A Rockstar
Por Luiza
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Capítulo 1
Eleanor Rice era uma garota comum: Era alta, magra, tinha os cabelos vermelhos e os seus olhos eram castanhos. Tinha vinte e três anos, era um pouco... Extravagante no seu visual. Tinha duas tatuagens: Uma borboleta no final das costas e uma estrela no pulso. Sempre usava roupas com cores bastante chamativas. Isso sem mencionar o fato de que Eleanor detestava salto alto. Sempre estava de all star ou então de coturno.
Eleanor tinha uma banda, a Jet 6. Era formada por ela (Óbvio!) e mais três amigas: Caroline, Anne e Nikki. As três sempre se apresentavam em vários lugares, mas não davam sorte. E olha que elas sempre iam onde havia olheiros. Mas o importante para elas, não era serem famosas, mas sim, se divertir nas apresentações.
Eleanor era brasileira, mas, com quatro anos, viera morar em Londres e quase não falava português. A sua mãe, Julia, nascera em Porto Alegre e, em um intercâmbio que fez para Londres, aos dezesseis anos, conheceu o pai de Eleanor, Peter. Como Julia adorara Londres, então, decidira mudar-se para lá definitivamente. Ah! E Eleanor tinha esse nome por causa da música "Eleanor Rigby" dos Beatles. Quando Julia e Peter se conheceram, estava tocando essa música. E quando eles se beijaram pela primeira vez, foi ao som da mesma música.
As amigas de Eleanor diziam que ela nascera para brilhar, de um jeito ou de outro. Isso porque, desde que se mudara para Londres, ela sonhava em seguir a carreira de atriz. Tanto que fazia vários cursos de interpretação e de teatro desde pequena. E Eleanor era completamente, como dizia Anne, obcecada por Orlando Bloom. Desde que elas viram o primeiro filme de "O senhor dos anéis", Eleanor era apaixonada por ele.
A história dela começa em uma bela manhã em Londres. Era maio de um futuro não tão distante e, na casa de Eleanor, em Notting Hill, a moça estava se arrumando para ir à faculdade. Julia bateu na porta do quarto da filha e disse:
- Elle? Já está pronta?
- Quase! - Eleanor disse.
- Anda rápido, porque já está quase na hora.
Eleanor foi até o espelho e deu uma checada no visual. Seus cabelos estavam mais vermelhos hoje. Ela pegou duas fitas pretas de cetim e enrolou-as nos cabelos e fez uma trança. Quando estava finalmente pronta, Eleanor saiu correndo de casa e foi até a universidade.
No meio do caminho, ela quase foi atropelada por um táxi e o motorista a xingou. Eleanor, por muito pouco, não bateu boca com ele. Quando ela finalmente chegou à faculdade, o sinal já havia batido e os alunos estavam indo para as salas. Eleanor sentou-se no fundo da sala e o professor anunciou:
- Hoje teremos um teste-surpresa. Espero que estejam preparados.
Os alunos começaram a protestar e o professor disse:
- Se eu ouvir mais um protesto, a turma inteira vai ficar com zero.
Eleanor, que estava fazendo o curso de música, estava respondendo às questões quando o celular de alguém tocou. O professor disse:
- De quem é o celular?
Todos interromperam o que estavam fazendo e saíram em busca do celular que estava tocando. Era o de Eleanor. Ela sabia que aquilo representava um grande perigo, não só para ela, como para a turma inteira. Ela ergueu a mão e o professor disse:
- Senhorita Rice, sabe quais são as regras. Me dê a sua prova.
Ela levantou-se e entregou a prova para o professor, que escreveu um zero enorme e vermelho nela.
Na hora do almoço, quando ela contou sobre o zero que ganhara às amigas, todas elas acharam um absurdo.
Após a aula, as quatro estavam ensaiando e de repente, Eleanor foi fazer um solo de guitarra, quando levou um choque daqueles. Para piorar, assim que elas saíram do galpão que usavam para ensaiar, estava chovendo. E muito. As meninas esperaram a chuva passar e, assim que a tempestade melhorou um pouco, elas foram para as suas casas. No meio do caminho, a chuva recomeçou e mais forte ainda. Eleanor estava atravessando o Hyde Park para chegar ao metrô. Sem que percebesse, ela pisou em cheio em um buraco, que estava encoberto pela água. Resultado: Ela acabou torcendo o pé. Ela praguejou e, quando finalmente conseguiu sair do parque, estava virando uma esquina e um Audi azul-marinho passou por cima de uma poça d'água e ela levou aquele banho. Ela xingou o motorista. Ele estava mais à frente, mas o carro parou. Eleanor viu a porta abrindo e começou a correr com dificuldade. Sabia que não devia ter esbravejado para o motorista, mas, com um pouco de sorte, conseguiria sobreviver à ira do motorista. Eleanor estava perto de uma cabine telefônica quando um homem a chamou:
- Ei! Você!
Eleanor nem se virou. Ela percebeu que ele estava vindo atrás dela e, quando ela menos esperou, o homem a alcançou e parou em frente a ela. Eleanor viu que ele era mais alto que ela, forte e tinha um cheiro muito bom. Ela disse, sem olhar para ele:
- Por favor, me desculpe. Hoje foi um dia difícil para mim.
- Como é o seu nome?
Eleanor percebeu que aquela voz era estranhamente familiar. Ela ergueu o rosto e quase caiu para trás! Estava frente a frente com ninguém mais, ninguém menos que o seu ídolo, Orlando Bloom! Ela sentiu as pernas bambearem e disse:
- Eleanor Rice.
- Quer ajuda? Eu vi que você está mancando...
- Na realidade, eu quero sim. Meu pé está doendo muito.
Orlando a pegou nos braços e Eleanor sentiu-se ainda mais nervosa do que já estava. Quando ele parou em frente ao hospital ali perto, Eleanor ouviu duas enfermeiras comentando:
- Ai, Helen! Você viu quem está conversando com o Dr. Hubert?
- Não. Quem é?
- Aquele ceus grego do Orlando Bloom!
A outra enfermeira saiu do posto e espiou o corredor. Eleanor riu para si mesma. De repente, o médico entrou na sala em que Eleanor o aguardava e disse:
- Bom, senhorita Rice, nós vamos ter de enfaixar esse seu pé. Por sorte, não quebrou nenhum osso. Foi somente uma torção.
- Ainda bem. - Eleanor disse.
Quando Orlando foi deixar Eleanor em casa, a moça disse:
- Muito obrigada por ter me levado ao hospital. De verdade.
- Disponha.
Ela sorriu. Quando ela entrou em casa, Julia disse:
- Onde é que você estava?
- Se eu te contar, você não vai acreditar.
- Eleanor, começa a contar! - Julia respondeu.
Eleanor contou tudo para a mãe e Julia realmente não acreditou na filha.
- Você quer me dizer que encontrou o Orlando Bloom e ele te levou no hospital? - Julia perguntou.
- Sim. - Eleanor respondeu. - E é verdade!
- Eleanor, tem certeza que você não sonhou?
- Tenho. E por que eu sonharia com algo assim?
- Filha, todas as fãs dele sonham com isso. Por que seria diferente com você?
Eleanor foi para o quarto, pouco tempo depois, e ficou pensando: "Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Por que eu ia encontrá-lo novamente?" Mal sabia ela que esse novo encontro com o Orlando ia acontecer muito em breve...
No dia seguinte, a chuva não cessou. Eleanor estava em casa, debaixo de um cobertor, de pé enfaixado e se entupindo de pipoca, enquanto zapeava pelos canais. De repente, ela parou em um canal de filmes e viu uma moça loira chorando. Em seguida, o Orlando apareceu. Eleanor quase derrubou a bacia com a pipoca. Julia entrou no quarto da filha e perguntou:
- Como está se sentindo?
- Mais entediada impossível!
Julia viu que Eleanor estava assistindo a um filme com o Orlando e perguntou:
- Que filme é esse?
- Elizabethtown.
- Ah sim. - Julia disse, fazendo pouco caso. De repente, a campainha tocou e Julia foi atender. Quando ela voltou, trazia um enorme buquê de rosas vermelhas. Eleanor perguntou:
- O papai te mandou?
- Na realidade, elas são para você.
Eleanor, desta vez, conseguiu derrubar a bacia de pipoca. Quando Julia entregou-lhe o buquê, Eleanor viu o cartão e leu:
Melhoras, com carinho O.B.
Não precisa nem dizer que Eleanor ficou nas nuvens. A campainha tocou novamente e, quando Julia foi ver quem era, Eleanor percebeu que o cartão tinha o cheiro de Orlando. Quando Anne e Caroline entraram no quarto da amiga, Anne perguntou, brincando com a amiga:
- Hum... Conseguiu um admirador secreto?
- Foi um amigo que me ajudou ontem. - Eleanor disse.
- Ah sim. Como ele se chama? - Anne perguntou.
- Sabe que eu nem perguntei? - Eleanor respondeu.
- Elle, você mente muito mal! - Caroline acusou.
- Se eu contasse a verdade para vocês, é óbvio que vocês iam zuar comigo. Então prefiro não contar. E não insistam, por favor! - Eleanor disse.
- Olha, mesmo se você tivesse encontrado o Orlando Bloom, a gente não ia te zuar. - Anne respondeu.
- Anne... - Eleanor começou a dizer, mas foi interrompida pelo seu celular, que começou a tocar. Eleanor olhou o número e, quando viu "Não identificado", quase teve um treco. Ela atendeu e, quando ouviu a voz rouca de Orlando, ela disse:
- Oi... Como conseguiu o meu número?
- Tenho os meus meios. - Ele respondeu. - Recebeu as rosas que eu te mandei?
- Recebi. São lindas.
- Que bom que você gostou. - Ele disse, satisfeito.
- Gostei. - Eleanor respondeu.
- Eu sei que parece loucura, mas quero te ver de novo.
Eleanor quase desmaiou ao ouvir aquela frase. Ela ficou quieta por alguns minutos e Orlando a chamou. Ela respondeu e disse:
- Olha, eu... Também quero te ver, mas... Como a gente vai fazer para se encontrar, sendo que eu tenho que ficar de repouso?
- Faz o seguinte: Eu vou até aí. Isto é, se você não se importar.
- Não. Não me importo. Pode vir quando você quiser.
- Bom, então, já que eu posso ir aí, e como eu estou aí perto, então eu vou aí, pode ser?
- Claro. - Eleanor disse. Depois de se despedir de Orlando, Eleanor pediu educadamente às amigas que fossem para as casas delas e, como elas se recusaram, Eleanor jogou uma almofada em cada uma. Eleanor estava se arrumando quando viu o Audi azul-marinho parando em frente à sua casa. Não demorou e Orlando apareceu. Ela sentia o coração bater aos pulos.
Orlando saiu do carro e, tomando coragem, foi até a porta. Ele tocou a campainha e Julia abriu. Ela perguntou, sem reconhecê-lo:
- Sim?
- A Eleanor está?
- Quem quer falar com ela?
- Eu... Diga-lhe que é O.B.
- Espera aqui. - Julia disse. Antes que Orlando pudesse entrar, Julia fechou a porta. Cerca de três minutos depois, ela voltou e deixou Orlando entrar. Quando ele entrou no quarto de Eleanor, depois de bater na porta, ele viu a moça e perguntou, ao vê-la com um aspecto bastante saudável:
- Eu achei que você não estava doente.
- Bom... Ainda estou resfriada. Mas... Estou feia?
- Você está linda.
Eleanor corou. Os dois ficaram conversando quase que a tarde inteira. Quando ele ia embora, Eleanor deixou escapar:
- Quando eu vou te ver de novo?
Ele, que estava com a mão na maçaneta, ficou olhando para ela, com carinho. Ele disse:
- Quando você menos esperar.
Ele foi até a cama dela e deu um beijinho no rosto dela.
Duas semanas se passaram. Eleanor estava bem melhor do pé torcido e do resfriado. Até já voltara às aulas. Assim que ela saiu do ensaio da banda, teve a estranha sensação de que estava sendo observada. Eleanor olhou para todas as direções, desconfiada, mas não viu ninguém. Quando ela estava indo em direção do ponto do ônibus, ela viu um cachorro preto parado em uma esquina. Ela conhecia aquele cachorro, só não sabia de onde. Resolveu seguir o tal cachorro. Ela devia ter andado quase trinta quarteirões e, quando finalmente o cachorro parou, foi em frente a um prédio. Ele entrou no prédio e Eleanor hesitou. Não conhecia ninguém que morava ali e, portanto, ficou meio tímida de entrar atrás do cachorro. De repente, o porteiro apareceu e perguntou:
- A senhorita é Eleanor Rice?
- Sim. Como você sabe o meu nome?
- Bom... Me falaram para deixá-la entrar. E também, para pedir à senhorita que vá até o décimo andar, vire à sua esquerda e vá até o fundo do corredor.
Eleanor achou as instruções do porteiro muito estranhas. Ela entrou no elevador, junto com o cachorro. Eleanor estava observando o indicador do elevador quando o cachorro começou a latir. Eleanor tentou controlá-lo, com um pouco de sucesso. Ela estava acariciando atrás da orelha do cachorro quando viu a coleira do cachorro com uma plaquinha escrita: "Sidi". Foi aí que ela percebeu quem era o dono do cachorro.
Ela entrou no apartamento, aparentemente abandonado, e chamou:
- Orlando?
Não houve resposta. Sidi parecia ter ouvido algo e foi até a cozinha. Ela o seguiu e encontrou Orlando tentando fazer a água de uma panela parar de sair. Eleanor riu e isso atraiu a atenção dele. Orlando disse:
- Bom... Como você pode ver, eu não levo o mínimo jeito para a coisa. E isso sem mencionar que está dando tudo errado hoje.
- Tem certeza?
- Bom... Até agora, estava.
Quase uma hora depois, Eleanor e Orlando estavam sentados no chão, encostados no sofá, cada um com um copo de vinho na mão. Ambos falando as besteiras mais cabeludas que se pode imaginar. Por fim, Eleanor disse:
- Eu acho melhor pararmos com o vinho. E está ficando tarde. Minha mãe vai me matar quando vir que eu estou chegando a essa hora em casa.
Ele ficou olhando-a com uma carinha de "Cachorrinho-que-caiu-do-caminhão-de-mudanças" e Eleanor derreteu-se. Ela disse:
- Não faz isso...
- Isso o quê?
- Essa carinha.
- Que carinha?
Eleanor pegou o copo da mão dele e disse:
- Tudo bem. Já chega de vinho. Se não se importar de me chamar um táxi...
- Vou fazer uma coisa melhor. Vou ligar para o meu motorista e pedir para ele te levar.
- Ai... Obrigada, mas não posso aceitar.
- Por que não?
- Ah... Não me sinto à vontade. O motorista, afinal, é seu. E não meu.
Quando Eleanor chegou em casa, mal podia acreditar que estava vivendo aquilo tudo. Era bom demais para ser verdade. Mas era verdade. Ela estava tão perto do seu ídolo! Mal sabia ela que estava despertando alguns sentimentos em Orlando...
2º Capítulo
Eleanor começou a achar que estava sonhando. Não era possível que Orlando houvesse cruzado seu caminho e estivesse tão preocupado com ela. Por sorte, Júlia nem sonhava que a filha havia conhecido o seu ídolo e estava começando a se envolver com ele. Júlia sabia que Eleanor tinha a cabeça no lugar, que saberia se cuidar e tudo mais, caso estivesse namorando sério com algum rapaz.
Em uma bela manhã, a primeira sem chuva após vários dias debaixo daquele aguaçeiro, Eleanor estava saindo da aula quando uma de suas colegas viu um Audi azul-marinho parado. Eleanor reconheceu o carro e, disfarçando, justamente para não chamar mais atenção que já estava chamando. Quando Eleanor entrou no carro, ela viu Orlando e já ia xingá-lo quando ele disse:
- Eu queria falar com você, em particular.
Eleanor sentiu o coração batendo ainda mais forte. Não podia negar que estava com medo, porque estava. Suas mãos foram ficando frias e ela sentia um pouco de dor no estômago. Sempre que ficava muito nervosa com alguma coisa, ela tinha dor de estômago. Ele disse, quando chegaram à um parque:
- É o seguinte: Você obviamente deve saber que eu acabei de rodar um filme. E eu estava pensando se você, assim, por um acaso do destino, quer ir comigo à premiére...
Eleanor hesitou e disse:
- Eu... Não posso pensar um pouco?
- Claro. Quanto tempo você precisar. Mas eu só te peço para decidir logo, pois a premiére é em três semanas.
- Eu decido antes disso. Posso te perguntar uma coisa?
- Claro.
- Por que você quer que eu te acompanhe?
- É a minha amiga.
- Orlando, você, melhor que eu, sabe o quanto esses jornalistas fofoqueiros gostam de falar a respeito de celebridades. Vai ser uma exposição e tanto para cima de mim.
- Eu sei. Me desculpe. Não devia ter feito esse convite.
- O problema é que, se eu for com você à essa premiére, os fofoqueiros já vão me tachar de "Novo affair de Orlando Bloom", sendo que eu sou a sua amiga.
- Tudo bem se não quiser ir.
- Mesmo?
- Mesmo. - Orlando disse, um pouco desapontado.
Três semanas se passaram e, quando Orlando saiu da Limusine, ele quase foi cegado pelos flashes das máquinas fotográficas dos repórteres e papparazzis. À medida que ele ia avançando pelo tapete vermelho, ouvia um monte de fãs gritando e alguns repórteres perguntando:
- ORLANDO! QUEM É ELA?
Todos queriam saber quem era aquela moça ruiva misteriosa que acompanhava o Orlando Bloom. Ela usava um vestido salmão, longo, um pouco a contragosto. Se dependesse dela, ia de coturno, saia, e camiseta de uma banda. Eleanor prendera os cabelos e estava incrivelmente bonita. Orlando não parava de olhá-la. Eles entraram no cinema. Quando o filme terminou, ele a levou para irem jantar fora. Orlando estava escolhendo o seu prato quando Eleanor começou a resmungar. Ele perguntou, meio divertido, meio curioso:
- O que foi?
- Nada não.
- Ninguém resmunga por nada.
- Não estou agüentando essa sandália. Está apertando o meu pé.
- Tira ela.
Eleanor olhou para ele, surpresa. Ele disse:
- Que foi?
- Você tem consciência do que acabou de me falar?
- Tenho. - Ele disse.
- Se tem consciência disso, então deve saber que não devo fazer isso.
Orlando deu um suspiro de impaciência e levantou-se. Ele foi até Eleanor, tirou as sandálias dela e disse:
- Pronto. Problema resolvido.
Eleanor olhava para ele, como se ele fosse um alienígena. Mas respirou aliviada.
Quando ele foi deixá-la em casa, Eleanor disse:
- Obrigada por tudo. Mesmo.
- Só um conselho: Avisa os seus pais sobre nós dois. Provavelmente, todos os jornais estarão com a nossa foto.
- Tá. - Eleanor disse.
Quando ela foi despedir-se dele, Orlando virou o rosto e ela acabou beijando a boca dele. Foi só um selinho, mas ainda assim, foi mágico, para ela.
Continua...