando, o sininho da loja balança. Ela como num impulso olha para trás e vê quem nunca iria imaginar que encontraria ali. Todas as mulheres da loja bateram os olhos nele. Afinal... Orlando Bloom entrava na loja.
-? - ele pergunta surpreso.
-Oi! - ela o cumprimenta.
Ele abraça . Ela sente seu corpo quente e prefere que ele a abraçasse bem rápido.
-Tudo bom? - pergunta ele.
-Tudo sim!
-O que faz aqui?
-Moro aqui perto! Fica perto do trabalho...
-Você mora sozinha??
-Sim! Num pequeno apartamento a duas quadras daqui!
-Legal! - ele sorrir. - E o que faz por aqui?
-Estava caminhando e parei para comprar um cd que queria fazia tempos. Bon Jovi.
-Hum... Boa escolha.
-E você?
-Estava passando por aqui também. Resolvi entrar para ver se tinha um CD do U2 que eu queria comprar faz tempo também.
-Temos todos! - fala a moça do balcão parecendo ligeiramente que queria se amostrar.
-Obrigado! - fala ele gentil. - Eu volto mais tarde! - ele volta a falar com . - Quer carona?
-Não precisa Orlando! Minha casa é aqui pertinho!
-Se é tão perto, eu posso te levar!
-Não precisa! É Sério!!
-Ah... Eu não aceito um "não".
Ela sorri. Viu que não iria vencê-lo e fala:
-Ok... Só vou pagar aqui...
Ela vai ao balcão e paga. Eles saem. Ao saírem, as moças que trabalhavam na loja falaram:
-Quem é essa aí?
-Ele não está noivo?
-Sim... E pior... Ouvi que essa aí... Num sei não!
e Orlando falavam muito e de bom humor a caminho do carro.
Eles entram no carro.
-Faz tempo que não ouço música. - diz ela.
-Ah... Eu sempre ouço. Adoro!
-Também... Mas nunca mais deu tempo...
-É... Eu entendo! E como vai sua mãe?
Ela se assusta ao ouvir aquela pergunta vindo dele.
-Vai bem! Em janeiro, se Deus quiser, o tratamento acaba e eu volto para casa!
-Fico feliz por você! - ele sorri.
-É aqui Orlando... Obrigada pela carona.
-Que nada!
Ela sai do carro e Orlando vê o prédio bonitinho.
-A gente se vê? - pergunta ele.
-Talvez... - ela anda de costas para ele. - Tchau!
-Tchau!
Ela entra no prédio.
~
entrava no apartamento cantarolando quando dá de cara com .
-Ai ! O que faz aqui? Parece mais assombração!
-Onde você estava? - pergunta ele frio.
-E te interessa? - ela tira sua bolsa, coloca em cima da mesa, depois vai a cozinha. - Como entrou aqui?
-Eu tenho meus meios...
-Ah... Esqueci que você era marginal.
-Quem era no carro? - ele vai até a cozinha.
-Sua mãe! Ela veio me buscar para passearmos. - ela toma um copo d'água.
-Quem era, ?
-Ah ... Pára de encher! Vai embora! Tenho que arrumar a casa hoje!
-Você pensa que eu não vi quem era, não é? Era aquele ator, Orlando Bloom, não é?
-Não lhe interessa ! - ela agora estava irritada.
-O que é ? Agora deu pra fazer programinha sem eu saber?
-Você não sabe de nada! Eu não faço programa para ele!
-Ah não? Então faz de graça?
-Deixa de ser idiota, ! Eu não transo com ele!
-Você não se meta a besta comigo ! Você não sabe quem eu sou!
-É! Você tem razão! Eu não lhe conheço! Nunca conheci!
Ele encara .
-Esteja no bordel hoje às seis horas.
-Pode deixar! - ela fala com raiva.
~
À tardezinha, toma banho e coloca uma roupa de frio e sai de casa. Ao chegar no bordel, vê sua amiga .
-! - ela abraça sua amiga. - Fiquei sabendo que você vai voltar para o Brasil.
-É verdade! Na verdade... Eu só vim me despedir de vocês! Vou viajar amanhã!
-Daria tudo para estar no seu lugar!
-Um dia você estará! É bem melhor que eu! Você merece muito!
-Espero que esse dia chegue logo!
Elas se abraçam e se despedem.
vai se trocar. A noite parecia que ia ser bem movimentada. descia as escadas. Não tinha como não chamar atenção. Era a moça mais bonita de todas.
-Olá querida! - fala Joy sorrindo.
-Hei Joy! Alguma novidade?
-Não brinca! Você não viu? Olha ali... - ele aponta para a entrada.
olha e vê um homem conversando com . Ela achou que seus olhos mentiam. Mas era...
~
Orlando entrava na quinta casa de programa naquela noite. Procurava .
-Sr. Orlando Bloom? Que prazer!
Um homem mediano, loiro, olhos azuis, chega perto de Orlando com um sorriso cínico. Ele logo deduziu quem era.
- Sales, a seu dispor!
-Boa Noite! Eu queria que você me arranjasse uma garota. Lima. Pode ser?
-? - ele olha para que estava no balcão. - Temos garotas melhores e...
-Eu quero . Será que você não me entendeu? - Orlando fala firme.
se desconcertara. Olha para Orlando e abre seu sorriso cínico.
-Pois bem... - uma moça passa por eles e fala: - Chame !
A moça concorda e chama .
Ao se levantar, Orlando se sente muito atraído por ela. Estava com um vestido preto com vermelho bem decotado. Seu cabelo estava preso para cima. A maquiagem estava bem carregada. A perna direita estava praticamente toda visível.
-... Este é...
-Eu sei quem ele é, !
-Eu quero levá-la... - ele fala para , olhando para .
-A taxa é maior e...
-Eu não quero saber! Pode deixar rolando. Quando eu trazê-la a gente se acerta.
não entendia mais nada. Será que ele não era como ela pensava? Será que ele pagava por prazer? se sentia naquela hora como um lixo. Era decepcionante. Orlando segurava firme nas mãos de ao levá-la para o carro.
Ao entrarem no carro, ficou com medo. Até aquele momento, julgava Orlando uma boa pessoa, um bom caráter. Será que todas as boas imagens que tinha dele eram falsas?
-Hoje eu te seqüestrei do seu trabalho! - ele fala e acaba deixando sem entender.
-Hã? Como assim?
-Eu te livrei de uma noite de trabalho. Te trouxe para você não ficar se vendendo por aí...
-Quer dizer que...
-Que eu não vou fazer nada com você!
-Nossa... Eu... Eu nem tenho como te agradecer!
-Não precisa! - ele sorri para ela.
~
-Como é linda a sua casa!
A casa era verdadeiramente linda. Tinha dois sofás da cor branca na sala. As paredes eram branco-marfim. Orlando fala:
-Vamos à biblioteca. Lá é mais confortável. E também tem a lareira. Hoje está bem frio.
Ao entrarem na biblioteca, viu um grande lareira, que deixava o ambiente mais alegre.
-Que linda! - exclama .
sem perder tempo, senta no carpete perto da lareira.
-Você gostou? - pergunta Orlando caminhando para uma poltrona.
-Adorei! Ai! Que coisa que incomoda... - ela tira a presilha que tinha em seu cabelo.
Orlando presta atenção em cada movimento que ela fazia. Ele podia está ficando louco, mas até nisso ela era sensual.
Capítulo 5
-Andei conversando com minha mãe. Ela ficou muito feliz quando disse que voltava em Janeiro.
-Eu posso imaginar. Às vezes eu vou à França, que é aqui do lado, e minha mãe fica preocupada.
-É... Mãe é mãe, não é?
-É... E mudando de assunto, aquele que era o ?
-Aquele cínico que conversou com você quando chegou? É. É ele sim.
Orlando rir.
-Você adora ele, não é?
-Nossa... Ele enche demais meu saco! Dá muita raiva!
-Quando perguntei por você, ele não gostou muito da idéia.
-Foi?
-Foi. Disse até que tinha meninas melhores...
-Sério? Aquele safado! - eles riram. - Engraçado... Todas as vezes que clientes importantes vão lá, ele me indica. Não entendo porque não aconteceu isso dessa vez.
-Bom... Eu não sei.
-Espera aí... Eu acho que sei! Hoje quando você me deixou em casa, ele estava lá. Ele te viu no carro. Perguntou se estávamos transando. Eu disse que não. Ele ficou com uma pulga atrás da orelha. E quando você chegou hoje... - ela ria. - Meu Deus... Como não pensei nisso antes?
-No quê? - Orlando estava confuso.
-Ele é apaixonado por mim faz muito tempo. E quando ele me viu saindo do seu carro, sentiu ciúmes. Agora ele pensa que temos alguma coisa um com o outro.
-Mas isso não é verdade!
-É claro que não é verdade. Quando ele te viu, ele achou que era concorrência. Então não quis que eu viesse com você!
-Nossa... Que idiota!
-É... Um perfeito idiota. - ela olha para Orlando com um rosto malicioso e boceja. - Ops... Desculpe.
-Não tem problema. - ele sorri. - Tem um quarto que eu mandei preparar para você dormir aqui. Vem!
Ele caminha até o quarto com .
-Oh Orlando... Não sei como lhe agradecer o que está fazendo por mim!
-Não precisa. Agradeça descansando.
Ele deixa-a no quarto e volta a biblioteca. Abre um livro e começa a ler.
~
Já passava das duas da madrugada quando Orlando resolveu que iria se deitar. Fechou o livro, saiu da biblioteca e caminhou em direção ao seu quarto. Quando passou pela frente do quarto de , Orlando viu que a porta estava entreaberta. Resolveu que iria ver se o aquecedor estava ligado na temperatura ideal, senão ela congelava. Ao entrar, sentiu o quarto muito frio. Aumentou a temperatura e olhou para que dormia em sono profundo. Viu que a lua clareava todo o quarto. Clareava principalmente o rosto delicado de . Caminhou até a cama e cobriu a parte do corpo que estava descoberta.
Sorriu e saiu do quarto em direção a sua suíte.
~
acordava com os primeiros raios de sol do sábado. Demorou um pouco para ver onde estava. Olhou em volta e viu que estava deitada em uma cama enorme. À sua frente havia um grande espelho com uma cômoda. Mais para o lado, um enorme guarda-roupa. Havia também um banheiro. levantou da cama e foi em direção ao banheiro. Tomou um banho e vestiu as mesmas roupas da noite passada. Resolveu descer as escadas e explorar o jardim. Quando desceu, viu tudo trancado e não encontrou ninguém. Olhou para um grande relógio que tinha em uma parede da sala de jantar. Marcava 6:15 da manhã. Era bem cedo.
Resolveu ir a cozinha para ver se fazia alguma coisa para o café da manhã e lá encontrou uma senhora que colocava água para ferver.
-Olá... - fala carismática.
A mulher toma um susto e num impulso pega uma vassoura.
-Quem é você? O que quer aqui?
-Calma... - fala tentando se acalmar também. - Sou amiga de Orlando. Nada demais.
-O que foi que aconteceu? - a mulher parecia desesperada.
-Calma, senhora! Eu já lhe disse que sou amiga de Orlando.
-Com essas roupas?
-Não me julgue pela aparência! - estava um pouco irritada.
A mulher parecia acreditar, mesmo que ainda olhasse desconfiada.
-Meu nome é .
-Eu sou a Sra. Maggie. Trabalho com o Sr. Orlando fazem 3 anos.
-Oh... Olá, Sra. Maggie...
Elas começam a conversar.
-A senhora é muito simpática! - fala tirando a água que fervia do fogo.
-Que nada querida! Você é que é! Nenhuma amiga do Sr. Orlando veio conversar comigo. E olha que ele teve muitas amigas viu? - Maggie pisca para . Ela entende o que Maggie queria dizer e solta uma risadinha. - Nem a própria noiva. A Sra. Miranda. Nunca conversou comigo. Acho que vou ser demitida.
-Por que Sra.?
-Porque ele vai vender essa mansão depois que se casar com ela. Uma pena... Uma casa tão linda.
-Mas por que eles não moram aqui?
-Joel, meu filho, ouviu uma conversa dele com a Sra. Miranda. Ela não quer morar aqui. Diz que é muito grande para os dois.
-Bobagem! Essa casa é linda. Se eu fosse... - ela para no meio da frase e continua a coar o café.
-O que foi querida? - pergunta Maggie.
-Nada. Eu só estava viajando nos meus pensamentos.
Capítulo 6
Orlando acordava olhando para o relógio que marcava 7:12 da manhã. Era bem cedo. Provavelmente ainda estaria dormindo. Ele levanta e vai ao banheiro. Toma um banho e veste uma roupa apropriada para o frio. Os dias estavam cada vez piores.
Ao sair do quarto, passa em frente ao quarto que estava. Ele resolve abrir para ver se estava tudo ok. Ao entrar, vê a cama arrumada e ninguém no quarto. Será que ela tinha ido embora?
Ele desce as escadas bem apressado e ao ouvir risos e vozes na cozinha, resolve 'investigar' quem ria tanto. Ao entrar, sente um cheiro muito bom de café e torrada.
-Boa dia! - fala ele animado.
-Oh... Bom dia, Orlando! - sorria com um sorriso caloroso. Havia um brilho em seus olhos. Orlando percebera isso. Aquele sorriso havia o contagiado.
-Bom dia Sr. Orlando! - fala Maggie tirando as torradas da torradeira.
-O que estão fazendo?
-Café, torradas e panquecas. Gosta? - estava bem animada.
-Hum... Estou com fome! Quem cheiro bom! - ele ri. - ... Esqueci da sua roupa... Sra. Maggie, será que poderia arranjar alguma roupa de Miranda para ?
-Claro Senhor! Agora mesmo!
Ela se retira da cozinha deixando Orlando e sozinhos.
-Foi muito bacana o que você fez por mim ontem!
-Não se preocupe! Sem falar que gosto muito da sua companhia.
-Oh... Obrigada! - pela primeira vez ela fica sem jeito na frente dele.
-Sr. Orlando... Acho que é bom ela subir para experimentar algumas roupas. tem bem mais corpo que Miranda.
fica mais sem jeito ainda.
-Ah... OK... Suba com ela! Eu posso terminar aqui.
-E deixar você sozinho na minha cozinha? De jeito nenhum! Suba com ela! Afinal de contas... Você são amigos!
Orlando e subiam as escadas. Ela percebera que ele estava levemente corado.
-Tem essas aqui, . - ele pega algumas roupas que estavam no guarda-roupa. - Ela deixou aqui quando ficou uns dias em minha casa.
-Ah... Deixa eu ver! Essa aaaa... Aqui!
Ela pega uma calça jeans e uma blusinha com gola. Ao sair do banheiro vestida e com os logos cabelos castanho-claro soltos pelo ombro passando pelos seios, Orlando teve a absoluta certeza que aquela mulher era linda.
-Vamos descer, Orlando?
-Ah... - Orlando saía do seu transe. - Sim... Vamos!
Eles tomavam café. Apesar deles terem ficado um bom tempo calados na mesa, o café da manhã havia sido bem agradável.
Eles andavam pelo jardim. havia conhecido Sidi. E havia adorado aquele cachorro. Até que ela fala:
-Orlando... Preciso ir pra casa. Tenho algumas coisas pra resolver.
-Tudo bem, eu lhe deixo. Tenho que dar uma volta com Sidi mesmo.
-Ok...
-Vou só pegar meu agasalho.
No caminho da casa de , Orlando parecia preocupado com o trânsito.
-Você está bem? - pergunta ela.
-Sim... Só tenho que prestar atenção. Tem paparazzi em todo lugar.
-Hum... Eu... Eu queria muito te agradecer Orlando. Por tudo, sabe? Acho que se fosse outra pessoa não faria isso por mim. Sou grata por tudo.
-Que isso ... Você não precisa...
-Preciso sim, Orlando! Quero que saiba que não esquecerei nunca o que fez por mim.
-Nossa . Você fala como se fosse morrer amanhã.
-Eu não sei o dia de amanhã, Orlando. Mesmo assim... É bem que não nos encontremos mais.
-Mas...
-Você é uma pessoa pública. Imagina o que os repórteres iriam falar se soubessem que você é amigo de uma... De alguém como eu! Iam deitar e rolar em cima de seu nome! Sem falar que tem Miranda e... Eu não quero que aconteça isso!
Orlando nada falava. Sabia que ela tinha razão. E também havia Miranda. Mas será que ele gostava mesmo de Miranda? Ah sim! Não haveria outra pessoa no mundo com quem ele quisesse passar o resto de sua vida.
-É melhor assim! - fala ela descendo do carro.
-É... Ok... Se é assim que você prefere...
Ela anda de costas e fala:
-Adeus...
-"Adeus" é tão forte, ...
-Mas é decisivo. Único!
Orlando sorrir para ela e fala:
-Você é decidida! Gosto disso!
-Eu gosto de ser assim!
Ela acena e entra no prédio.
Por que Orlando sentia um aperto tão grande no peito? O que aquela mulher tinha feito para mexer tanto com seus sentimentos? Será que era o último "Adeus" mesmo?
~
O mês de novembro estava bem frio. Estava com previsão de neve. andava muito preocupada com a saúde de sua mãe. O câncer havia se espalhado por todo o corpo. O tratamento não estava dando muito resultado agora. Para continuar a terapia, tinha que fazer uma operação. estava preocupada mesmo era com essa operação. Era muito cara.
-75 Mil dólares, ? - pergunta Phabianne.
-É Phaby...
-Nossa... Como você vai conseguir esse dinheiro todo?
-Não sei. Mas vou ter que rebolar para conseguir isso tudo. E de qualquer jeito!
De repente a porta da loja se abre. Uma senhora entra na loja. Atrás dela estavam Orlando e uma moça.
-? - fala Orlando ao vê-la.
-Oi... - ela estava sem jeito de vê-lo com outras duas mulheres.
-Orlando... - Samantha sorri para Orlando e . - Uma moça tão linda... E você atrás da...
-Samantha! - Orlando se irritou. - Por favor! Aqui não! Oh... Olá .
Ele a cumprimenta.
-Essa é minha irmã, Samantha. Sam... Essa é . Minha amiga.
-Olá! - fala Samantha bem humorada. - Encantada!
-Oi... - cumprimenta. - Igualmente.
-Essa é minha mãe. Sonia. - ele mostra uma senhora com as feições de Orlando. - Mãe, .
-Olá querida! - fala Sonia simpática.
-Oi... - também sorria simpática. Mas havia um sorriso vago e preocupado em seu rosto. - Bom gente... Eu vou indo. A gente... - ela olha desconcertada para Orlando. - Se vê por aí...
Ela vira para as outras mulheres e fala:
-Tchau. Prazer em conhecê-las.
Ela sai apressada da loja com lágrimas nos olhos. Talvez perdesse sua mãe para o câncer. Mas não perderia apenas ela. Perderia também a vontade de viver. Sua mãe era a única razão dela batalhar na vida. Perdê-la seria um golpe duro.
andava um pouco longe da loja quando um homem a chamou:
-!
Ela vira e vê Orlando. Ele corre até ela.
-O que você tem?
-Nada!
-Então por que está chorando?
Ela limpa suas lágrimas.
-Eu não estava chorando! Foi só uma... Areinha que entrou no olho.
-Ah ! Faça-me o favor! - ele olha incrédulo.
-O que quer? - ela estava com uma voz fria e seca. Sem emoção.
-O que você tem?
-Eu já disse que nada! - ela dá as costas e voltar a andar.
-Espera... Eu fiz alguma coisa que te deixou chateada?
-Não é você, não entende? Não lhe interessa.
-Ah... Sim. Me interessa sim! Se não me interessasse, eu não perguntaria.
-Me deixa em paz, Orlando! - ela fala sério para ele. - Volta para sua "Miranda Kerr"! Ela é bem melhor que eu. Se importe com sua vida! Deixa que da minha eu cuido!
Ele encara . Nunca havia visto ela assim.
-Eu não sei o que você tem! Mas posso chutar que é uma coisa muito grave para você falar assim de Miranda e falar assim comigo!
estava tão nervosa que as palavras saíram de sua boca mesmo sem perceber. Percebera que tinha deixado Orlando chateado.
-Olha... Desculpa, tá? Eu estou... Estou com alguns problemas. Preocupada com algumas coisas e acabei descontando em você.
-Agora posso perguntar sem ouvir o que eu não mereço?
respira fundo.
-Olha... Sua irmã e sua mãe estão esperando você na loja. Depois nos falamos. Não quero que as deixem esperando por minha causa.
-Ok...
volta a andar pela rua. Orlando corre para loja. Mas cai sobre seus pensamentos. Como falaria com ela agora? Só havia um jeito!
~
-. O Sr. Tolbby vai vir aqui hoje!
-E daí?
-Daí que hoje ele quer você de novo!
-Ah ... Desmarca! Aquele cara é louco.
-Não posso. Eu já confirmei!
-Você sempre se intrometendo na minha vida! Eu vou falar pela ÚLTIMA VEZ! PÁRA DE SE METER NA MINHA VIDA!
colocava sua roupa enquanto pensava em como iria ser aquela noite.
-Fiquei sabendo de sua mãe. - fala com a voz baixa.
-Como se você se importasse com ela! - ela ironiza.
-Eu sinto muito...
-Quem sente sou eu! - ela falava indignada e chorando. - Sinto por ter acreditado em você! Sinto por essa PORCARIA de emprego. Sinto pela merda da minha vida. EU sinto! EU é que sinto! Não você!
-Eu sinto sim! Eu sinto amor por você! - ele chega perto de .
-Sai de perto de mim! Eu que nunca vou amar um desgraçado como você! Sabe o que eu sinto por você? Desprezo! É isso que eu sinto! Desprezo. PENA! É só isso que eu sinto por você! Nada mais que isso!
-Se eu pudesse...
-Mas não pode! Você acabou com minha vida! Se voltasse... O que faria? Me enganaria mais ainda?
-Eu não teria feito o que fiz! Se arrependimento matasse...
-EU estaria morta! Não você. EU!
-...
-Eu te odeio! Sai daqui! SAI DA MINHA VIDA!!!! - ela grita chorando. sai do quarto um pouco atordoado.
-Um dia isso acaba! E eu serei feliz! Um dia isso tem que acabar! - olhava pela janela os homens chegarem.
Capítulo 7
Orlando tomava um banho. Estava bem preocupado com . Mas por quê? Devia está preocupado com Miranda, ELA SIM. Ela era a [i]sua noiva.[/i] E ele não falava com ela fazia uma semana. tinha razão. Ele não tinha nada com sua vida.
Ele saia do banho de toalha e o telefone toca:
-Oi!
-Orlando querido? - fala uma voz feminina ao telefone.
-Miranda? Oi amor! Como... Como vai?
-Aqui vai bem! Não deu para falar com você durante essa semana. Tenho trabalhado muito por aqui!
-Ah... Eu tenho ligado pra você. Só dá desligado.
-É... O meu celular não pega aqui! E como está indo aí?
-Hum... Aqui vai bem! Sua mãe comprou o resto dos móveis que faltava. Hoje sai com Sam e mamãe.
-Hum... - ela não fala por um tempo. - Estou com saudades de você! Do seu cheiro... Seu jeito. Eu não agüento mais!
-Meu amor... Também sinto falta de você! Logo, logo estaremos casados.
-Eu te amo!
Orlando ouviu essa última frase calado. Ele gostava muito de Miranda. Mas será que a amava?
-Querido... Preciso desligar! Amanhã eu te ligo!
-Ok... Pode deixar... Eu lhe ligo!
-Te amo!
Orlando desliga o celular. Sua cabeça estava doendo. Por que aquela conversa com Miranda o deixara tão abalado? A ponto de duvidar de seus sentimentos por ela? Mas havia outra pergunta. O que sentia realmente sentia por ?
~
Orlando chega ao bordel e a primeira pessoa que vê é .
-Sr. Orlando Bloom! Que prazer em vê-lo aqui! Veio procurar uma de nossas garotas?
-Você sabe muito bem quem vim procurar!
-Oh... Lamento informar que não está disponível hoje! - Orlando sentia um ar de satisfação.
-Você me ouviu! Eu vim procurá-la e não vou sair sem ela!
-Eu já lhe disse que ela não pode porque está com um cliente.
-Olha aqui... Conheço sua fama de vigarista. Sei o que você fez para ! Que a enganou! Quero que saiba que é ilegal! E eu posso lhe denunciar!
-Calma Sr. Orlando... Acho que não há necessidade de...
Ouve um grande estrondo e um grito. Orlando reconhece na hora.
-! - fala ele.
-Sr. Orlando...
-Onde ela está?
-Mas...
-Seu desgraçado... Onde ela está? - ele quase gritava.
Os outros clientes olhavam os dois.
-Ela está... No quinto quarto, subindo as escadas, seguindo pelo corredor. - fala vencido.
Orlando corre pelas escadas. Seu coração estava a mil. Tudo que fez anteriormente fora por impulso. Algo que lhe dizia que precisava protegê-la.
Correu pelo corredor ofegante. Parou em frente a quinta porta e a arrombou. Quando entrou no quarto viu um homem de uns 50 anos de idade com uma corda na mão. Mas a frente viu encolhida parecendo desmaiada.
-Que diabo é isso? - pergunta o homem com raiva.
-Eu que pergunto! Você é louco?! - Orlando fala com raiva pegando no colo.
Ele desce as escadas apressado.
-Hei! Você não pode...
-Você é louco! Tem problema psicológico! Procura um manicômio e se interna! Aqui ela não fica mais!
Depois a gente conversa! - Orlando leva-a para o carro.
~
acordou sentindo um cheiro de éter. Ao abrir os olhos, percebe que estava num quarto bem escuro. Apenas iluminado por um abajur. Orlando e a Sra. Maggie estava ao redor da cama olhando aflitos.
-O que aconteceu? - ela senta na cama.
-Você estava desmaiada querida! - fala Maggie.
-E como vim para aqui?
-Sra. Maggie... Será que a senhora poderia pegar um copo com água e açúcar para ?
-Claro Sr. Orlando.
Quando ela sai, Orlando vira para e fala:
-Você desmaiou depois que aquele desgraçado te bateu.
parecia recapitular tudo.
-Você está bem?
-Oh... Sim. Estou ótima. Mas o que... O que você foi fazer lá?
-Você disse que ia me contar o que você tinha. Não vi outra forma de te encontrar senão lá.
não falou nada até a Sra. Maggie chegar com o copo d'água e depois se retirar.
-O que foi que aconteceu? - pergunta ele.
se aproxima dele e fala:
-Você sabe que foi você que insistiu não é?
-Eu sei bem disso.
Ela respira fundo e fala:
-O estado da minha mãe piorou. O câncer se propagou por todo corpo. Os médicos dizem que o tratamento não adianta mais. E para tentar salvá-la só uma operação. Esse que é o problema! Não tenho como pagar essa operação.
-E quanto é?
-75 mil dólares.
-Nossa...
-Acontece que quando nos vimos eu tinha acabado de receber essa noticia. Por isso que estava estressada daquela forma. Acabei... Descontando em você e Miranda.
-Não... Tudo bem. Eu entendo!
-Eu só não sei mais o que fazer. - começava a sentir lágrimas em seus olhos.
-Você vai conseguir.
-Eu espero que sim. Porque senão... - começara a chorar. Mas era em silêncio.
-Por favor... Não chore... Vai dar certo. - ele limpava as lágrimas de . - Eu prometo...
Orlando sentia o coração apertar em cada lágrima que ela derramava.
-Por favor, ... Eu faço qualquer coisa... Mas pare de chorar.
Ele levou seus lábios até os de dando um selinho. Por impulso ele a beija de verdade. Quando ele para, o encara.
-Por que fez isso? - pergunta.
-Eu não sei. - ele fala beijando-a. - Mas eu não quero parar!
Ele a beija fazendo com que ela se deite na cama. sentia seu corpo esquentar em cada parte que ele tocava. Ele tirava as poucas roupas que tinha. Ele se sentia o homem mais feliz do mundo. Ele podia tê-la para ele. Mas por mais louco que ele tivesse ficando só de ver aquele corpo, havia um preocupação.
-Você é minha? - pergunta ele.
-Hã? - ela tirava a blusa dele.
-Você, é, minha? - ele a encarava agora.
-Sou! - ela rir. - Sou apenas sua Orlando. - ela deita na cama. - Apenas... Sua!
Ele beijava seu pescoço enquanto ela sorria.
-Eu quero que você seja apenas minha . Ouviu? Apenas minha!
Orlando levanta os cabelos de e começa beijá-la pelo pescoço. Podia sentir que ela gostava.
-Eu quero você! Eu preciso de você! - fala ele quase louco.
-Eu sou sua! - ela diz abrindo os braços e se sentando na cama. - Me tenha!
Capítulo 8
O dia amanhecia muito mais frio naquela manhã. Havia nevado durante a noite. acordava lentamente. Percebeu que estava em baixo de lençóis e do seu lado estava Orlando dormindo. Aquela tinha sido a melhor noite que já tivera durante todo o tempo que estava em Londres.
Ela gostava dele? Não! Não podia gostar dele. Ele era demais para ela. E ainda mais ele era noivo. Esse pensamento deixou na cama por um bom tempo. Pouco tempo depois, Orlando acordou.
Ela ficou receosa em falar com ele. Tinha feito tudo com ele durante a noite. E o pior... Tinha gostado. Mas ela não podia mentir para si dizendo que ele fôra como um cliente. De cliente ele não tinha nada!
Realmente Miranda tinha sorte que um cara como Orlando gostasse tanto dela.
-Bom dia! - ele fala sorrindo.
-Bom dia... - sua voz quase não saiu.
-Você... Está bem?
-Oh... Sim. Estou ótima.
Ele senta na cama e olha para ela desconfiado.
-Você gostou mesmo? Está parecendo que não.
-Oh... Não Orlando. Eu adorei! - ela corrige na hora. - É que... Bom... Fomos sempre sinceros um com o outro. É que... Ain... Nem sei por onde começar.
-Comesse pelo começo! - ele ri.
-Engraçadinho... - ironiza ela. - Porque fomos além ontem à noite. E eu não lhe tratei como cliente.
Ele se vira para ela incrédulo.
-Eu por acaso lhe tratei como objeto? - ele pergunta bem sério.
-Claro que não, Orlando! - ela fala indignada.
-Então não quero que você me trate como cliente.
Ele se aproxima do rosto dela.
-Todas aquelas palavras de ontem não foram ditas para o ar. Não foi só num momento de prazer. Eu falei sério.
-Acontece que é difícil acreditar. Você deve ser rodeado de mulher ricas, famosas e bonitas.
-Eu nunca procurei isso. Eu tenho minha carreira, minha fama e meu dinheiro. Sem falar que você deixa qualquer atriz de Hollywood no chinelo.
-Orlando... Nada do que você disser, nem minha beleza nem nada, vai mudar o que eu sou!
-O que ERA!
Ela ri.
-O que "era"?
-Exatamente!
-Espera aí Orlando... Como assim?
-Você não vai mais trabalhar nisso! Você não merece. Não precisa!
-Preciso sim, Orlando! Como eu vou viver? Pagar a operação da minha mãe? Pagar minhas contas? Eu não sou rica e nem "filhinha-de-papai" que o que eu quero eu tenho.
-Mas eu posso lhe sustentar e...
-Não Orlando! Eu sempre trabalhei a minha vida toda! Nunca dependi de ninguém. Tudo que tenho eu batalhei pra conseguir. Não com o melhor trabalho. Mas com o meu trabalho! E não vai ser agora que eu vou precisa de alguém pra me sustentar. Até minha mãe, que é minha mãe, me sustentou até aos 14 anos. Me desculpe Orlando. Mas eu não aceito isso! Preciso sobreviver sim. Mas não sobreviver à custa dos outros.
Orlando entendia ela. Ele também fora assim quando era mais novo. Lutou, batalhou e hoje ele se tornou o que era graças ao seu trabalho. Mas ele não queria vê-la fazendo aquele tipo de trabalho.
-Eu não quero ser a "outra" mais uma vez Orlando. Eu fui minha vida inteira isso. Mas eu não quero ser de novo. Não de quem eu amo!
Ela se levanta da cama e veste suas roupas no banheiro.
-Aonde você vai? - pergunta ele vendo que ela ia abrir a porta do quarto.
-Vou pra casa!
-Você não vai sair sem se alimentar. E nem vai com essa roupa num frio desses!
-Não tem importância. Eu vou!
-Não, não vai! Não antes de tomar uma boa xícara de café e se alimentar direito. E com uma roupa apropriada para esse frio. E não adianta reclamar! Eu não vou deixar você sair num frio desses. Eu vou lhe deixar em casa.
~
Orlando dirigia o carro calado. olhava para as ruas sem dizer uma palavra também. Quando Orlando para em frente à casa de , ele finalmente pergunta:
-E aí? Vai continuar assim?
-Assim como?
-Sem você falar comigo, eu sem falar com você...
-Você que não está falando comigo!
-Eu? Não! Você que não está falando comigo!
-Eu estou falando normal!
-Não, não tá! E acho bom pararmos que essa briguinha besta.
olhava para o lado com um pouco de raiva, mas não queria continuar brigada com ele.
-Por mim... - fala ela com indiferença.
-Então pra você não faz diferença nenhuma se estamos brigados ou não?
-Eu não disse...
-Vocês são todas iguais! - ele fala com um sorriso zombando.
-Iguais? De que está falando? - ela pergunta virando-se para ele com uma surpresa mais ao mesmo tempo raiva.
-Vocês... Prostitutas... São todas iguais!
Orlando falava sem pensar e não percebeu que o que falava tinha magoado profundamente.
-É mesmo? Então fui eu quem foi atrás de você? Que insistir para saber qual era seu problema? Fui eu que foi buscar você na porcaria daquele bordel? Fui eu que comecei a lhe beijar? Fui eu que comecei a TRANSAR com você? Foi tudo eu? Eu aceitei a proposta de viver na vida mansa a custa de você, não é? Ok... EU que sou isso que você diz. Mas sabe? Até que foi bom pra eu ver quem você é realmente! Parabéns! Você conseguiu acabar com toda boa imagem que eu tinha de você! Volte para Miranda! Ela deve te merecer! Sei quem você é agora!
sai do carro batendo a porta.
-... Espera! Desculpe-me! Falei sem pensar!
-É... Normalmente vocês fazem isso! E eu que pensei que você fosse diferente. Que pena que me enganei. Sorte que descobri isso agora!
Ela corre para dentro do prédio. Subia as escadas chorando. Já estava sem forças. Entrou em seu apartamento, fechou a porta e ficou encostada nela. Pensava em todas as cenas daquela noite.
-Será que foi tudo uma farsa? Nada do que ele disse era verdade? Por quê? - ela chorava. - Meu Deus! Pra mim foi tão especial, aquelas palavras. Eu me senti amada depois de tanto tempo! Mas ele não pode ser igual. Por que o amo?! Eu o amo muito! - ela escorregava pela porta sentando no chão chorando.
Capítulo 9
-Descobriu quem ele é, ? - zombava enquanto ela trocava de roupa.
-Não enche seu idiota!
-Eu que sou idiota agora? Que coisa engraçada...
-Olha aqui ... Da minha vida cuido eu, ok? Eu trabalho, você recebe, e fim de papo! Agora some!
-Ok! Mas ele te enganou direitinho, não foi?
-Some... Da minha... FRENTE!
-Tá tá... Sem estresse!
Ele sai do quarto rindo. não conseguia entender como uma pessoa conseguia ser tão cínica a esse ponto.
colocava seu salto alto quando a porta se abre.
-Já disse que é pra sumir da minha frente ! Que saco! - ela fala sem olhar pra trás. - Sai daqui ou senão eu não respondo por mim.
-Desde quando meu nome é ? E você vai ter que responder sim por si!
fecha os olhos e fala murmurando.
-Orlando... - ela se vira para ele. - O que quer aqui? Por acaso eu pedi para "usufruir" do seu dinheiro hoje? Olha aqui...
Ele a pega pela nuca selando um beijo em sua boca.
-Você não pode fazer isso! - ela limpa a boca.
-Pra que limpar se você gostou?
-Esse que é o problema... Eu ADOREI! - ela pega na cabeça. - Você não devia ter feito isso!
-Por que não? Na noite passada...
-Na noite passada, eu NÃO sabia quem era você. Por isso me entreguei de corpo e alma. Que burra eu sou, não é? Acreditar que você podia sentir algo por alguém como eu. Sou uma idiota mesmo!
Ele não fala nada.
-Eu não acredito que eu acreditei mais uma vez em um homem! Meu Deus!
-Eu já pedi desculpa, tá?
-Como se isso apagasse o que você falou!
-Eu já te disse que falei sem pensar!
-Está vendo aqueles homens? - ela aponta para janela que dava pra ver lá embaixo quem entrava e quem saía. - Homens importantes. As mulheres com certeza estão em casa enquanto eles vêm traí-las aqui! Vagabundos, não são?
-Eu não sou igual a eles, !
-Não? Não mesmo Orlando? E Miranda? Sua noiva que está em Tókio? Ela pelo menos imagina o que aconteceu na noite passada na sua cama? Onde eu aposto que vocês já tiveram noites e mais noites de amor? Não né? Então isso inclui VOCÊ nesse grupo!
Orlando não fala nada. Ela tinha razão. Aliás... Toda razão!
-Se você faz o que faz com ela, que é rica famosa e sua noiva, imagina o que você faria comigo que sou uma qualquer!
-Eu gosto de você! - ele fala firme, mas por impulso.
-Não fale palavras sérias por impulso, Orlando!
-Não é por impulso, ! Elas são verdadeiras!
-Eu já falei uma vez, mas eu vou repetir para ver se você entende: Eu não nasci pra ser a outra da pessoa que eu amo!
Orlando a encara.
-EU preciso de você! É sério!
-Você quer dizer que precisa dos meus serviços.
-Me dâ uma chance!
-Chance pra quê? Pra me decepcionar mais uma vez?
-Não! Pra eu te mostrar que gosto de você!
Ela se sente atraída por ele, mas resiste.
-Não! Eu não vou dar merda de chance nenhuma pra você! Se você precisa de alguém pra apagar esse seu fogo, tem um monte de garotas lá embaixo. Ou então se você tiver um pingo de vergonha na sua cara, pegue um avião para Tókio e corre atrás de sua noiva! Alguma coisa que ficou entre mim e você foi só a decepção.
-E uma noite de amor! - completa ele. Vencido por ela, ele resolve desistir.
-Ok... Pensei que esse coração fosse capaz de perdoar alguém. Mas me enganei. Talvez você tenha razão! Não adianta mais dar murro em ponta de faca.
Ele sai do quarto. senta na cama.
-Como eu queria te perdoar meu amor! Sair daqui com você agora. Mas não posso! Você é de Miranda. Não meu!
Capítulo 10
chegava em casa mais cedo, naquela noite. Não tinha dado muito movimento naquela noite. Ia dar era prejuízo em Diego. Então ele resolveu dispensar todas as garotas.
também não estava com cabeça pra nada. Não tinha tirado a conversa com Orlando da cabeça. Ao abrir a porta, vê dois papeizinhos no chão. Ela pegou um e viu um cheque de 75 mil dólares. ficou assustada. Pegou o outro papel e leu
;
Você é muito cabeça dura. Mas aceite esse cheque pelo bem de sua mãe! Sei o quanto ela é especial pra você! Aceite como um presente de natal adiantado. Não seja orgulhosa. Aí está o dinheiro que você precisa pra SALVAR sua mãe! Aproveite
Com amor.
Orlando Boom!
Ela fecha o papelzinho e olha o cheque. Atrás tinha os números dele. Decidiu que ligaria para ele pelo menos para agradecer a ele pelo que tinha feito.
-Alô?
-Olá... Quem é? - pergunta o homem.
-Hei, Orlando. Aqui é e...
-!
-... E eu só liguei pra te agradecer por ter se preocupado com minha mãe.
-Acho que não precisa agradecer.
-Preciso! Devo! Eu aceito só porque minha mãe está precisando muito. Não por mim!
-E quando ela vai vir pra fazer a operação?
-O mais rápido possível. Acho que essa semana ainda.
-Quando ela chegar não deixe de me avisar.
-Pode deixar! Quando ela chegar, saberá que foi você que pagou a operação.
-Não precisa!
-Precisa sim!
Eles se calam ao telefone.
-Mesmo assim... Obrigada!
-Não há de quê! Não se esqueça de me avisar, viu?
-Ok... Tchau!
-Tchau...
desliga o telefone com um aperto no coração. Queria mesmo era ficar com ele aquela noite, na noite seguinte, nas próximas noites, a vida toda...
~
esperava sua mãe no aeroporto. Diego havia dispensado ela até sua mãe voltar para o Brasil. Pouco depois Orlando chega.
-Ela já chegou? - ele pergunta sentando ao lado de .
-Não. O vôo atrasou vinte minutos. Mas ela já está chegando.
-Ainda bem que cheguei a tempo. Pensei que ela já tinha chegado.
-Hm...
Eles ficaram calados por um tempo até Orlando ficar impaciente e falar:
-Eu não agüento mais toda essa frieza! Você não é assim!
-Frieza? Não!
-Você está fria sim!
-Estou lhe tratando como você merece!
-E eu mereço essa frieza?
-Não tem porque de lhe tratar de outra forma.
-Pelo menos finge que me conhece!
-Pra quê? Tem tantas garotas que te conhecem. Olha ali! - ela aponta para algumas meninas que olhavam e apontava pra Orlando.
-Olha aqui... Eu já te pedi perdão! Você não é obrigava a aceitar. Mas ficar jogando na minha cara o que fiz, eu não posso aceitar. Eu errei sim! Sou humano. EU erro sim. Erro como você e como qualquer um aqui. Mas cabe agora às outras pessoas perdoarem.
não responde o comentário dele porque quando ia falar, sua mãe desembarca.
-Mãe... - ela corre para abraçar sua mãe.
Orlando via que os olhos de brilhavam quando ela viu sua mãe. Ao abraçá-la, viu que algumas lágrimas caíram dos olhos de ambas. Foi uma cena linda. Orlando se lembrou da vez que passou dois anos em Nova Zelândia para gravar "Senhor dos anéis". Quando viu sua mãe... Foi uma emoção só.
-Minha filha... Que saudades de você! - fala Sandra, sua mãe, a abraçando.
-Eu também, mãe! - ela beija sua bochecha. - Eu quero que você conheça uma pessoa.
Ela caminha com Sandra até Orlando.
-Esse homem que pagou sua operação!
Sandra olhou para ele. Era bem bonito e deduziu que ele era namorado de .
-Oh... Querido... - seus olhos se enchiam de água. - Eu nem sei como agradecer!
Ela abraça Orlando. Ele recebe o caloroso abraço.
-Não tem do que me agradecer. Eu só ajudei com uma pequena parte. Quem fez todo o trabalho foi essa garota aí. - ele aponta para que sorria para ele. - Parabéns por ter criado uma garota como ela. é decidida. Não troca sua opinião por nenhum dinheiro.
-Todo amor que dei a ela me retribuiu. E agora deixo você amá-la.
-Não mamãe... A senhora não está entendendo! Eu e Orlando não temos nada!
-Não? - pergunta ela surpresa.
-Não, não Sra. Sandra. Somos amigos. - ele olha para .
-É mãe... - ela desvia do olhar dele. - Somos só bons amigos!
-Ah, que pena! Vocês formam um belo casal!
fica levemente corada.
-Mãe... Ele é noivo! Deixa de falar besteiras e vamos logo!
Capítulo 11
-Sua casa é muito bonita, filha! – Sandra olhava os
quadros na parede.
-Concordo com sua mãe! – ele diz olhando para a casa.
-Você nunca veio aqui? – pergunta Sandra.
-Nunca passei da portaria. Mas não vão faltar oportunidades!
Ele encara que riu.
-É... Só o que não vai faltar é oportunidade! – ironiza ela.
leva sua mãe ao quarto para se acomodar e volta para sala.
-Acho que já vou indo...
-Ah... Eu lhe acompanho até a portaria.
Eles descem no elevador sem dizer uma palavra. Quando chagaram na portaria,
falou:
-Acho que a palavra que eu tenho que dizer é obrigada, né?
-Você não precisa dizer se não quiser.
-Mas eu quero dizer! – ela sorri.
Ele sorri e a encara.
-Me perdoa! Eu sinto muito pelo que falei! Eu sei... Fui um idiota.
-Tudo bem! – ela sorri mais ainda. – Me perdoa também por eu ser tão cabeça
dura. Eu sou orgulhosa demais e...
Ele puxa-a pela cintura e der-lhe um beijo.
-Eu vou ter que ir ... – fala ele com dificuldade de soltá-la.
-Não vai... – ela volta a abraçá-lo e a envolvê-lo num beijo.
-Eu... Preciso ir... – ele solta-a sorrindo. – Amanhã apareço pelo
hospital pra ver sua mãe.
-Eu... Posso te esperar realmente, né?
-Claro!
Ele a beija mais uma vez e vai para o carro.
Orlando chega em sua casa e encontra a Sra. Maggie andando pra lá e pra cá.
-O que foi, Sra. Maggie?
-Sr. Orlando, a mãe da Srta. Miranda acabou de ligar. Ela mandou avisar que
Miranda passou mal em Tókio.
-O que ela teve? – pergunta ele nervoso.
-Não sei. Ela não explicou bem!
-Ok... Ligue para Peter e avise que eu quero meu jatinho preparado pra daqui
a... – ele olha no relógio. – Uma hora e meia. Para Tókio
-Sim Senhor...
Orlando corre pelas escadas e vai para o quarto. Pega sua mala e rapidamente
começa a jogar pares de roupas na mala. Desce as escadas correndo e paga seu
carro. Dirigindo para o aeroporto, disca alguns números e fala com Peter, seu
agente.
~
Orlando desembarcava no aeroporto de Tókio. Foi a uma loja de aluguel de carros
e alugou o mais fácil. Estava bem apressado para saber qual o estado de
Miranda.
Ao chegar à recepção do hotel, Orlando fala com um jovem atendente. Explica a
situação e dá o número do quarto.
Orlando chegava no 25º andar onde tinha dois corredores imensos. Anda mais
alguns segundos pelo corredor e pára em frente ao quarto 1.942. Bate na porta e
espera um pouco.
-Orlando? – pergunta Miranda feliz e surpresa. – Nem acreditei quando o cara
da recepção disse que você estava aqui!
-Vim imediatamente. Quando fiquei sabendo pela sua mãe que passou mal...
-Ah... Foi por ela? Ela é muita exagerada. Tive só uma queda de pressão. O médico
me falou. Por causa do fuso horário.
-Então você está bem? – pergunta ele mais aliviado.
-Estou ótima! Feliz por você está aqui!
-Ah... – ele estava muito incômodo. Não sabia porquê. – Estava... Com
saudades...
-Ah querido... Eu também! – ela o abraça e o beija.
Ele estava beijando-a. Mas estava confuso demais. Pensava muito em .
-Você está bem, Orli?
-Oh... Sim!
-Entra... Entre meu amor!
~
Orlando chegava à sua casa cansado. Naquele dia não entrara no quarto do hotel
com Miranda. No caminho pra casa pensara até o porquê. Só sabia que aquilo
tudo tinha durado 4 dias e meio. E como estava ? Sua mãe estaria bem? Como
iria saber? Não tinha falado com ninguém durante aquele tempo.
Ele estaciona o carro na garagem e entra em sua casa. Ao entrar na sala, ver a
Sra. Maggie andando pra lá e pra cá.
-O que foi dessa vez, Sra. Maggie? – ele perguntava mais cansado ainda.
-Oh Sr. Orlando... Estava esperando o senhor chegar. , sua amiga, ligou pra
avisar que quando o senhor chegasse fosse imediatamente para o hospital. Sr.
Orlando... A mãe dela está em estado gravíssimo.
-Meu Deus! ... – Orlando corre para o carro.
~
estava sentada em uma cadeira da sala de espera. Não dormia a mais de 24
horas. Seus olhos além de vermelhos (de tanto chorar) estavam cansados. Seu
corpo pedia uma cama. Mas ela não saia dali até ter noticias do estado de sua
mãe.De repente ouve uma voz lhe chamando.
-! – ela olha pra o lado e vê Orlando.
Ela se levanta da cadeira e corre para abraçá-lo.
-Orlando...
-O que foi que aconteceu?
-Minha mãe... Não está suportando a operação. – ela chorava. – Ela não
pode morre, Orlando. Não... Não pode!
-Shiii... – ele a abraça tentando acalmá-la. – Ela não vai morrer! Vai
ficar tudo bem! Calma...
Ela chorava muito.
-Fique tranqüila, meu amor... Vai dar tudo certo!
Orlando não sabia mais o que fazer. Estava desesperado para fazê-la feliz.
Pela primeira vez chamava-a de “amor”. Ela sim! Ela precisava do seu amor.
Do seu carinho, da sua atenção.
-Não chore mais... Vai dar certo! Tudo vai dar certo!
Ele a abraça bem forte.
Capítulo 12
- Não adianta ficar aqui, ! - fala Juan, o médico responsável pela operação de Sandra.
-Não... Eu não vou sair daqui!
-O doutor tem razão, . Não adianta você ficar aqui! - diz Orlando.
-Mas eu não posso sair e deixar minha mãe nesse estado.
-Ela não piora ou melhora se você ficar ou não aqui! Você precisa descansar . Você não come e nem dorme há dois dias. Assim quem vai acabar adoecendo é você.
-... Já é de madrugada. Eu te deixo em casa. Não vai adiantar nada você ficar aqui.
-Orlando...
-Não adianta.
respira fundo e se vira para o Dr. Juan.
-Dr. Juan, se ela piorar ou melhorar, me ligue imediatamente. Eu não vou conseguir dormir mesmo.
-Ok, eu lhe aviso assim que puder. Mas tente descansar.
-Pode deixar, Doutor. - fala Orlando segurando firme nas mãos de . - Eu me encarrego disso. Vamos?
-Vamos... É o jeito...
Orlando caminha ao lado dela até o carro. Quando ele estava dirigindo finalmente pergunta:
-Como foi que isso aconteceu?
-A operação em si foi um sucesso. O problema foi os medicamentos. O corpo não recebeu bem. De uma hora pra outra ela ficou em coma. Eu me desesperei.
-Meu Deus... Por que eu não estava aqui? - Orlando se culpava de não estar perto de naqueles dias.
-Tudo bem Orlando... Você tem sua vida!
-Não ! Eu estou com você nisso!
-Você foi pra Tókio, não foi? Como está Miranda?
-Melhor do que eu e você juntos! - fala ele chateado.
-Como assim? Ela não passou mal? A Sra. Maggie me falou.
-Foi só uma queda de pressão. Fui lá pra perder tempo.
-Perder tempo? Você não ficou feliz de ver sua noiva?
-Fiquei feliz de ver minha noiva bem, isso sim! Mas a gente mal se falou. Eu cheguei lá e voltei poucas horas depois.
-Nossa...
-Eu só não acredito que não estava aqui quando isso aconteceu. Eu te deixei sozinha...
-Eu já estou acostumada a ser sozinha.
Existia uma tristeza naquela frase.
-Não mais... - ele fala pegando nas mãos de . - Eu estou aqui!
-Mas não vai estar sempre! No final eu sempre acabo sozinha!
-Não dessa vez! - ele respira fundo para fala o que estava prestes a explodir em seu coração. - Eu nunca disse isso pra ninguém. Pra nenhuma outra mulher! Nem Miranda ouviu isso de mim com a mesma intensidade. Lá vai... , você mexeu comigo. Muito. Você sabe disso! Desde quando te vi na despedida de solteiro do Leví. Eu... Eu devo está louco. Mas eu vou dizer antes que eu enlouqueça. Eu te amo. Te amo muito, . Você nem faz idéia. Não sei como e nem porquê, mas você mudou tudo em mim!
ouvia aquelas palavras não acreditando em seus próprios ouvidos.
-E eu estou disposto a tudo pra te fazer a mulher mais feliz do mundo!
-Eu... Orlando...
-Eu desaprendi a viver sem te ver, sem você.
-Orlando... E Miranda?
-Eu acho que já está na hora de parar de fingir que eu ainda sinto alguma coisa por ela.
-Mas...
-Namora comigo?
Orlando não falava por impulso. Mas sabia que ia ser muito difícil falar com Miranda e acabar com tudo.
-Eu... Hã? - estava confusa.
-Namora... - Ele pára o carro, segura nas mãos de e olha em seus olhos. -Comigo?
Ela abre um largo e lindo sorriso.
-Claro! Claro que sim, meu amor!
~
Orlando entrava no apartamento segurando . Ele à leva imediatamente para o quarto.
-Nossa... Como esperava isso! - fala ele tirando sua blusa.
-Você não imagina o quanto que eu também! - ela diz, ajudando a tirar a roupa dele.
Ele a segura pela cintura e a pressiona contra o peito.
-Eu te amo tanto! - ele falando dando um beijo no seu pescoço.
-Então estamos quites. Porque eu te amo demais!
~
O telefone tocava às 9:43 da manhã. acordara imediatamente.
-Alô? Ah... Sim... Ok! Obrigada, Doutor! - ela fala radiante e corre para o quarto. - Acorda Orlando!
Orlando acorda lentamente, olha para que tinha um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.
-Estou vendo uma miragem?
-Não bobo! O Dr. Juan acabou de me ligar. Mamãe acordou agorinha. Ela está bem, Orlando! Ela respondeu bem a operação!
Ele levanta instantaneamente.
-Vamos para o hospital agora!
-Vem cá! - Ela o puxa pelo braço e o beija. - Agora sim! Vamos ao hospital!
~
Orlando e chegavam ao hospital, apressados. entrou no quarto de sua mãe imediatamente.
-Mamãe? - ela bate na porta e abre.
-Olá filha! Entre!
-Que susto a senhora me deu! - caminhava até a cama que sua mãe estava deitada.
-Fiquei sabendo que a senhora só arredou o pé daqui ontem à noite.
-E sobre protestos. Por muita insistência do Dr. Juan e de Orlando.
-Orlando, hein, filha? O que você sente por ele?
-Como assim, mamãe? Eu o tenho como amigo!
-Você não me engana . Nunca conseguiu. Seus olhos brilham quando fala dele.
-Não mãe! A senhora está muito enganada com relação a isso. E sem falar que ele é noivo!
-Quando eu conheci seu pai ele era noivo e eu também era noiva. Isso não atrapalhou em nada.
-Acontece que papai não era famoso que nem Orlando. E nem a senhora era famosa que nem Miranda.
-Você gosta dele, não é?
Sandra conhecia sua filha muito bem. Às vezes mesmo não conseguia entender como ela conseguia lhe tirar informações secretas.
-Francamente... A senhora daria uma boa promotora, sabia? Consegue enrolar as pessoas direitinho.
-Acho que eu ia dar uma ótima promotora.
Elas riem e se abraçam.
De tarde, Sandra recebe a visita de . Orlando não gostou nada da aparição dele no hospital. Olhava direto para e jogava várias indiretas.
Capítulo 13
-Ai... Estou exausta! - se jogava no sofá de sua casa. - Graças a Deus mamãe vai sair daquele hospital amanhã. Pelo menos aqui eu fico de olho nela!
Orlando deitava na frente dela. O sofá não era muito grande, mas cabia duas pessoas de lado. começara a fazer cafuné na cabeça dele.
-Você está mais linda hoje que ontem, sabia?
Ela continuava a acariciar o cabelo dele.
-E você está tão lindo quanto sempre!
Ele se vira para ela.
-Eu te amo. De verdade, sabe? A cada minuto que eu passo com você tenho mais certeza disso!
-E a cada minuto que passa, eu sinto mais que você é meu. E sinto também que sou mais sua.
-E isso é verdade. - ele ri. - Não é?
Ela sorrir, mas não responde.
-Orlando... Tudo não é um conto de fadas. Você sabe disso. Não existimos apenas nós dois. Existe Miranda também.
-Miranda...
-Eu tenho medo desse seu sentimento por mim acabar de uma hora pra outra e prevalecer esse sentimento que você sente por Miranda.
-Não! - ele a beija. - Não meu amor! O que eu sinto por você é diferente. É real! Eu sinto que é real. Eu tenho certeza.
-Então... Se é tão real... Existe a escolha.
-Não. Eu sei! E é isso mesmo que vou fazer. Amanhã mesmo eu ligo pra Miranda e acabo tudo.
-Orlando... Você tem certeza que é isso mesmo que você quer?
-Sim, meu amor! É isso que eu quero! Eu quero você! - ele beija com todo amor que tinha. Amava aquela mulher? Sim! Com todo seu coração. Ela tinha conquistado isso!
~
Orlando nunca achou que discar o número de Miranda fosse tão difícil. Mas estava decidido a acabar com esse noivado. Ele disca o número e espera alguns segundos.
-Olá amor! - fala Mirando do outro lado da linha.
-Oi... Miranda.
-Como você está?
-Bem... Estou bem. Preciso te dizer uma coisa e...
-Antes de você dizer qualquer coisa... Hoje eu experimentei meu vestido de casamento. Leo veio de Londres até aqui para medir. Está lindo! Muito lindo. Custou uma nota preta. Mas vale a pena. É o nosso casamento. Não é, amor?
Orlando fica mudo ao telefone.
-Sim... - ela volta a falar. - O que ia dizer?
Orlando sente seu corpo se torcer todo por dentro. Seu coração começou a acelerar. Alguma coisa lhe dizia que precisava fazer aquilo, mas outra parte dizia que iria fazê-la chorar. Ia fazer Miranda chorar. Meu Deus!
-Orlando?
-E... eu... eu ia dizer?
-É Orlando... Você ia dizer uma coisa. Não se lembra?
-Ah... É claro... É que... Bom... Eu... - Orlando fecha os olhos e planeja falar o que tinha que falar, mas acaba saindo outra frase. - Eu consegui um Buffet para nosso casamento.
-Oh... Que ótimo! - Miranda sorrir do outro lado da linha. - Mas pensei que fosse outra coisa. Estava tão sério e preocupado. Tem certeza que não me esqueceu de contar mais uma coisa?
-Não. Tenho certeza...
-Ah ok. Orli... Desculpa, mas eu vou ter que desligar. Estão me chamando aqui.
-Ah... Ok...
-Tchau amor! Eu te amo!
-E... Eu também...
Ele desliga o celular com os olhos fechados. Ele vira e vê na porta da cozinha olhando para ele. Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
-Você na teve coragem, não é?
-... Eu...
Ela corre para se quarto e se tranca.
-Abre... Vai ! - Orlando batia na porta.
-Me deixa Orlando! Eu quero ficar só! - estava com a voz embargada.
~
-Tenta me entender, ! - Orlando estava sentado na beirada da cama de . - Deu um nervoso na hora e eu acabei não falando. Ela disse do vestido... Tente me entender. Eu não pude falar.
-Eu só... Só achei que você tivesse desistido de mim! - ela olhava para baixo.
-Nunca! Eu nunca vou desistir de você. Você me mostrou outro mundo. O mundo que eu realmente não conhecia. Eu te amo. Você sabe disso.
-Às vezes isso tudo parece um sonho. Eu queria tanto que não fosse difícil! Que não houvesse Miranda. Apenas nós dois...
-Vai ser assim logo, logo meu amor! Confia em mim! Eu vou falar com ela e tudo vai acabar bem!
Ele olha para os lindos olhos verdes de . Apaixonara-se por ela por completo.
-Eu te amo tanto! - ela fala soluçando.
-Eu não sei mais viver sem você! Eu juro! - ele se aproxima dela.
Eles se beijam.
-Eu quero tanto te fazer feliz! - Ele fala enquanto a deita na cama.
-Eu quero depender dessa felicidade!
-E eu não vou desistir de você!
Eles se afogam em um beijo apaixonado.
-Não desiste de mim! Por favor! - ela pedia entre um beijo e outro.
-Nunca! - ele a beijou mais apaixonado ainda. - Eu te amo!
~
Sandra chegava ao apartamento acompanhada de e Orlando. Era de tardezinha. discutia com ela porque teimava que queria fazer o jantar.
-Não mãe! Sem condições! Não está vendo seu estado?
-Eu estou ótima, ! Larga mão de ser durona! Eu vou fazer o jantar!
Sandra era igual à . Quando colocava uma coisa na cabeça, não tinha santo que tirasse. Orlando e resolveram ajudar Sandra na cozinha. Orlando ficava o tempo todo no fogão. e Sandra não deixavam ele ficar em outro lugar senão virava bagunça. ficava encarregada de fazer o molho da lasanha e carregar as coisas de vidro e Sandra de fazer a massa da lasanha.
Orlando era que fazia a graça na cozinha. Contava piadas sem graça, assustava quando ela chegava perto do fogão, adorava ficar cantando fazendo com que e Sandra tampassem os ouvidos. Chegou até a levantar e nessa brincadeira, acabou pisando no molhado fazendo que os dois caíssem no chão provocando muitos risos.
Quando tudo estava preparado, arrumou a mesa...
-Conte-me um pouquinho da sua história, Sra. Sandra.
-Bom... Eu nasci em Minas Gerais. Interior de Minas. Nasci em uma família rica. Meu pai era um grande fazendeiro na época. Eu fazia apenas... Nada.
Eles riem.
-Bom... Fiquei noiva, contra minha vontade, com um filho de um fazendeiro amigo do meu pai. Eu não queria. Um dia voltava da aula e Jonas se esbarrou em mim. Fiquei com ódio e comecei a xingar ele de tudo quanto foi nome. Ele me pediu desculpas. Fiquei sem graça. Começamos a conversar e pouco tempo depois, descobrimos que estávamos apaixonados um pelo outro. Só que eu estava noiva e ele também.
Orlando segura nas mãos de por debaixo da mesa.
-Fugimos! Fugimos e fugimos... Sem rumo é claro! Meu pai me deserdou. Nos casamos e descobri que estava grávida. Foi uma gravidez de risco. Por isso resolvemos voltar para Minas. Vivemos lá até Jonas morrer. Hoje eu moro lá.
-Mas ele faleceu de quê? - pergunta Orlando interessado.
-Ataque cardíaco.
-Nossa...
-Mas fomos felizes. Sempre pobres, sabe? Mas, muito felizes.
-Isso é o que importa! - Orlando sorrir.
-Bom... - Sandra se levanta. - Acho que vou lavar a louça.
-Nada disso, mamãe! Pode deixar que isso eu faço!
Sandra sorri. Despede-se dos dois e vai se deitar. junta toda louça e leva para a pia. Orlando se encarrega de enxugar a louça.
-Sua mãe é um barato!
-É verdade! - sorrir.
Ele abraça que estava de costas.
-Orlando! Minha mão está cheia de sabão! - ela passa a mão no nariz dele e fica uma espuma.
-Ai... Agora você vai ver!
Ele ensaboa a mão.
-Você não teria coragem! - ela brinca, rindo.
-Ah não? Será? Vou passar no seu cabelo!
-Você não faria isso!
-Ah sim! Faria sim!
Ele corre e a abraça colocando espuma no cabelo dela.
-Ai... Você é louco!
-Sou sim! - ele a abraça. - Louco por você!
-Eu te amo! - ela diz oferecendo sua boca para ele.
Ele aceita sua boca dando um beijo longo e apaixonado.
-Tem certeza? - ele pergunta olhando para ela.
-Sim! - ela ri. - Eu tenho certeza!
Eles voltam a se beijar.
Capítulo 14
Ao acabarem de lavar a louça, Orlando decide ir para casa. Com muita dificuldade, é claro. Mas pede para o acompanhar até a portaria porque tinha algo muito importante para falar com ela.
-O que foi? - pergunta chegando ao lado de Orlando na portaria.
-Eu tenho duas coisas importantíssimas para lhe dizer.
-Então fala logo! - ela diz impaciente.
-A primeira é mais um pedido. Você sabe que eu te amo muito, não é? Mais que um dia eu pensei amar alguém. Eu não suportaria lhe ver com outro homem. Por isso eu te peço: não trabalhe mais com o . Eu sei que você quer fazer por merecer o que tem. Mas entenda que agora as coisas não são como antes. Você sabe disso! Então peço muito para que pare de viver nessa vida. Por mim. É um pedido de quem te ama! Tenho certeza que você pode conseguir outro emprego.
-Tudo bem, Orlando. Eu faço isso por você.
-Ok... Assim eu fico mais aliviado!
-E a segunda?
-Eu resolvi que não vou falar com Miranda pelo telefone. Eu vou para Tókio amanhã.
-Orlando...
-Eu resolvi que é melhor assim! Para não haver mágoas. Entende?
-Orlando... Você tem certeza que quer isso? Você não conseguiu falar com ela pelo telefone. Imagine cara a cara.
-Confia em mim, ! Eu vou falar com ela. Nada vai atrapalhar dessa vez!
-Então... Tudo bem. Se você quiser assim...
-Não se preocupe, . Tudo vai dar certo! Nós dois vamos ficar juntos! E isso não vai demorar.
-Espero que sim! Não vejo a hora de você ser meu! - ela ri.
-Eu já sou seu! Todo seu! Você é que não sabia! - ele abraça . - Eu te ligo!
-Me liga mesmo, viu? - ela ri. - Olha aqui... Você que não me iluda!
-Te iludir? Nunca! - ele a beija.
Como havia chegado a um ponto desses? De amar tanto uma mulher?
Ele se despede de com um pouco de dificuldade. Queria mesmo era subir para o quarto deles. (Sim. O quarto era apenas dele e de e de mais ninguém!
~
Orlando chegava ao aeroporto de Londres com a cabeça cheia de preocupação. Como falaria aquilo para Miranda? Será que ia conseguir encará-la. No avião, pensava muito como falaria aquilo à ela.
Ao chegar em Tókio, Orlando toma um táxi e vai direto a um hotel perto do aeroporto. Decide falar com Miranda pelo telefone, marcando um jantar.
-Um jantar? Que ótimo. Nossa... Por que não veio para meu hotel, Orli? Você anda tão esquisito ultimamente.
-Não se preocupe. Preciso conversar sério com você!
-Ok... Espero que não sejam problemas do casamento.
-Posso lhe pegar que horas?
-Às nova em ponto! Não se atrasa.
~
Orlando dirigia ao hotel de Miranda. Ele havia alugado um carro. Ela estava deslumbrante. Usava um vestidinho preto com sandálias pratas e uma pequena bolsinha de mão. Havia se produzido toda para o jantar.
-Orlando... - ela o abraça. Sorria muito.
Orlando se sentia febril. Teria coragem?
Capítulo 15
andava pra lá e pra cá pela casa. Estava muito estressada. Sua mãe tinha dito que iria fazer o almoço e ela explodiu.
-Não! A senhora vai descansar! Ouviu? Des-can-sar! Não foi isso que o doutor falou? Eu peço pelo telefone.
-Você não está bem! Devia descansar!
-Ah não, mãe! Quem devia descansar era a senhora! Meus Deus! - ela andava pra lá e pra cá na sala. Tinha uma das mãos na testa. - Me ajuda!
Sandra resolveu não incomodar nessa hora que ela sofria um ataque de TPM. Depois do almoço, se trancou no quarto se queixando de enxaqueca.
~
Orlando chegava ao hotel cansado. Estava frustrado. Não criou coragem para dizer à Miranda que queria acabar com o noivado. Durante toda a noite ela falou do casamento. Estava tão animada. Tão feliz...
Deitou de costas na cama e pegou o celular para ligar para . Quando ela atendeu, ele estava de olhos fechados.
-Eu fracassei, .
fecha os olhos do outro lado da linha e continua calada.
-Não vai falar nada? - pergunta ele.
-O que, por exemplo?
-Frases carinhosas do tipo: "Seu desgraçado! Devia ter falado!" ou "Idiota covarde! Você fracassou!"
-E isso vai mudar alguma coisa?
-Não! - eles ficam calados por um instante.
-Eu não vou te culpar de nada, Orlando. Eu gosto mesmo quando você é sincero comigo!
-Eu sou um covarde! Um grande covarde!
-Não! Você não é isso! Nunca mais diga uma coisa dessas! Você é bom. E em todos os sentidos! - Eles riem.
-Se eu pudesse correria até aí para mostrar minha bondade!
-Nossa... Por que você não vem?
-Tenho que mostrar minha ruindade para Miranda.
ri e depois fica calada. Orlando espera alguns minutos até falar:
-Mostra logo, tá? Estou morrendo de saudades de você!
-E eu de você. Nem imagina como!
-Eu te amo tanto!
-Eu vou acabar logo com isso! Amanhã eu falo com ela e amanhã mesmo eu volto para Londres.
-Tudo bem... Ah... Mamãe volta para o Brasil amanhã.
-Ok... Mande um beijo para ela.
-Ok...
-Eu vou ter que desligar. Aqui já está bem tarde e eu tenho que acordar bem disposto amanhã.
-Tudo bem.
-Eu te amo, meu amor!
se arrepiava toda quando ouvia aquilo de Orlando.
-Eu também te amo! Muito mesmo! Tchau meu amor!
~
-Ai Orlando! Decidi algo por impulso! - fala Miranda sentada a mesa.
Eles estavam em um restaurante tipicamente americano. Almoçavam tranqüilos. Orlando estava criando táticas e começando a falar que iria acabar o noivado quando foi surpreendido com esse comentário.
-O que você decidiu?
-Que vou voltar com você para Londres. Tudo bem que é só por um final de semana. Mas dá pra matar a saudade.
Orlando estava boquiaberto. Não tinha nenhuma ação.
-Que foi, amor? - pergunta ela surpresa com a reação dele. Em outros tempos, ele pularia de alegria. - Você não está feliz com minha decisão?
-Oh... Claro que estou! É que... Não vai atrapalhar você aqui?
-Oh, meu amor... Você sempre preocupado comigo. Mas fique tranqüilo. Não vai ter nenhum problema aqui!
-Ah...
~
-?
-Oi...
-Posso meu sentar aqui?
Sandra estava com a roupa de dormir. estava no sofá lendo um livro.
-Claro, mamãe!
Sandra senta em uma poltrona e encara sua filha.
-O que foi? - pergunta rindo.
-Ouvi sua conversa no telefone hoje. Com Orlando. Foi sem querer, sabe?
-Hum... Sem querer... Sei! - elas riem.
-Ele é um bom rapaz. E eu o acho ideal para você.
-Ai mamãe... - fecha o livro. - Acho que é a primeira vez que eu gosto de alguém de verdade, sabe? Mas dessa vez eu sinto que é amor. Eu sei, sabe?
-Eu sei bem como é isso.
-Mais ainda é tão difícil. Ele é noivo.
-Mas isso não é motivo nenhum. E nem razão. Vocês se amam.
-Eu ainda sinto que ele não é meu. Só de pensar que ele está lá, com ela, e não está aqui comigo... Aii... Dá uma raiva!
-Quem ama confia.
-Eu sei! Eu ouço essa frase desde pequena. Mas nunca pensei que fosse tão difícil de colocá-la em prática.
-Depois de um tempo não fica difícil. Você vai ver.
-É... - respira fundo. - E a senhorita? Não devia está na cama? Amanhã vai viajar. Não pode se cansar.
-Eu te admiro tanto, minha filha! -Sandra olha para aqueles olhos verdes. Ela lembrava tanto o seu marido.
-Mãe, mãe... A senhora não devia! Quem sou eu para ser admirada?
-Uma mulher linda, batalhadora e forte. Não é a toa que Orlando se apaixonou por você! - ela pega nas mãos de .
-Eu te amo minha filha! Muito!
-Eu também te amo, mamãe!
~
aparecera de manhã para visitar Sandra. Levara um buquê de rosas vermelhas. Sandra o recebia com muito bom humor. Não sabia o que ele havia feito à sua filha.
-Preciso falar com você, ! - ele saia do quarto de Sandra.
-Pode falar.
-Vamos à portaria. Aqui ela pode escutar.
-E lá embaixo você fala logo comigo e eu vou logo embora, não é?
-Os dois convêm.
-Por que você me despreza tanto?
-Ah... Vamos logo!
Eles descem pelo elevador sem pronunciar uma palavra.
-O que você quer? - pergunta ele.
-Quero dizer que não trabalho mais para você!
-O quê?
-É isso mesmo que você ouviu! Eu não sou mais a sua "jóia rara".
-Você não pode...
-Posso, posso sim!
-É por causa daquele Orlando, não é?
-E se for? O que você tem haver com isso?
-Ele conseguiu fazer sua cabeça direitinho, não foi?
-Do que você está falando?
-Ele tá te enganando. Será que não vê? Por acaso ele pelo menos acabou o noivado?
-Não... Mas ele vai acabar!
-Você é muito ingênua. Acreditar nele!
-Olha aqui, eu decidi que não vou mais trabalhar pra você e pronto!
-Toma cuidado, . Um dia você vai voltar pra mim. E Orlando vai está feliz com Miranda. Casado e com filhos.
-Vai embora, ! - fala com a voz fria e bem séria. Mas ele sentiu tristeza em sua voz.
-Ok, ok... Mas pensa no que eu disse.
saía pelo portão com um sorriso de satisfação no rosto. estava um pouco tonta com aquela conversa. Mas alguma coisa lhe dizia que aquela história não tinha acabado. Ela preferiu subir pelas escadas, para sua mãe não ver que estava chorando. Por que estava com o coração tão apertado? Como deixara se envolver assim com um homem, mesmo depois de ter jurado várias vezes na vida que não acreditaria num homem mais uma vez na sua vida?
-Meu Deus! Não deixe que ele seja igual a todos! Por favor.
~
-, tenho que te falar uma coisa e...
-Você falou com ela, Orlando?
Orlando fica alguns instantes calado.
-Aconteceu uma coisa. Você tem que me ouvir.
-Não falou com ela, não foi? Não acabou porcaria de noivado nenhum, não foi? - fala ela irritada.
-... - Orlando não sabia o que falar. - Por favor. Acredita em mim!
-Eu não sei mais se quero acreditar que você quer mesmo acabar com isso!
-É claro que eu quero, .
-Acho melhor a gente terminar com isso logo. Porque o que parecendo é que você já se cansou dessa história.
-Não! Eu não quero isso. Eu quero logo acabar com isso! E vou acabar!
-Mas quando? Quando eu me cansar de esperar? Quando você vai decidir acabar? Nunca?
-... Acredita em mim! Eu vou acabar. Mas Miranda resolveu passar esse final de semana em Londres.
-Com você. É claro!
-... Você está com ciúmes?
-Não! - estava morreeeeeeeendo de ciúmes. - Eu não estou com porcaria de ciúmes nenhum!
-Hum... Sei... - Orlando sorria do outro lado da linha.
-Minha única preocupação. - fala depois de uma longa pausa. - É que tudo isso que você sente por mim seja mentira.
-Não, . - ele fica um pouco irritado. - Mentira é essa desconfiança toda! Poxa... Eu gosto tanto de você!
-Então acaba logo com isso, Orlando! Acaba logo com esse noivado. Poxa... Eu também te amo tanto!
-Então confia em mim!
-Orlando... É duro pra mim estar falando isso. Mas eu vou falar de novo: Eu não nasci pra ser a outra. Não de quem eu amo! Eu não posso. Eu não consigo ser!
-E nem vai ser isso.
parece se acalmar um pouco.
-E sua mãe? - pergunta ele.
-Ah... Já viajou. Fui deixá-la hoje à tarde no aeroporto. Não vê a hora de chegar janeiro!
Orlando fica mudo ao telefone. De repente ele sentiu um aperto no coração. Era o mês que ela iria embora.
-Daqui a um mês, não é? - ele pergunta.
-É.
-Ok... Estarei chegando aí amanhã. Te amo!
Ela ouve mais uma vez e resolve dizer o que estava realmente no coração.
-Orlando... Eu não sei mais viver sem você!
Orlando se sentia o homem mais feliz do mundo. Porém com uma responsabilidade enorme.
-Eu também esqueci como é viver sem você!
Continua...