A Fonte da Juventude
Por Stephany

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Capítulo 1
Port Royal


Numa linda noite, muito estrelada no mar do Caribe, velejava um solitário capitão chamado Jack Sparrow. Sozinho, sem amigos ou mulheres, apenas o mar era sua única companhia. Logo na manhã seguinte, chegando à Port Royal encontra um menino sentado na areia, olhando para o horizonte. Atraca seu pequeno navio ali mesmo e senta ao lado do menino. Pergunta-lhe:
- Por qual motivo você fica aí, sentado, olhando para o horizonte, menino?
Ele responde, triste:
- Meu pai é um pirata, e só vai voltar daqui a quatro anos...
Jack pensa, e pergunta ao menino:
- Qual o nome do seu pai, você sabe?
- William Turner, e acho que sei quem você é... Jack Sparrow, não é?
- Garoto, é Capitão Jack Sparrow, e sou eu, sim. Como você sabe que sou eu?
- Minha mãe me falou de você. E das aventuras que meu pai, você e ela viveram há anos atrás. E que você é capitão do lendário navio Pérola Negra, certo?
- Sim, e sua mãe era apaixonada por mim, vamos admitir. Mas não me admira um menino tão bonito e esperto ser filho de Lizzie e Will. Seu pai é um homem muito honesto.
- Como honesto? - diz o menino, rapidamente -Ele é um pirata!
- Mas um bom homem...
Aparece, longe dali, uma moça que Jack conhecia muito bem. Conhecia seus traços, seu tom de voz e sua leveza ao andar. Estava com uma roupa verde, parecida com roupa de pirata:
- Filho?
- Mamãe! - disse o garoto, continuando imóvel.
- Ora, ora... Que saudades suas, Jack! - disse Elizabeth, dando-lhe um forte abraço - Bons ventos sopram ao capitão?
- Sim, e pelo que vejo, sopram para a Majestade também.
- Ora, não seja simplório, Jack. Eu estou péssima. Sinto muita falta do Will. Não tenho o apoio dele na criação de nosso filho. O menino sente muita falta dele. - disse Elizabeth, com lágrimas nos olhos.
Jack não sabia como agir diante dela. Não sabia se a consolava ou se deixava o silêncio fazer isso por ele.
- Mas não gostaria de se hospedar na minha casa? Lá temos uma boa cama, uma ótima comida e seu tipo de rum favorito.
- Não posso passar a tarde em Port Royal, pois tenho algumas contas para serem acertadas, mas acho que passarei a noite aqui.
- Quer almoçar conosco? - disse ela, num tom irrecusável.
- Aceitaria, se não tivesse negócio a tratar com o novo ferreiro da cidade.
- Então, aceitaria tomar um chá?
- Não, mas prometo que, no inicio da noite, passarei na sua casa para conversarmos a sós.
- Está marcado, apareça lá hoje à noitinha. - disse Lizzie, muito animada.
- Até logo! - acenou Jack, seguindo para o centro da cidade.
- Vejo você à noite! - acenou ela de volta -Vamos, Will.
O menino, que seu olhar parecia não sair do horizonte, olhou para a mãe, desapontado e acabou cedendo. Levantou-se e caminhou junto a ela. Acenou discretamente para Jack e seguiu para sua casa.


Capítulo 2
A fonte da juventude


Logo ao anoitecer, Jack procurou o número da casa de Elizabeth. Era a mesma casa que ela morava, mas com a morte de seu pai, agora era seu patrimônio. Jack nunca conhecera o interior da casa. Batera na porta e um criado atendeu:
- O que deseja? - disse.
- Tenho um encontro com a dona desta casa. - resmungou Jack.
- Ah sim, senhor. Capitão Sparrow, eu presumo?
- Sim, sou eu, posso entrar ou me deixará congelando neste lugar? - exagerou Jack.
- Não, senhor. Entre. A senhora Turner espera o senhor na sala de reuniões.
O criado seguiu para a sala de jantar, onde colocava a baixela de porcelana em seu devido lugar. Jack avistou na sala de estar um menino, brincando com um trem de madeira. Acenou para ele, mas o garoto não prestou atenção e não acenou de volta para Jack.
Subindo as escadas, chegou numa sala muito bem decorada, e parecia vazia. Apenas havia uma mulher, que chorava perto da sacada da janela.
- Que bom que veio, Jack! - disse ainda soluçando.
- Por que choras, bela dama? - perguntou Jack, usando um tom de voz, que no ver dele, era apaixonante.
- Eu quero o Will de volta! Preciso dele para viver! - soluçou Elizabeth.
- Eu também preciso de algo para viver. Mande seu serviçal trazer um copo de rum.
- Alfred, por favor, suba aqui! – exclamou ela -E traga consigo um barril de rum e dois copos.
- Então vamos conversar? - disse Jack.
- Sente-se, por favor - neste momento, o criado subiu, trazendo um barril enorme de rum. - Muito obrigada, Alfred.
- Estou aqui para servi-la, madame! - disse o criado.
Ele juntou as palmas das mãos e fez uma reverência em agradecimento.
- Então, minha dama, diga, o que quer de mim? - falou Jack gentilmente.
- Quero saber qual aventura você pretende seguir. - disse enquanto se servia e servia seu convidado.
- Não é de sua devida conta, senhorita. - replicou Jack.
- Acho que vai ter que me contar, capitão. - exclamou, enquanto sacava sua espada e a colocava no pescoço de Jack.
- Mocinha, acho que ainda tenho que aprender que você não é nada confiável. Eu me esqueci quem me mandou pra o baú de Davy Jones. Mas a senhorita esqueceu que eu possuo uma espada também. - replicou Jack
- Não, você não está com sua espada aqui. Conversei com o ferreiro, dei umas moedas para ele e este me confirmou que o conserto de sua espada duraria até amanhã. - respondeu a linda moça.
- Tenho que aprender a não confiar em qualquer paspalho. - sussurrou o capitão.
- Pare de enrolar e me conte tudo, capitão - disse Elizabeth, enquanto ameaçava Sparrow.
- Sabe alguma coisa sobre a fonte da juventude? – perguntou-lhe sinceramente.
- Não faço idéia do que seja isso. – falou a moça, colocando a espada mais próxima do pescoço de sua visita.
- Então eu não posso te contar nada, já que não vai entender e...
- Conte-me tudo, ou não pouparei sua vida. - disse ela, seriamente.
- Bom, então que assim seja. Numa manhã muito clara, o próprio Cortés estava velejando em mares baixos quando seu navio encalhou numa ilha próxima da Isla Del Muerta. Lá ele entrou numa floresta alta e muito escura. Nela, havia apenas um lugar que havia luz, onde ficava uma fonte: A Fonte da Juventude. Nesta fonte, jorrava uma água que quem bebesse teria vida eterna. Essa fonte era guardada por fadas que Cortés conseguiu vencer com sua inteligência. Mas o que ele não previa era que houvesse mais do que uma magia e proteção de fadas. Havia uma força maior, que ele não sabia como quebrar. Cortés foi ficando velho então ele fez um mapa, um mapa com todos os lugares no qual visitou. E deixou esse mapa escondido. Esse mapa é instável, por isso é difícil de ser utilizado, você precisa decifrá-lo. – contou Jack para a bela dama curiosa.
- Espere aí! O mapa que você e Barbossa usaram para entrar e sair do fim do mundo e para chegar à Baía Naufrágio foi... - concluiu Elizabeth.
- ...Sim, o mapa do Cortés! - confirmou o pirata.
- Mas como ele foi parar nas mãos de Sao Feng, já que Will pegou esse mapa em Cingapura? - questionava a senhorita que ameaçava Sparrow.
- Tecnicamente... Sao Feng o roubou do túmulo do velho Cortés, sendo ele o novo proprietário do mapa. Mas como o seu esposo roubou dele, e eu roubei do jovem Turner, e Barbossa roubou de mim, e... - enrolava Jack, enquanto contava nos dedos.
- Seja mais breve - ameaçou Lizze, encostando a espada no pescoço do capitão.
- Então agora decifrei o mapa, acharei a fonte e conseguirei vida eterna - finalizou.
- Diante disso, vá dormir. Creio que minha visita esteja muito cansada. Amanhã trataremos de negócios.
- Obrigado - falou Sparrow, enquanto ela tirava a espada do pescoço dele colocava-a de volta no lugar.
- O quarto de hóspedes é por aqui. Siga-me. - falou a dona da casa.
O quarto de hóspedes era aconchegante e havia uma cama enorme de casal, muito macia. Elizabeth entrou e Jack a acompanhou em seguida. Jack encostou a porta, sem a moça perceber. Jack então se aproximou da bela dama e beijou-a. Ela não recusou, nem se debateu, apenas aguardou aquele lindo momento terminar para perguntar:
- Por que você fez isso? - indagou Elizabeth.
- Eu apenas percebi que a senhora estava carente e aproveitei a situação. Você sabe que o beijo mais doce é o seu, não sabe? - retrucou Jack.
- Eu não sou e nem desejo ser mais uma das senhoritas com qual o capitão dorme enquanto se hospeda em Tortuga, capitão. - disse ela.
- Mas enquanto o capitão Turner está no mar, posso ser nada mais que seu amante, apenas por esta noite. - afirmou o pirata.
- Só não o ponho para fora desta casa porque tenho negócios a tratar com vossa senhoria, senão, estaria dormindo no frio, ao léu, sem abrigo. - averiguou a moça.
- Não me importo de dormir na rua, se antes pudesse dividir o mesmo leito com a senhora. - afirmou Jack.
- Vou para meu quarto, não consigo nem dividir o mesmo lugar que você ocupa, imagine o mesmo leito. Dão-me arrepios até de pensar. - confirmou a senhora.
Quando ainda caminhava ao encontro da porta, foi surpreendida por um puxão no braço e em seguida, um outro beijo. Desta vez, tentou se debater, mas acabou se rendendo ao carinho do capitão. Este acariciava seus lindos cabelos loiros e alisava sua cintura. Quando este tentava abrir seu colete, a moça mordeu seu lábio e saiu do quarto, correndo.
O capitão não demorou a cair no sono, mas não sem antes pensar nos carinhos e no beijo que roubou da linda mulher.


Capítulo 3
Proposta Inesperada


Após aquela noite não muito agradável, Jack acordou e logo se vestiu para o desjejum. Ao descer as escadas, deparou com uma moça com um vestido rosa bebê deslumbrante, que falou:
- Antes do desjejum, gostaria de falar com você no meu escritório. E não tente fazer gracinhas, porque com um grito meu, todos os empregados da casa irão me ajudar.
- Vamos logo, eu estou verde de fome.- informou o homem, enquanto subia as escadas.
- Entre.- pediu a dama de rosa
- Então, qual é o assunto? - indagou o homem, enquanto comia uma suculenta maçã.
- Desejo lhe fazer uma proposta.- indagou Elizabeth.- Tenho um navio maior, um abastecimento de rum, alimento e pólvora e você tem os mapas: juntemos tudo e partiremos para a fonte!
- Não, não, não e não. Como disse ontem à noite, ainda não esqueci quem me mandou para o fim do mundo. - Jack confirmou as suspeitas de Elizabeth.
- Então você irá neste barco miserável atrás de um lugar que você mal sabe onde fica, sem alimento, sem pólvora e nem ainda sequer decifrou o mapa? - indagou Elizabeth
- Bem, é o que eu pretendo fazer - respondeu Jack sinceramente.
- E você vai sem rum? - perguntou a linda dama à sua frente.
- Bom... Não... Eu... Tudo bem, eu aceito sua proposta. - concordou o homem.
- Quando partiremos? - questionou Lizzie.
- Pesava em partir agora. - respondeu o capitão.
- Mas eu preciso conversar com o Will. O menino precisa saber de tudo. - Jack fez uma cara horrenda. - Não sobre ontem à noite, mas sobre nosso acordo.
- Então me mostre seu navio para que eu o prepare para a viagem. - disse o pirata, enquanto a moça caminhava em direção ao corredor.
- Fale no porto que você é meu hóspede que o levarão até meu navio. - disse a bela mulher
- Não, Lizzie, volte aqui. - gritou o capitão.
- Sim? - falou ela, entrando novamente no escritório. - O que quer?
- Não gostaria que ficasse com raiva de mim por causa de ontem. - disse ele sinceramente. - Eu não me controlei. Mil perdões, senhorita.
- Tudo bem. Eu te perdôo. - disse Elizabeth.
E ao dizer isso, a moça deixou o local e também o capitão.
No porto, ele seguiu as instruções que lhe foram dadas e chegou num navio grande, com o nome: Zwart Blad. Era o maior dos navios do porto. Alguns minutos depois, chegaram Elizabeth e Will, de malas prontas para a viagem.
- O jovem William irá também?
- Lógico! Este menino, aos seis anos de idade, já sabe o que é um astrolábio e já entende os pontos cardeais. - disse Lizzie.
- Então, bem-vindo a bordo, pequeno marujo! - desejou o mais nobre dos capitães.

Dali em diante, seria uma nova aventura.


Capítulo 4
Arabella

Após longos dias de viagem, o navio Zwart Blad atraca em Tortuga, na esperança de conseguir abastecer de alimento e muita, muita bebida. Elizabeth desceu do navio aos berros:
- Você devia se envergonhar em ficar bebendo na frente de uma criança! - esbravejou Elizabeth.
- Eu apenas tomei alguns goles ontem, savvy?- disse o homem que descia cambaleando pelo barco.
- Eu e o pequeno Will iremos comprar alimento, e você?- questionou a mulher à frente de Jack.
- Eu irei atrás de abastecimento de rum. Encontre-me no Noiva Fiel em duas horas. E se não estiver lá, irei em busca dela sozinho.- disse Jack, dando ênfase à palavra dela.
- Por que você não diz: A fonte da Juventude?- falou a moça.

O homem fez um chiado, indicando que ela deveria falar baixo e continuou:
- Não fale tão alto, até as paredes tem ouvido em Tortuga!- sussurrou Jack
- Está bem.- disse ela. - Até mais tarde!
- Até mais ver, senhorita- e se curvou, fazendo uma reverência.

Ao entrar no Noiva Fiel, ele ouve uma voz feminina que ele conhecia gritando:
-... E dê o fora daqui!- a mulher ruiva vira seu olhar para o nosso capitão e diz: - Eu não acredito. Jack?
- Sim, sou eu... Mas eu não me lembro da senhorita, bem, para ser sincero, você me lembra uma amiga que eu tive quando eu tinha 12 anos e... Arabella, é você?
- Jack!- e a senhorita pulou em seus braços. - Que bom te ver! -e ela derramou algumas lágrimas.
- É muito bom vê-la também, Bella! -disse, enquanto Arabella o soltava. - Como vai?
- Bem, obrigada. E você?
- Estou muito bem. Você tem notícias do Fitzy*?
- Jack, eu... Eu não sei como te contar... Eu estou noiva dele.- disse a moça encabulada.
- Ah... Que bom! Felicidade aos noivos.- disse Jack, meio constrangido.

"Ora" pensou ele "Por que deveria me importar? Ela é que era apaixonada por mim".
- Felicidade, uma ova. -invocou-se a mulher. - Ele está viajando a negócio e, pelo que dizem as cartas que recebo, só voltará ano que vem.
- Bem, eu lamento. Você poderia me servir um copo de rum, por favor?- pediu ele á moça
- Eu não sou mais garçonete daqui.- disse Arabella - Sou a dona legítima. Meu pai faleceu e eu sou a dona agora.
- E quem é o garçom agora?- perguntou o capitão.
- Larry, meu primo e irmão de criação. Minha tia faleceu quando ele tinha cinco anos e meu pai o pegou para criar.
- Eu preciso de cinco barris de rum para minha viagem. -disse o pirata
- Que viagem? - questionou a moça
- Vamos sair daqui que eu te conto. E... Ah!- Jack pegou o copo de rum sobre o balcão e saiu do bar
- E então?
- Sabe algo sobre a Fonte da Juventude?- questionou Jack
- Mais do que deveria!- disse Arabella
- Então venha comigo!- falou Jack, enquanto tomava uma tragada de rum.
- A última vez que você me disse isso eu tinha 12 anos e nenhuma esperança de vida.- concluiu a bela dama - E eu vivi a maior aventura da minha vida.

Mesmo com 23 anos passados, Arabella continuava linda como sempre fora. Tinha cachos vermelhos, como da primeira vez que ele a vira. Mantinha uma bela silhueta fina, que era destacada pelo vestido verde-musgo que usava e em seu lindo rosto, um semblante enigmático.
"Pare de pensar em cada detalhe do corpo dela" pensou Jack "Assim parece que está apaixonado por ela" ·
- Está bem, eu vou, mas não pense que é por sua causa, é pelo meu espírito aventureiro.
- Então peça ao Berry que...
- É Larry!- invocou-se a moça.
- Que seja! Peça a ele que leve os cinco barris de rum ao Zwart Blad para seguirmos viagem. - falou o pirata.
- Zwart Blad?- perguntou Arabella.
- Sim, meu navio temporário.- respondeu Jack.
- Temporário?- questionou a mulher.
- Como você deve ter ouvido falar, eu sou o capitão do lendário Pérola Negra, mas...
- Eu não estou entendendo... Você disse que está navegando a bordo do Zwart Blad e vem me dizer que é capitão do Pérola negra?- indagou ela.
- Bom, é que um desgraçado literalmente roubou o meu navio e ele também foi atrás dela, então eu peguei emprestado o Zwart Blad para poder chegar nela antes e tomar meu navio de volta.
- Tudo bem, mas porque não diz: A fonte da Juventude?- perguntou Arabella.
- Já é a segunda mulher que me pergunta isso hoje...- disse Jack.
- Você é casado? E sua mulher está a bordo do navio?- exclamou a mulher.
- Não, não, ela é apenas uma velha companheira de aventuras. Ela que me emprestou o Zwart Blad para seguir viagem. Decerto não nego que ela tem uma paixão por mim.- finalizou ele.
- Ah, sim.- compreendeu Bella.
- Vamos, peça ao Larry para que leve os barris, rápido!
- Larry! Larry!- assim a mulher entrou no bar atrás do homem que levaria os barris de rum para o navio

Duas horas depois, Elizabeth encontrou Jack e Arabella na porta do Noiva Fiel, e ela estranhou que a moça que conversava com Jack não estava nem bêbada, nem estava com o vestido semiaberto e o espartilho mal colocado, nem ela estava deixando-o fazer carinho nela.
- E ainda sinto falta do Tumen...- disse Bella.
- Jack!- disse Lizzie.
- Elizabeth!- disse enquanto caminhava em direção a ela - Lizzie, esta...
- Elizabeth Turner, encantada.- disse.
- Arabella Lucas, futura Dalton, prazer!- apresentou-se
- Futura Dalton?- perguntou a senhora Turner.
- É que eu estou noiva de Fitzwilliam P. Dalton III.- disse Arabella.
- Acho que conheço seu noivo. Sabe se o pai dele é o Conde de Dalton?- indagou Liz.
- Ele fazia questão de dizer isso todo o tempo.- respondeu Jack, antes mesmo que Arabella pudesse pensar.
- Nós nos conhecemos num jantar dado pelo meu pai, o ex-governador Swann quando tínhamos sete anos de idade.- concluiu a mulher
- Vamos parar de conversa, que nos temos um mapa a decifrar, um caminho a seguir e um barco para tomar.- lembrou Jack.
- Então vamos, já que é assim!- disse Arabella.

Quando subiram no navio e ele já estava zarpando, Arabella se aproximou do filho de Elizabeth e disse:

- Acho eu ainda não fomos apresentados. Qual o seu nome?
- William Turner. E o seu?- perguntou o jovem de olhar triste.
- Arabella Lucas, mas pode me chamar Bella. -disse ela.
- Pode me chamar de Will, se preferir.- disse William.
- Foi um prazer te conhecer, Will- sorriu Arabella.
- O prazer foi todo meu, Bella.- disse o menino com um sorriso forçado no rosto.
O menino estava seguindo ao encontro do timão quando ouviu alguém lhe chamar:
- Ei, ei, jovem Turner!- gritou Arabella.
- Sim?- respondeu ele.
- Não fique com esse semblante tão vazio, tão triste, porque você tem esperança que seu pai, mesmo que de 10 em 10 anos, ele vai voltar. E eu que quando levaram minha mãe, eu nem sabia se ela ia voltar?- disse a mulher.
- Obrigado pelo apoio- disse Will.
- De nada!- respondeu Bella.

* Fitzy é um amigo de infância de Jack e Arabella.

Capítulo 5
No caminho da Ilha de Los Cruces

Naquela noite, o navio fora ancorado para que todos pudessem dormir em paz. Will e Elizabeth ficariam num quarto especial no Zwart Blad e Jack e Arabella, na cabine do capitão. Jack estava sentado na mesa e Arabella estava lendo um livro de romance sentada ao sofá. Ele começou a falar:
- Eu não acredito que eu, capitão Sparrow, tenha que dormir no chão frio, coberto por um fino lençol, enquanto você dorme na cama confortável e quentinha... - reclamou ele.
- Eu sou uma dama, ora. - falou Bella. - E você deve ser cavalheiro, permitindo que eu durma na cama.
- Então, já que é assim, não tenho escolha.- concordou o capitão.
Ele desceu para o abastecimento de pólvora e rum, pegou uma jarra de rum e subiu para a cabine novamente. Perguntou para Arabella:
- Não quer vir comigo ver as estrelas e tomar um copo de rum?
- Eu não sei... Talvez... Tudo bem, vamos! - concordou ela.

Ao saírem da cabine, os dois se depararam com uma imensidão de estrelas no céu. Eles deitaram, Jack abriu a garrafa de rum e serviram-se.
- Que céu esplendoroso! - exclamou Arabella.
- Sim! E olhe a ursa menor ali! - mostrou Jack.
- É, estou vendo!
Jack olhou nos olhos encantadores da moça e perguntou:
- O que você fez nesses 23 anos, Bell?
- Quando voltei pra casa, tive que continuar sendo garçonete durante mais oito anos. Ao completar 20 anos, meu pai me concedeu a posse do bar, quando já estava no leito da morte. Foi muito difícil ver meu pai morrer aos poucos, já que sua doença não tinha cura e... - os olhos da moça se encheram de lágrimas e ela chorou por alguns minutos. Jack a abraçou. Ele falou:
- Não chore, Bell. Mas pode continuar a chorar no meu ombro o tempo que quiser.
- Continuando - disse ela, enxugando as lágrimas e se afastando de Jack. - E no ano passado eu reencontrei Fitzy, que me pediu em casamento há três meses.
- Compreendo.
- Mas e você, Jack, o que fez? - perguntou Arabella
- Eu fiz tanta coisa... Deixe eu te contar. - e ele começou a contar desde a sua entrada na Companhia das Índias Orientais até o roubo do mapa de Cortés das mãos de Barbossa.
Alguns minutos de silêncio, a moça se levantou, ajeitou o vestido e disse:
- Eu irei dormir. Mas peço que espere alguns minutos para entrar, porque irei trocar de roupa. - disse ela - Boa noite, Jack.
- Boa noite, Arabella. - concordou Jack.
Ele esperou alguns minutos e entrou na cabine para dormir.
No dia seguinte, logo pela manha, Jack e seus homens já estavam abaixando as velas e levantando âncora. Ele sentou na sua mesa na cabine do capitão tentando não acordar a linda mulher. Abriu o mapa e começou a tentar decifrá-lo:
- Vamos lá, minha belezinha. - disse ele ao mapa.
Mexeu o mapa para todas as diferentes direções, diversas vezes e nada de mostrar o caminho que levava à fonte. Ele se irritou e deu um chute no pé da mesa. Um enfeite caiu no chão fazendo um barulho que acordou Arabella. A moça se levantou, desejou bom dia, pegou sua anágua e disse:
- Será que você poderia me dar um minuto para trocar minha roupa? - perguntou ela.
- Ah, sim, claro, eu... Estou lá fora, se precisar de mim. - disse ele, olhando para seu corpo, meio abobado.
- Obrigada. - disse ela quando ele já estava abrindo a porta.
Arabella colocou um vestido azul-marinho, sentou-se na cadeira do capitão e mexeu no mapa. Ela chamou por Jack e este veio correndo. Ela moveu o mapa e mostrou uma ilha chamada Ilha de Los Cruces. Jack exclamou:
- Bell, você é um gênio. Acho que essa é a ilha! - disse enquanto comemorava, abraçando-a.
De repente, os dois ouviram alguém gritar:
- Navio a vista!
- O que? - gritou Jack, enquanto ele e Arabella saiam daquele lugar - Deixe-me ver!
- Ah, meu Deus! É o Pérola! - gritou Elizabeth - O que pretende fazer, Jack?
- Eu acho que tenho uma idéia. Will, você sabe como desenhar mapas, não sabe?
- Sei, e ficam perfeitos. - disse o garoto.
- Então você, - ele apontou para o menino. - desenhe um mapa para um lugar muito longe daqui. - disse Jack - E você, Bell, esconda os mapas originais em um lugar extremamente seguro.
- Pode deixar! - disseram Arabella e Will.


Continua...